Godinho Lopes é um avião sem sistema de navegação. Com um rosto de medo e rápido a caminhar até à saída, afirmou, acabado de chegar ao aeroporto de Lisboa, que nada iria acontecer ao treinador. No dia a seguir, já protegido pelo afastamento físico de quem o contestava no aeroporto, menosprezou a justa contestação e, tal e qual JEB nos últimos tempos da sua miserável e empobrecedora administração, optou por ofender os “30 adeptos”. Mais um dia passado após a contestação, despede o homem que antes tinha garantido permanecer no lugar, supostamente imune ao mau momento. É isto a Linha Roquete: loucura decisorial e desrespeito pelo Sporting e pelos seus adeptos.
"O Sportinguista, em mais de 100 anos de dita escolha, jamais ousou queimar ou detrair o símbolo e a cor que o identificam. Outros, os tais que clamam superioridade moral e identitária, fizeram-no.", dito por pai de Daniel.
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7 de março de 2012

Só em Portugal é que o que está fora do campo de futebol consegue valorizar mais um jogador de futebol

A imprensa portuguesa já nos habituou aos seus momentos de escrita lúdica – apontam sempre no sentido pró-Benfica. Alguns ousam considerá-los jornalismo. Para mim, é lixo. Neste país, a imprensa desportiva tem como prática comum valorizar jogadores que, mesmo não sendo maus ou tendo até potencial, não merecem tamanho destaque ou elogio. Ontem, e apenas para não recuar muito tempo, era Gaítan, que o jornal A Bola, órgão noticioso desde sempre servo do Benfica, tentou transformar numa espécie de Di Maria 2, esperançado numa venda que ajudasse o Presidente Vieira a não ser obrigado a dar uma conferência de imprensa a anunciar a obrigatoriedade de desinvestir – austeridade no futebol. Choviam propostas milionárias de 40 milhões de euros (!?!), mas o presidente Vieira, contava-nos a A Bola em manchetes várias, mandava à fava as limitações que o tempo impõe e rejeitava-as.

Os próprios lampiões, já enfadados do benfiquismo excessivo de alguns (a ShitTV granjeia cada vez menos apoio entre os lampiões), trataram de colocar Gaítan no seu sítio: um bom jogador, com qualidades interessantes, importante no Benfica 2011/2012, mas em momento algum o prodígio que a A Bola afirmava ele ser. Ontem, e estando a valorização artifical de Gaítan posta por enquanto de lado (miseráveis exibições em jogos onde os verdadeiramente bons jogadores tendem a demonstrar-se), o alvo é já outro: Nélson Oliveira, cuja qualidade fantástica, dizem os jornais, se encontra corporalizada na fotografia em que o dito jogador marca o golo que inviabilizou a equipa do Zenit de continuar a pensar em apurar-se para a próxima fase. Importa referir, depois de visionado o lance, o que aconteceu: o tal jogador, que momentos antes manifestara a sua incapacidade de jogar em equipa ao não passar a bola a um jogador totalmente livre de marcação, apenas marcou o golo por interferência do defesa, cujo corpo faz saltar a bola por cima do guarda-redes do Zenit. Técnica na execução? Só a do defesa, que em queda consegue passar a bola por cima do seu próprio guarda-redes? Prodígio? Só o defesa, que sem intenção conseguiu facilitar um golo a um avançado que rematou sem grande execução técnica a bola.

E aproveito para, de acordo com a verdade do que aconteceu, reescrever a pequena nota disponível na capa de hoje do jornal Record: Jovem avançado só precisou de 13 minutos para ficar na história: estreou-se na Europa e marcou. Aqui fica a versão do que de facto aconteceu: Jovem avançado só precisou de 13 minutos e de um defesa adversário para ficar, com vital contribuição deste último, na história: estreou-se na Europa e foi ajudado por um defesa-adversário a marcar um golo. Verdade, 1; Propaganda pró-Benfica, 0.

Este adversário é tão complicado de derrotar quanto outro qualquer. A propaganda não é apenas uma ferramenta utilizada por políticos ou partidos ou ideologias, é também utilizada por quem pretende transformar A em B, seja em futebol, aqui o desporto referido, ou em outro qualquer assunto cuja verdade é lesiva a quem de direito. Quando o Benfica está mal, o jornal A Bola, principalmente, saca de entrevistas motivadoras e factos positivos. Quando o Porto está mal, o jornal O Jogo critica o Benfica utilizando palavras de Pinto da Costa. Quando o Sporting está mal, tanto A Bola como o Record se unem em noticiar, mesmo que mal e servindo-se sempre dos mesmos comentadores (os ditos “notáveis), os problemas do Sporting, problemas esses que existem também nos outros clubes – consequências da ausência de semi-auditorias semi-independentes sobre os estados financeiros de Porto e Benfica.

Como deve comportar-se o comum Sportinguista (o mais importante, porque é o que está em maioria, e não o “notável”) perante tão grotesca e enviesada ameaça, que no entanto não é recente? Deve, quando chamado a falar sobre futebol, defender o seu clube. E não deve dar nem um cêntimo do seu precioso dinheiro a estes trafulhas que se consideram jornalistas. Eu também escrevo umas quantas coisitas, posso também considerar-me jornalista? Posso? Bacano. Mas não quero. Dispenso.

A publicidade do Sporting ao jogo frente ao Manchester City merece, pela sua qualidade, ser positivamente referida, mas falta o resto, a começar pelos preços dos bilhetes – que corresponde a uma parte substancial da decisão de ir ou não ver o jogo. Alguém da SAD do Sporting desconhece a crise que assola o bolso dos portugueses? E a outra crise, a relacionada com o futebol podre e pobre que a equipa do Sporting actualmente apresenta? Só boa publicidade não chega. Aliás, em futebol, um desporto que vive da emoção de quem apoia um clube, boa publicidade é até deveras irrelevante.

EM FRENTE, SPORTING! CORAGEM, SPORTINGUISTAS!

2 de março de 2012

Sobre o jogo entre as forças da Corrupção: como um Sportinguista consegue, de maneira sincera, explicar este jogo

Escrevi numa anterior mensagem que uns amigos meus convidaram-me para marcar presença no jogo entre  Benfica e  Porto, que terminou com a vitória do clube cujo treinador havia, há poucas semanas, dito que as faixas de campeão podiam já ser encomendadas pelo clube visitado. Não foi a primeira vez que estes meus amigos o fizeram, não será, espero eu, a última, mas as amizades, quando são genuínas, merecem determinados sacrifícios, embora esses amigos me perguntem, como um “eu dou, tu dás”, quando será o dia em que eu os convidarei para verem um jogo entre o Sporting e o Porto. A pergunta é feita ano após ano. A minha resposta aos ditos convites é sempre a mesma: não me levem a mal, mas eu não quero benfiquistas no meu estádio. Não consigo ver um jogo do Sporting passivamente, disposto a esquecer-me, nem que por brevíssimos momentos, o que está a acontecer em campo para comentar este ou aquele acontecimento de uma maneira mais analítica. Mas como desejo ser tão amigo deles como eles são em relação à minha pessoa, encontrei alternativas: jogos da equipa nacional, nos quais as minhas intervenções se focam na contribuição dada pelos jogadores formados no Sporting Clube de Portugal: Ronaldo, já superior ao Eusébio, Nani, Patrício, e por aí fora.

O convite foi feito novamente. Eu aceitei-o. Não me sinto de todo um traidor por fisicamente estar presente numa partida que opõe os dois principais rivais do Sporting. Bem pelo contrário, sinto-me como um elemento purificador. Mas a minha capacidade purificadora, por assim dizer, é deveras limitada. Sou um entre 59.996 (o grupo de amigos, os três lampiões e eu) humanos nefastos. Não chego para toda a toxicidade presente numa partida como a que terminou ontem à noite. As minhas impressões sobre este jogo entre rivais não variam de época para época, de jogo para jogo, apesar de os últimos dois jogos entre estes clubes, em casa do clube ontem visitado, puderem ser considerados decisivos por ambas as partes. Este foi, em termos de ambiente, o mais fraco Benfica vs Porto dos últimos anos. Porém, o espectáculo em campo compensou as insuficiências das outras vertentes da partida. Como elemento neutro, esperava poder presenciar um festa diversificada. Esperava ver lampiões à cabeçada com tripeiros. Cinco ou seis calhaus pelo ar. Umas quantas garrafas de cerveja. Até uns petardos e umas tochas. Não vi nada similar. Cá fora, com os meus olhos a latejarem por causa do vermelho que me rodeava, todos pareciam estar sob o efeito de calmantes. Parecia que era apenas mais um jogo em que a equipa da casa iria beneficiar da ajuda do árbitro assim que a equipa adversária demonstrasse capacidade para discutir a repartição dos três pontos. “Ai sabes jogar à bola, é? Então toma lá disto: piiiiiiiii, estás expulso e grande penalidade assinalada a favor do Benfica.”

Perguntam agora vós: vestiste o quê? Foste de vermelho, caralho, para seres simpático para os teus amigos e tal? De azul? Preto? Nem uma nem outra. De verde, ora pois! Calças de ganga, botas da Timberland (umas brancas a que o tempo e falta de lavagens constantes trataram de escurecer) e um casaco verde da Adidas. Um verde autenticamente verde. Nem muito escuro, tipo espinafre, nem muito claro, tipo lima. Verde Sporting, digamos. Identificável a todas as distâncias. De longe, de perto, de cima, de baixo. E os olhares questionadores que muitos lampiões me lançaram confirmaram-no. Ah, e outro pormenor muito interessante: as meias, cobertas totalmente pelas calças de ganga, eram as do Sporting, do equipamento principal do nosso clube. Alguma coisa 100% do nosso clube eu tinha de levar. Este ano foi um par de meias, no anterior tinha sido uma t-shirt.

Falemos então do jogo Benfica vs Porto. Escreverei, a seguir, não sobre o jogo de futebol em si, mas sobre o ambiente destes jogos. E vou ser o mais sucinto e frontal possível, pelo que acho útil pontuar cada uma das minhas opiniões sobre o ambiente:

  1. Os Super Dragões não valem um chavo. 80% dos cânticos, de longe os mais cantados pelos adeptos portistas, são contra o Benfica. Outros 15% são a favor do Pinto da Costa. E os restantes 5% não consegui perceber o que eram. Um grupo de Sportinguistas faria uma festa épica se o Sporting sacasse da Luz um resultado como aquele, e como aconteceu (reviravolta).
  2. Eu consegui ter, nesse mesmo dia, mais pessoal na minha mesa de almoço, no Centro Comercial Allegro (visitem o restaurante Hollywood!), do que os Diabos Vermelhos no seu sector (só aparecem em números não-vergonhosos contra o Sporting).
  3. Os que Não Têm Nome não têm também voz.
  4. O Jorge Jesus ou é mesmo um treinador que gosta de esbracejar freneticamente e gritar durante os 90 minutos, como se no balneário nenhuma táctica tivesse sido construída, ou o homem padece de um problema nervoso qualquer.
  5. Não há nenhuma outra massa associativa como os benfiquistas para gritar por nada de interessante.
  6. Sejam quais forem as variáveis de um Benfica vs Porto, um Benfica vs Sporting é sempre mais presenciado e o ambiente é único, e assim o é por causa dos adeptos do Sporting, cuja força das vozes não tem fim.
  7. Os adeptos do Sporting, se lhes estivesse reservado um sector naquele estádio, cantariam mais que os portistas e os benfiquistas juntos.
  8. Eu fiz mais barulho que os 7000 e tal lampiões daquela bancada…quando fui ao quiosque buscar dois cachorros.
  9. 95% das benfiquistas são esteticamente…como é que posso escrever isto sem parecer demasiado ofensivo…problemáticas.
  10. A maioria dos benfiquistas entoou cânticos racistas contra o Hulk. Ou isso ou querem que o Vieira o contrate. E os mais audíveis provinham de uma bancada cuja claque tem números substanciais de gente oriunda do continente africano.

O que mais ouvi dos lampiões quando estava no interior do estádio e enquanto saía do recinto e me dirigia para o carro (no estacionamento do Colombo):

“Enraba-o.” [quando o Gaítan tinha a bola e estava perto do A.Pereira]
“Preto do caralho!” [para o Hulk]
”Eu sempre vos disse que o Jesus era uma merda.”
”O Vitor Pereira é melhor que o Villas Boas.”
”Preto do caralho!” [para o Rolando, que saiu do campo a provocar a lampionagem]
”Nunca mais nos vemos livres do Jesus. É como o Paulo Bento, está cá forever!”
”O Cardozo marca golos mas não sente a camisola.”
”É melhor despachar agora o Gaítan antes que percebam que ele só sabe jogar à bola uma vez por mês.”
”O Garay fugiu, saiu porque não teve colhões para aguentar a pressão.”
”O Rui Costa desapareceu. O Vieira lobotomizou-o.”
”O Veiga era mafioso, mas faz cá falta.”
”Maria, perdemos 3-2. Maria? Estou?” [lampião ao telefone com a, penso eu, esposa]

Os meus comentários aos meus colegas durante e sobre o jogo:

“Vocês estão a jogar com dois defesas no lado direito: O Maxi e a mosca dele.”
”O Jesus hoje tentou ser o Kasparov do futebol. Mas o Vítor Pereira fez de Deep Blue.”
”Mete o Mantorras!!”
”Mete o Yannick!”
”Vai haver mais um golo, garanto-vos.” [enquanto estava 2-2 e eu apostava 100€ na betfair em como seriam marcados mais de 4,5 golos]
”Deixem-me sair primeiro, se faz favor!” [gritava eu aos adeptos do Porto quanto estes pediam para que a luz do estádio fosse apagada]

Falemos agora do jogo de futebol em si. Não consegui perceber se o domínio que o Porto fez sentir no inicio do jogo foi mérito da própria equipa, ou se o Benfica consentiu-o. Parece-me antes que o Porto dominou porque assim o desejava e porque o Benfica entrou na partida receoso. O Benfica demonstrou-se incapaz de circular a bola porque o seu meio-campo, pondo de lado um jogador que nunca defende senão em bolas paradas, Pablo Aimar, só se preocupou em tentar anular o meio-campo do Porto.

Com a transferência de Lucho do Marselha para o Porto, a máquina dos tripeiros é uma coisa completamente diferente, para melhor, em total oposição à merda que o Porto vinha praticando em todos os estádios deste país, e que só a arbitragem conseguia atenuar. E nem se trata de louvar o Lucho enquanto jogador e aditivo ao colectivo de jogadores do Porto (todos o reconhecem como excelente jogador), mas antes de salientar as outras muitas vantagens que os outros jogadores do mesmo sector fazem proporcionar à forma como jogam. O Maçã Podre, antes um faz-tudo vadio, é agora um faz-tudo criterioso. Com Lucho em campo, o Porto ganha eficácia no passe e inteligência no posicionamento. Visto ao vivo, é fenomenal a capacidade posicional do Lucho Gonzalez. O homem raramente corre, mas consegue estar em todo o lado, no momento correcto. O Fernando, nunca tido como um jogador hábil com a bola nos pés, até sabe fazer umas quantas coisinhas interessantes. Não se esperam dele passes longos e em desmarcação, mas é um médio perito em desarmar jogadores no um para um (melhor que ele só o Rinaudo) e a soltar a bola para um jogador que sabe o que fazer com ela, ou Lucho ou Moutinho.

O Benfica entrou receoso, talvez demasiado pensativo para uma partida em que tinha a obrigação de dominar as motivações do jogo. Jogava em casa, perante o seu público. Achei do mais arrogante possível, apesar da rivalidade entre os presidentes e os treinadores de ambos os clubes, a conferência de antevisão do Jorge Jesus. Quando questionado sobre se as presenças de Lucho e Janko tornavam o Porto mais forte, Jesus optou por menosprezar as ditas transferências, particularmente a de Lucho. É óbvio para qualquer apreciador deste desporto, até aquele cujo fanatismo o impede de construir uma análise minimamente lógica, que a época 2011/2012 do Porto ficará marcada por duas versões do próprio clube: pré-Lucho e pós-Lucho. O Porto que vigorou durante a primeira parte do campeonato seria vergado até pelo Benfica menos motivado da presente época.

O curioso é perceber que o melhor Porto até agora defrontou o pior Benfica até agora. O Porto proporcionou ao Manchester City um jogo complicado. No Dragão, a equipa do Porto foi dominante, demonstrou iniciativa. Melhor que demonstrar iniciativa, é saber construi-la. E o Porto fê-lo. Com Lucho já na equipa, não se esqueçam. A eliminatória foi decidida por aquilo que quantias enormes de dinheiro oferecem: jogadores de qualidade mundial. O Benfica que perdeu contra o Porto esteve irreconhecível quando comparado ao que defrontou o Manchester United em Inglaterra, por exemplo, ou até o Porto, na primeira fase do campeonato. O Benfica e o Porto são os clubes de quem regula o futebol. O inicio de campeonato de ambos foi marcado por ajudas que permitiram a Porto e Benfica garantirem pontos em jogos complicados. Contra nós, claro, acontecia o contrário, apesar de admitir que a qualidade do nosso futebol era então muito insuficiente. Mas os campeões não vencem bem todos os jogos que disputam, não é? Estrelinha de campeão, como se diz várias vezes neste desporto.

Pude ouvir pela rádio, num carro de ocupantes em silêncio quase nunca interrompido, que o Jesus culpou inequivocamente o fiscal de linha pela derrota. Jesus afirmou que o fiscal permitiu um golo ilegal do Porto propositadamente, o golo de Maicon que fez saltar o Porto para a frente do resultado. O Presidente Vieira, o tipo que os lampiões no estádio diziam ter lobotomizado o Rui Costa (até que concordo, por acaso), decidiu também culpar os árbitros, mas apontou a mira ao árbitro principal, o sócio do Benfica Pedro Proença. O Pedro Proença, importa recordar, apitou o Sporting vs Porto, e o lance mais prejudicial da partida foi, como é de esperar, a favor do Porto, quando um Elias isolado frente a Helton foi impedido de continuar por fora-de-jogo barbaramente (repito: barbaramente) mal assinalado.

Quando o Porto fez o terceiro golo, ninguém protestou. Deixemos claro este facto: ninguém, seja nas bancadas, no banco de suplentes do Benfica ou no campo, protestou com o árbitro. Preferiam antes, pelo menos alguns jogadores mais indispostos com o resultado, agacharem-se e colocarem a mão sobre a cabeça, em desespero. No entanto, isso não torna válido o erro. E foi de facto um erro. Maicon estava em fora de jogo. Estava uns 20 centímetros à frente do defesa do Benfica. Por esta mísera distância entre um e outro se percebe que a decisão está longe de ter sido propositadamente tomada contra o Benfica. Quando o Sporting protestou, fazendo-o sempre com respeito e razão, as arbitragens manhosas de que vinha a ser alvo, a arbitragem engendrou um nojento boicote contra o nosso clube. Muitos árbitros, incluindo os mais conceituados (em nome só, porque competência é coisa que as gentes do apito nunca ouviu falar), abstiveram-se de apitar os jogos do Sporting. O nosso clube, o nosso amado e nunca ajudado – nem o queremos! – clube, foi forçado a, conjuntamente com o adversário que a jornada ditava, requisitar um voluntário da função de árbitro para apitar a partida. Luis Filipe Vieira, depois de ver o seu clube incinerar 5 pontos de vantagem sobre o Porto e transformá-los em 3 de distância, abriu a sua boca pestilenta e criticou os árbitros. Esperemos para ver o que vai acontecer.

Eu sei. Nada. Até porque a imprensa de amanhã, com o Jornal A Bola a guiar o carro dos lampiões agastados, tratará de lançar sobre Pedro Proença a apreciação de que a arbitragem prejudicou severamente o Benfica, vitimizando esta corrupta instituição desportiva. Não aconteceu tal, devemos dizê-lo. Por exemplo, é incrível como Pedro Proença não expulsou o Maxi Pereira depois de este ter dado um soco, acto vísivel de todo os lados, ao Janko. Proença viu o lance, mas decidiu terminar a partida e esquecer o cartão vermelho. Djalma, ao fazer falta sobre um jogador do Benfica perto da área, não merecia o vermelho directo. Ao contrário do que o jornal Record benfiquisticamente escreve, a expulsão de Emerson não empurrou o Porto. O Porto já estava em cima do Benfica minutos antes do defesa-esquerdo ser, e bem, expulso. Naturalmente que a capacidade de contra-ataque do Benfica foi eliminada após a expulsão.

Os lampiões, 95% deles, são uma classe de adeptos muito estranha. E trata-se de um “estranho” pouco simpático, entendam. Queixam-se de tudo. Foram beneficiados em muitos jogos só nesta época. Os tripeiros, contudo, não são tão hipócritas quanto os benfiquistas. Sabem, bem lá nos escombros das suas consciências, que o sucesso do FC Porto tem fundações ilegais. Devem tudo ao Pinto da Costa. O Pinto da Costa é maior que o FC Porto. Quando sair, não sei com total certeza o que vai acontecer, mas sei que nada será como antes, e o sucesso contemporâneo será transformado em matéria de museu…que não existe. As gentes do FC Porto abandonarão o clube de forma célere.

Pronto, é esta a visão de um Sportinguista que marcou a presença num jogo de futebol interessante, no entanto algo oco em sentimentalismo. Como faz falta a este campeonato um Sporting à Sporting, capacitado para colocar as escumalhas azul e vermelha a lutarem pelo segundo lugar. Queria o resultado mais benéfico para o Sporting, o empate. Pena que não aconteceu.

Adenda: o Rui Costa afinal não desapareceu nem foi lobotomizado, mas está com uma fome que alguns podem vir a considerar sobre-humana:

Força Sporting, que hordas de tripeiros e, juntos numa mistela repugnante, lampiões não valem um décimo de um Sportinguista!

29 de fevereiro de 2012

Agência Lusa e outros acontecimentos à portuguesa

É a primeira vez que leio que uma agência noticiosa “anula” uma noticia. Bizarro, no mínimo, patético, na realidade.

E que tal vomitarem cá para fora a dita fonte? Ou também a “anularam”? Ou a fonte “anulou-se” a si mesma? Ou a quem encomendou a notícia sentiu-se “anulado” pela sua própria patetice? Ou o verdadeiro objectivo, entendido desde o inicio desta treta toda, foi conseguido, ou seja, diminuir o foco sobre a decisão de despedir o Domingos, que no dia anterior ao despedimento foi dado como seguro no cargo que então ocupava no Sporting, e criar teorias alternativas que justificassem uma decisão que, apesar do bom começo de Sá Pinto no cargo e das declarações dos vários jogadores, eu continuo a considerar demasiado forçada e pouco e mal justificada?

Apurem-se responsabilidades, é o mínimo que os Sportinguistas, e o próprio Domingos, exigem.

Em Portugal a propensão a comédias tristes é imensa. O Boavista desceu por corrupção, o que não invalida a verdade de que este clube da cidade do Porto (muita coisa sinistra acontece em clubes daquela região de Portugal), o único verdadeiramente penalizado (e justamente!) no Apito Dourado, não é tão corrupto quando o FC Porto ou o Benfica, mas este dois permaneceram, e permanecem e permanecerão, imunes a qualquer criminalização dos seus comportamentos sabotadores. Agora, a decisão, estando já o Boavista nas ruas da amargura e tornado num clube tão apoiado quanto um qualquer clube local (a maior parte dos adeptos do Boavista prescindiu de apoiar o clube, abandonando-o), foi anulada. Pronto, lá estamos nós de novo neste verbo que nunca foi tão estranho como hoje em dia.

O Paulo Futre apresenta um programa no qual conecta ofertas de emprego a portugueses que procuram emprego. Depois de ter sido o Sporting a garantir a empregabilidade do próprio Paulo Futre, a sua chamada a inúmeros programas televisivos, a garantir-lhe ainda mais notoriedade para o lançamento do seu livro, estou ainda à espera de um agradecimento de Futre ao Sporting Clube de Portugal.

O clássico da Corrupção joga-se na sexta-feira. Os nomes dos constituintes são conhecidos, pelo que me abstenho de novamente os referir. Vai ser apitado por um árbitro sócio do clube da casa. Quantas expulsões? 1, 2, 3? Invasões de campo de tipos vestidos à Diabo? Cotoveladas que o árbitro não quer ver do Javi Garcia? “Filhos da puta” proferidos pelo Jesus aos seus jogadores? E ao treinador do Porto? Quantos mergulhos à Hulk? Qual dois dois corruptos clubes vai queixar-se mais no fim da partida? Quantas manchetes motivacionais vai o jornal A Bola criar até ao jogo? E o jornal O Jogo? A ex-namorada que Pinto da Costa recrutou para si mesmo num bar de alterne vai marcar presença, ou já lhe “anularam” as amizades com o clube da casa?

27 de fevereiro de 2012

Comportamentos bipolares típicos de um benfiquista incapaz de enfrentar a realidade actual

Li agora que o comentador que representa o Benfica no programa de debate sobre futebol “O Dia Seguinte” se demonstra triste, agastado, até revoltado com a presente realidade do clube que ele apoia. Quem não é insano perceberá que a tristeza se percebe. O estar agastado, como a tristeza, também se entende. Revoltado, sendo o motivo a arbitragem, já não se entende.

Há algumas semanas, estando o Benfica a 5 pontos de vantagem do Porto, os ânimos das hostes lampiónicas ousavam quebrar novos patamares de motivação e confiança. Eram os maiores. Ninguém os pararia. O Porto da época passada não era nada comparado com o Benfica 2011/2012. O Jesus era uma versão mal vestida e mal faladora do Mourinho, mas tão ou mais competente tacticamente. Vieira, isto sempre de acordo com o que pensavam os benfiquistas (como conheço muitos, sei o que eles pensam), era uma versão mais higiénica do Pinto da Costa. O Rui Costa era…não era nada, porque há algum tempo que a figura do dito se encontra afastada das câmaras de televisão e dos microfones dos jornalistas. Nem o Jornal A Bola, que durante épocas e épocas consecutivas noticiava o regresso do “maestro”, possibilidades sempre goradas até ao dia em que o Milan não o queria nem para apertar as botas ao Kaká, hoje fala do Rui, coitado.

Dois maus resultados depois, o Benfica prepara-se para receber o Porto com os mesmos pontos que este último. Um jogo que se adivinha escaldante, um jogo que oporá ambos os clubes que representam o lado negro do futebol, o mais poderoso, o tal que não gosta do Sporting Clube de Portugal. Nós agradecemos o desgosto que eles sentem por nós. Não me sentiria bem se a arbitragem “gostasse” do Sporting. Vou ver o jogo no estádio, a convite de alguns amigos benfiquistas que, não sendo eles exemplo do estereótipo benfiquista (QI abaixo de 80, principalmente, e uma capacidade analítica de futebol inacreditavelmente criativa, além de uma doentia propensão a destruir bens sempre que o clube não vence), me julgam boa companhia, isto apesar de o meu Sportinguismo fanático permitir poucos debates com eles sobre o meu clube. Comigo, não se preocupem, o Sporting está sempre bem representado. Com ou sem razão do lado do nosso clube, o Sporting sai sempre vencedor. Sempre.

Sá Pinto, agora escrevendo sobre o que toca no coração Sportinguista, para o campeonato nacional, só sabe vencer. Venceu ambos os jogos que a sua equipa disputou. Embora a qualidade de jogo esteja longe do mínimo dos mínimos que uma equipa de um clube como o Sporting Clube de Portugal deve apresentar, não deixa de ser verdade que se pode constatar uma melhoria táctica, mesmo que ténue, sempre que um novo jogo acontece. Além das melhorias motivacionais, denota-se uma evolução num aspecto que eu julgo fulcral no futuro futebolístico do Sporting: aumento da velocidade de jogo.

22 de fevereiro de 2012

Como o clube azul costuma operar na sombra, eu acredito que o que vou escrever vai acontecer em Manchester (uma certa parte, ao menos)

Salvo situação anormal, o Sportinguista apoia o clube que defronta ora o Porto, ora o Benfica, porque derrotas de ambos costumam beneficiar o Sporting (vice-versa). Há algum tempo escrevi que, se pudesse escolher entre eliminar o Porto ou o Manchester, optaria pelo Porto, porque a felicidade de eliminar um clube que é mais rival do Sporting do que o Manchester é maior, e sendo o clube azul presidido por aquele notório conhecedor da secção central do Correio da Manhã, de rabos e muitas massagens, a vitória seria ainda de um sabor mais delicioso.

Se a dita opção me fosse dada a escolher hoje, escolheria o mesmo: quero jogar com o Porto. Quero eliminar o Porto. Prefiro eliminar o Porto. Prefiro atirar o Porto para fora da UEFA, vendo o meu clube seguir em frente. Eliminar o Porto seria uma sensação muito, muito doce. Penso que é inquestionável que uma derrota do Porto às mãos do Sporting é mais saboroso do que uma derrota do Porto às mãos de um outro clube qualquer, forte ou fraco, pobre ou sordidamente rico.

Debruço-me agora sobre um outro aspecto deste jogo entre o Manchester City e Porto. O jogo no Estádio do Dragão ficou marcado por cânticos racistas entoados contra o jogador Balotelli. A sua ocorrência é inegável, apesar dos vários spins que alguns lhes tentaram conferir. O Porto, através de um director que outrora foi o comentador desportivo da RTP (e notório pelo seu histerismo sempre que o Porto marcava um golo, agora entendível), veio a público informar que os cânticos não eram de todo racistas, eram antes de apoio ao jogador Hulk, servindo-se do nome do avançado brasileiro para mascarar o cântico amacacado vindo da bancada dos Super Dragões, claque banal (sendo a principal claque do Porto, existe aqui um paralelo entre a banalidade de um e a de outro, o que se percebe). Ficou ainda por dar a conhecer uma versão alternativa às duas conhecidas, a do racismo e a do apoio ao Hulk: uma homenagem ao líder da claque, conhecido como Macaco, tipo desempregado mas condutor de um carro conhecido pelas velocidades elevadas que consegue atingir, além de que o próprio Macaco parece ser obsequiado pelas gentes da claque com um seguidismo que faria corar muitos políticos e ídolos musicais. Não percebo como ninguém se lembrou desta alternativa. Concedo que é tão ridícula quanto aquela que o tipo do Porto deu, mas nunca se sabe que tretas poderão as gentes azuis congeminar.

Quem acompanha o mundo das claques, mesmo que de forma pouco atenta, sabe que o cântico dos Super Dragões para o Hulk não é “Hulk, Hulk, Hulk”, e isto se nos esquecermos dos movimentos símios que acompanharam o cântico do dito jogo. Hoje, por outro lado, penso que o será. O Porto sempre se comportou de forma sábia, mesmo que incorrecta e violadora da lei. A claque portista tem ligações umbilicais ao presidente Pinto da Costa, estilo guarda pretoriana, embora este “imperador” não será vitimado pelas ambições da guarda. Não me admirarei quando os adeptos portistas presentes em Manchester entoaram um cântico que antes nunca foi utilizado por eles: Hulk, Hulk, Hulk.

PS – foi hoje noticiado que um bilionário russo está interessado em investir no Sporting Clube de Portugal, um desejo que poderá ter sido incentivado pela relação próxima entre Peter Kenyon, antigo homem-forte de Abramovich no Chelsea, e Godinho Lopes. É bom saber que nem todos os russos, para Godinho, são de origem dúbia. Alguns blogues Sportinguistas continuam a primar pela desatenção. Ao contrário dos russos do Bruno Carvalho, que não teriam em sua posse uma sequer mínima parte da SAD do clube, este russo, se de facto for verdadeira a sua intenção de investir no Sporting, será "dono” do Sporting. O modelo que agora é discutido não é um de Fundos de Investimento, mas um no qual um rosto adquirirá parte maior da SAD, e assim substituirá o actual accionista maioritário, o Sporting Clube de Portugal, o clube, que é detido pelos associados do SCP (o Sporting Somos Nós deriva deste facto). Atenção a este vital aspecto! Muitas outras notícias como a de hoje serão ainda dadas a conhecer pela imprensa portuguesa. É uma tema facilmente noticiável porque lida com sentimentos e com um clube muito importante. Hoje é o Prokhorov (um oligarca cuja fortuna se criou por causa do charivari em que a Rússia, pouco tempo após o desmantelamento da URSS, estava envolvida), amanhã será outro “ov” qualquer, talvez até um “Shalam” depois. Nós, Sportinguistas preocupados com o clube, continuaremos por cá. Nem percebo as ligações que uns fazem entre a ideia do Bruno Carvalho e esta – incluindo o próprio Bruno Carvalho. O único ponto idêntico é a nacionalidade do investidor. Estamos a falar de ideias totalmente diferentes, meus amigos.

18 de fevereiro de 2012

Sobre o jogo Sporting vs Benfica em juniores

Dizem-nos os Sportinguistas presentes no recinto que o Sporting avassalava, em qualidade de jogo e oportunidades de golo construídas, o clube adversário até ao momento em que o árbitro optou, por vontade própria ou por pedido prévio, fazer de Ministério das Finanças (ou Troika, escolham consoante as vossas crenças políticas) e roubar o jogo.

O Sistema não tem em atenção a idade de quem veste as camisolas. É adepta de dois clubes, Porto e Benfica, por vezes, concedo-o, é forçada a escolher ajudar apenas um (naquele complicado dia em que o calendário coloca ambos a jogarem entre si), e entra em acção seja em que modalidade for, seja qual for a idade dos praticantes.

A excelente qualidade da nossa formação continuará a permanecer como a melhor deste país, apesar dos inúmeros inimigos que a defrontam, estes mais posicionados fora do jogo em si do que em campo. A luta pelo título continuará, mas a entrada da dita taça no museu adivinha-se difícil se manobras como as de hoje continuarem a minar jogos entre o Sporting e Benfica ou Porto.

4 de fevereiro de 2012

Figuras que, infelizmente, conhecemos e que nos ludibriam há muito

Camilo Lourenço é uma figura conhecida dos Sportinguistas. Não só dos Sportinguistas, é certo, mas os Sportinguistas conhecem-no melhor do que os restantes adeptos. Camilo Lourenço é um conhecido (não necessariamente reputado, admitamos) economista. É uma figura que muitas vezes é chamada a comentar a actualidade económica, principalmente a realidade que tende a influenciar a vida económica do cidadão comum. As televisões apreciam Camilo Lourenço porque este último tem a capacidade de simplificar a muito complexa teoria económica.

Marca presença em vários canais de televisão. Já tive oportunidade de o ver na RTP, o canal que o recebe na imagem acima colocada, na RTP Notícias, onde inclusive teve (ainda tem?) um programa por ele apresentado, e na TVI, num daqueles programas que recheiam as manhãs dos portugueses.

Todavia, os adeptos do Sporting deram de caras com este homem não em programas sobre economia, mas sobre as apreciações, muitas e quase em base semanal, que ele fez sobre a gestão do ex-presidente Soares Franco. Todas as semanas, principalmente no jornal Record e num outro diário económico (não posso garantir que tenha sido no Record, atenção), Camilo Lourenço saudava as iniciativas administrativas de Soares Franco. Vender o património não-desportivo, na altura a ideia que Soares Franco informava ser o tiro certeiro nos problemas financeiros do Sporting, era opinado pelo Camilo Lourenço como uma ideia positiva, uma ideia que, podendo gerar conflitos entre sócios, era contudo necessária.

Mas Camilo Lourenço, sobre Soares Franco e gestão deste último, não se ficou por aqui. Soares Franco, opinava Camilo Lourenço, apresentava-se como um gestor competente cujo plano – redução de custos e mais rigorosa profissionalização de gestão – representava o futuro da SAD, não só a nossa como também da dos rivais. Ou seja, Soares Franco era o remédio que o Sporting estava a precisar. Tão bom remédio era que os rivais do Sporting seriam compelidos a congeminarem os seus próprios Soares Franco’s.

A memória de uns pode ser como a gelatina, treme muito, mas a minha, pelo menos pelo tempo presente, não o é. Lembro-me das opiniões dos tecnocratas, com o Camilo Lourenço a chefiar a comitiva, sobre Soares Franco e a sua gestão. Que era boa, que os resultados seriam melhores e que o Sporting, o alvo de todas as opiniões ditas, daria mais um passo que os rivais.

Agora, depois de o consulado Soares Franco, o dito que Camilo Lourenço afirmava ser necessário para a estabilidade financeira do Sporting, depois de serem aplicadas (venda do património não-desportivo) as ideias desse mesmo presidente, o Sporting, diz-nos o sábio Camilo Lourenço, “só pode ser comprado por um mecenas”. Estamos, nós, Sportinguistas, perante um problema que nos apoquenta há muito tempo: somos permanentemente enganados.

Pedro Santos Guerreiro, presente director do Jornal de Negócios, escreveu, na rúbrica que assina no jornal Record, que “há anos que o Camilo Lourenço diz isso do Sporting [da sua insolvência]. Meu caro Pedro Santos Guerreiro, cujo jornal eu muito aprecio e cujas opiniões eu dou valor, você está enganado – o código da sua profissão não o recomenda a estudar melhor as fontes que cita?

O Camilo Lourenço nunca disse que o Sporting precisava de um mecenas. Disse, sim, que as ideias aplicadas por outros iriam garantir estabilidade ao Sporting. Disse-o sobre a venda do património não-desportivo. Escreveu e disse várias vezes que Soares Franco era o gestor ideal para o Sporting.

E agora, Camilo?

29 de janeiro de 2012

O homem do apito não percebe patavina da função que, acreditam eles, pratica

O relógio de jogo contava 80 e poucos minutos. Numa jogada de ataque do Sporting Clube de Portugal, Carrillo disputa uma bola com um defesa contrário dentro da área do Beira-Mar. O defesa afasta a bola, Carrillo cai ao chão, terminando a bola nos pés de um jogador do nosso clube. O que faz Duarte Gomes? Faz o sinal físico, de braços esticados em frente (para o jornal Público, o árbitro é fascista…) de lei da vantagem. Como se sabe, não é permitido dar lei da vantagem quando existe falta para grande penalidade. Não era grande penalidade, eu pelo menos não vislumbrei falta, mas refiro este lance para exemplificar a incompetência gritante de uma arbitragem, a portuguesa, que erra em questões que são elementares.

E no peito tem esta insígnia,

 

 

 

 

O Sporting venceu o Beira-Mar por 2-0, ambos os golos marcados pelo Capitão América, ambos de bola parada. Desde os tempos do defesa Tonel que o Sporting não tem na sua equipa principal um defesa cuja potência física permite vencer o adversário nos duelos aéreos.

Jogo passivo por parte do Sporting, muito bloqueado quando a transição de bola para o ataque deve acontecer. Continuo a pensar que o avançado da equipa, o uruguaio Ribas, como também acontecia com o holandês Ricky, joga muito sozinho, sem apoio. Elias, desde a lesão do fantástico médio-defensivo Rinaudo, joga menos do que a sua capacidade permite. André Santos, que entrou já quando a partida parecia de resultado definido, estagnou enquanto jogador. João Pereira, hoje vítima de Duarte Gomes, árbitro que outrora pretendeu agredir fisicamente um responsável técnico do Sporting, anda muito afastado daquilo que um jogador deve fazer, que é jogar à bola. Reclama muito. Se, por exemplo, Capel fosse tão reclamador como João Pereira, e Capel é em várias ocasiões alvo da agressividade excessiva dos defesas contrários, não terminaria uma única partida. Que fale menos e jogue mais à bola, que é para isso que é pago. Também não encontro muitos pontos positivos na utilização de Renato Neto. Não quero com isto afirmar que ele não presta, atenção, tem inclusive características que, sendo trabalhas e evoluídas, o podem tornar num médio de excelente capacidade. Vendo como joga presentemente, tenho-o como demasiado faltoso e pouco ambicioso, como o André Santos, no passe. Este não é um ponto negativo só dele: o Sporting passa demasiadas vezes a bola para a defesa. Isto dá conta de falta de criatividade e dinâmicas. Sendo ele o primeiro médio após os defesas, é obrigatório que a qualidade e velocidade do passe seja um dos seus pontos mais benéficos. Não o sendo, a qualidade e velocidade do jogo do nosso clube sai prejudicada.

Os 3 pontos, o mais importante numa partida de futebol e essencial em momento menos positivo do nosso clube, foram conquistados. A barreira de o clube não ter ainda uma vitória desde o primeiro dia do ano 2012 foi ultrapassada. Que a senda de vitórias, bem ou menos bem conseguidas em campo, continue.

Jogo às 17 horas, quase 39.000 pessoas no Estádio de Alvalade. O Sporting, apesar do momento que nos diz que a conquista do campeonato nacional é quase impossível (resta-nos sonhar até que aritmética nos negue o exercício sonhador), é um clube geneticamente grande. Os vários problemas, internos e externos, que o afligem não menorizam o seu significado, a sua grandeza.

É imperativo ultrapassar o Nacional da Madeira e garantir o acesso à final da Taça de Portugal, competição muito importante. Na Liga Europa, eliminar o clube polaco é também obrigatório, sendo só plausível ser afastado às mãos do bilionário Manchester City (confesso-vos que gostaria de ver o Porto eliminar o City para poder ver o Sporting enfrentar novamente o clube da fruta, prostituas, chocolates e móveis – que o Porto sairia muito elogiado ao eliminá-los? Não me perturba, porque a seguir a trupe azul vergaria perante o Sporting Clube de Portugal, e desde esse momento o foco da fama incidiria sobre o Grande SCP!). O campeonato fugiu-nos, novamente, mas estão ainda na mesa competições que nos permitem encarar o futuro de forma (ainda) mais positiva. Precisamos de valorizar jogadores, primeiro, porque os encargos financeiros do clube são de quantias proibitivas e asfixiantes.

Para o bom, para o sonho, a alegria, tudo é possível. Um jogo de cada vez. Marquemos presença cumprindo, de cachecol ao pescoço e de camisola do Sporting vestida, o nosso dever de Sportinguistas: apoiar.

Este é o nosso grito de apoio: Em frente, Sporting Clube de Portugal!

3 de dezembro de 2011

O que merece ser debatido não o é, como isto:

Que atitude tão apropriada a elementos daquele clube!

Após o jogo do derby ter terminado e muitos se terem proposto a fazerem o papel de virgens ofendidas, criticando os adeptos do Sporting, eu escrevi muito sobre o assunto em questão tendo sempre em mente que o Benfica viria a Alvalade para disputar os quartos-de-final da Taça de Portugal.

No entanto, era apenas o coração a falar, o ardente desejo de poder receber em Alvalade a lampionagem, porque a realidade, logo após o resultado do sorteio ter sido divulgado, opinei-a eu:

Depois de eliminarmos o Belenenses, vamos jogar com o Marítimo.”

Sobre o jogo acima referido, não há muito a dizer. Resultado natural. Horas após terminar a partida encontrei-me com um amigo meu que é benfiquista ferrenho. Somos amigos desde há muito, andámos, desde o 5º ano, sempre na mesma escola, na mesma turma. Ele é benfiquista, eu sou Sportinguista. Adormeci 1 hora antes do jogo ter começado, pelo que não consegui ver uma partida que eu augurava que o Marítimo vencesse.

- Então, pá, foram pó caralho, né? – disse eu ao meu amigo.

- Não comeces. Nunca temos sorte nos sorteios. – respondeu-me ele.

- Nunca tens sorte? Mas estás a brincar comigo ou quê? Vocês são uns cagões do caralho!

- Pá…deixa-te de merdas…o Jesus é um burro do caralho, o chuta-chuta é um atrasado mental, o Aimar é o único que sabe jogar…

Ouvindo a insatisfação que sempre se instala num corpo benfiquista quando o presente corre um pouco mal, decidi interromper o meu grande amigo:

- O quê, são todos uma merda agora? – disse-lhe eu.

- E fomos roubados! – quase que gritou ele.

Nem continuei aquela curta troca de opiniões sobre o jogo. Peço desculpa pelos impropérios, mas entre amigos de longa data não há códigos de linguagem simpática. Sobre o roubo que ele referiu, eu nada podia dizer porque não vi o jogo. Só há momentos consegui ver os golos. Vi também a simulação daquele jogador espanhol contratado à equipa de reservas do Barcelona. Fico-me por aqui.

Com o Benfica fora da Taça e o Porto eliminado na ronda anterior, o favoritismo do Sporting, já considerável por força dos resultados e das exibições realizadas, é ainda superior. Somos agora o clube mais capaz de conquistar a Taça de Portugal, de movimentar a falange leonina, a melhor, até ao Jamor e de lá fazer uma festa como aquela que só nós sabemos fazer. É obrigatório seguir em frente e ir eliminando todo e qualquer clube que nos for sorteado, independentemente do estádio. Existem ainda clubes que nos podem colocar desafios consideráveis, como a Académica, e até o próprio Marítimo, mas o Sporting, este ano dotado de um treinador e equipa competentes, tem o dever histórico de passar todas as eliminatórias até ao dia em que o estádio a jogar for o Jamor, importante recinto que diz muito ao futebol nacional.

O director de comunicação do Benfica, uma figura que se achou no direito de se propagandear pelas piores razões possíveis, referiu que, para o jogo da Taça de Portugal que, acreditava ele, oporia o Sporting ao Benfica, o clube dele iria requisitar 40.000 bilhetes. Bem, o mais fácil e lógico seria mandá-lo para o Benfica (merda), mas não caminhemos por caminhos tão brejeiros. Será que o homem, agora fora da competição, quer ainda 40.000 bilhetes? Eu jamais me disporia a enviar para aqueles lados 40.000 bilhetes, um número que serve propósitos meramente noticiosos, mas disponho-me a defender a ideia de abrir o fosso para os adeptos vermelhos e atirá-los todos para lá. Caberão uns quantos milhares, não?

Mas devo admitir que estou um pouco triste com a eliminação do Benfica. Como Sportinguista, anseio jogar e derrotar os melhores, e obviamente que nada seria mais saboroso do que receber o eterno rival em Alvalade e dar-lhe, literalmente, no estádio e nas imediações, um valente pontapé na peida, recambiando-o para a pocilga todo dorido e a lacrimejar. Tenho ainda uns quantos desejos por realizar nesta época, mas farei referência a eles mais tarde. Penso que muitos Sportinguistas partilharão deles.

Regressando ao vídeo e à polémica sobre o clássico dos clássicos português, ficaremos então à espera que este momento feio e as atitudes nele contidas sejam debatidas em local próprio, como nos fóruns de desporto, jornais desportivos, etc., procurando diversificar um pouco o tema e o alvo do debate que até agora tem sido congeminado: criticar o Sporting e os seus adeptos e ilibando um clube cuja colecção de atitudes anti-desportivas sobram e chegam para décadas vindouras.

Segunda-Feira, não propriamente o dia ou a hora mais apropriadas para um jogo de futebol, o nosso Sporting vai receber o Belenenses. Marquemos presença! Conquistemos a vitória!

28 de novembro de 2011

Sobre as obras de melhoramento da Luz

Pois, foram isso mesmo, obras que visaram tornar um pouco melhor aquele estádio esteticamente abjecto. Houve, da parte dos muitos Sportinguistas, incluindo muitas centenas que pagaram bilhete que valida uma partida de 90 minutos mas que só puderam ver 50 minutos, uma preocupação de vertente estética.

Mas falhámos. Para tornar aquilo menos feio, só mesmo uma nova obra, o que implicaria eliminar a que hoje subsiste, seria capaz de não considerar aquilo como um estádio feio.

Como ontem escrevi sobre como são realizadas as entradas de adeptos do Sporting naquele estádio, todo ele um ritual que seria mais apropriado a um programa de horário nobre do National Geographic, o que é realmente importante continua despercebido e sem atenção por parte da imprensa, toda ela focada em imagens de cadeiras destruídas, etc.

Ficaremos, Sportinguistas habituados a um tratamento péssimo sempre que o Sporting se desloca ao estádio da Luz, à espera que o manto da inutilidade caia dos ombros da comunicação social, que em Portugal é hoje mais inútil do que nunca, e que factos merecedores de registo e de comunicação sejam escritos e noticiados: a forma como entramos no estádio; o dispositivo de controlo de entradas desproporcionalmente indigno de stewards, quatro ou cinco para vários milhares de adeptos leoninos; a falta de água; a agressão por parte de polícias a mulheres Sportinguistas, etc.

Ir ao Estádio da Luz, além de por si ser uma experiência mentalmente perigosa, é uma aventura que em breve, tenho a certeza, será transformada em documentário.

1 de novembro de 2011

O sempre fácil de utilizar “vamos levantar a cabeça”, e o melhor recuperador de bolas a pisar campos portugueses

De “tanto levantar a cabeça”, há quem esteja a escassos centímetros de bater com os cornos na Lua. Depois de Buzz Aldrin e Neil Armonstrong, os mais famosos humanos a caminhar na Lua, o gajo de quem estou a falar, o tal que de integridade não tem absolutamente nada, prepara-se para ser o primeiro português a fazê-lo, o que não deixa de ser surpreendente dada a não existência de um programa espacial português. Com aquela cabeçona gigante e a importância que o próprio lhe atribui, é desnecessário qualquer fato. O outro, o que pintou o cabelo, diz que, sendo preciso, está disposto a dar o peito às balas. Sim, desde que abram antes a porta do balneário e que tenha sempre alguém no banco pronto para o aconchegar e dar beijinhos e festinhas na cabecinha loirinha, tudo bem. Se a equipa em questão tem tido em Portugal as arbitragens que recebe lá fora, e mesmo hoje foi beneficiada, a equipa a que aqui me refiro, que veste de azul, estaria a competir pela Liga Europa, não pelo campeonato. Como é presidido por aquele que sabemos ser um dos mais aptos mafiosos de Portugal, a história é outra.

Seria sábio, agora sobre outro tema que não o da sempre básica justificação, que Domingos não colocasse Rinaudo no jogo frente ao adversário do próximo fim-de-semana, o/a (nunca percebi bem, admito) Leiria. Não há que duvidar que quem entrar em campo com apito na boca (leia-se sarjeta com dentes) fará tudo para colocar o melhor médio-defensivo a jogar em Portugal de fora do clássico. “Estou, olhe, é para avisar que o Rinaudo tem de levar um amarelo, está a ouvir?”, ouvir-se-á do outro lado quando o jogo se aproximar. O árbitro, uma das partes desta conversa, acederá ao pedido. É preciso que o Sporting saiba antecipar este cenário, tão certo quanto a existência do Sol.

Rinaudo, no próximo jogo do campeonato, na bancada, a ver o jogo, é a melhor opção. Frente ao bando vermelho, em campo, a fazer o que faz melhor do que qualquer outro em Portugal: desarmar adversários e colocar em sentido os jogadores da equipa contrária. E mesmo nessa partida será muito complicado, qual missão para Aquiles, que o árbitro não ceda à tentação de o punir injustamente com o cartão que o coloca fora de campo e o envia para o balneário. E tenho também a certeza, chamem-me Prof.Karamba, de que “coisas” estranhas acontecerão no próximo jogo.

Há quem refira que o Sporting, via treinador e jogador, deve ou alterar a forma de jogar do Rinaudo, ou trabalhar a ideia de que a arbitragem passe a encarar com outros olhos como ele joga. Ora bem, nem uma, nem outra, caros amigos. Pedir ao fabuloso Rinaudo que jogue de forma diferente é amputar o jogador, é retirar-lhe aquilo que o define e o faz assumir-se como o espectacular jogador que é: a garra, nunca desiste dos lances e um sentido muito apurado de desarme. Irá alguém, considerado são, pedir, por exemplo, a Cristiano Ronaldo – o melhor do mundo - que não faça uma das suas muitas fintas porque estas irritam os adversários e os forçam a possivelmente o lesionarem como retaliação? A arbitragem, pardon my french, que vá à secção dos classificados do Correio da Manhã e encomende “massagens”, encomenda que as gentes da APAF muito bem conhecem, ou então que se dedique a relação muito próxima com a genitália um dos outros. A outra solução apontada, a de a arbitragem interpretar de uma outra forma, supostamente mais leviana, a forma como ele joga, também não serve, pois isso seria assumir que existe somente um problema de má interpretação da parte dos homens de apito. Não existe, nem por sombras. Os pulhas sabem muito bem quando é falta e quando não é falta, bastando para isso relembrar a forma como o grande boi Paixão tratou o Rinaudo no jogo em que o expulsou. Estamos, portanto, a falar de uma atitude penalizadora que é despoletada intencionalmente contra o jogador, porque Rinaudo joga assim e porque ele é jogador do Sporting, sendo este último factor o mais decisivo – é do Sporting, é para cortar, pensam assim os bois de duas pernas. Se fosse porventura jogador do clube do outro lado, seria alvo da misericórdia que é semanalmente concedida a um jogador que agride jogadores por hábito, Javi Garcia. Rinaudo é um mestre do desarme. Pedir-lhe mais calma ou menos garra é o mesmo que pedir ao Sporting que deixe de equipar de cor verde. O reparo de Carlos Xavier a Rinaudo não tem premissa válida, escrevo-o já. E vir para o público falar assim só confere à escumalha de apito moral para continuar a penalizar injustamente um jogador que joga limpo.

As notícias referentes à maneira como o Jeffrén se sentiu depois de se ter novamente lesionado conferem ao jogador mais um ponto de amizade e consideração. O jogador sofre porque quer demonstrar aos adeptos do Sporting a sua qualidade, quer justificar perante a massa associativa do Sporting que a sua contratação foi uma atitude inteligente por parte do corpo de directores, que a sua presença no plantel do Barcelona, o que jogava na primeira divisão, não era obra do divino. Os Sportinguistas não só identificam mais um bom aspecto no próprio jogador, porque o outro é a sua qualidade inegável, como ficamos também conscientes de que o balneário se encontra unido, consolidado do ponto de vista relacional. A união faz a força, como sabemos, e esta é uma das várias características do Sporting 2011/2012.

ps – sim, também o Sociedade Sporting pretende melhorar o seu grafismo. A última alteração, pequena, de acentuar a primeira letra de cada paragrafo é irrisória, não há que demonstrar receio em o admitir. No fundo, é uma merdinha. Ou como dizia o outro, mestre da sapiência que na sua secretária escrevia grandes epopeias, uma benfiquice.

13 de outubro de 2011

Yannick Djalo e Tom Hanks

Os contornos que hoje definem, ou melhor, que não definem, a transferência de Yannick para o clube francês Nice são em tudo idênticos ao que acontece à personagem interpretada, e excelentemente, por Tom Hanks no filme “Terminal”.

23 de setembro de 2011

Informação de última hora

Após registar as várias declarações de jogadores do Porto, a arbitragem, em coerência com atitudes do passado, prepara-se para boicotar jogos daquele clube.

Vítor Pereira, que como treinador é tão bom quanto Jesus a dominar a língua portuguesa, esvaziou-se em críticas à arbitragem, assinalando dualidades de critério, etc., pelo que é honesto da minha parte, e expectável, esperar a conclusão que acima refiro.

Ou não?

Jesus, figura cujo vulgarismo já tantas vezes foi apresentado aos adeptos deste desporto, é também GPS humano, pois enviou o defesa Álvaro Pereira para um local que eu creio ser fisicamente impossível alcançar, qualquer coisa relacionada com a vagina da progenitora, se a memória não me atraiçoa.

Ou não?

Irmãs e Irmãos Sportinguistas, todos a Alvalade! Conquistar os três pontos!

18 de setembro de 2011

Tenho estado ocupado, mas não posso deixar em esquecimento este momento lúdico, ridículo e sectário de um comentador “desportivo” da TVI, também este um canal de imparcialidade inexistente

Isto é simples e rápido: há momentos, pouco menos de 10 minutos atrás, o jogador James agrediu a soco um jogador do Feirense. Tudo se deu porque James ia iniciando o ataque do Porto e, para impedir este de progredir, o jogador adversário puxa a camisola dele, sem qualquer intenção de jogar a bola, mas de parar a jogada ali – falta e cartão amarelo, sanções que o árbitro fez surgir. O jogador James, que alguns colunistas, talvez alcoolizados, escrevem poder ser o futuro melhor extremo-esquerdo do mundo, levanta-se rapidamente e, de punho cerrado, agride o jogador contrário, Rabiola. Agressão clara. Sem qualquer margem de duvida.

Depois da agressão cobarde, atitude típica de quem veste aquela feia camisola, o jogador sai do campo, com palmadas das costas de directores do clube da corrupção, a dizer “não fiz nada”. Disse-o umas 4 ou 5 vezes.

A isto, o comentador assistente, passe a expressão, Manuel Queirós, não vê “qualquer agressão, mas apenas um impulso de um jogador do Porto”. As imagens são claras, a agressão é perfeitamente perceptível, pena – estranho! – a TVI apenas ter demonstrado o dito momento uma única vez. Só em canais portugueses, quase todos ao serviço do Benfica e do Porto, é que tamanho sectarismo é permitido. Amanhã, mesmo estando eu em terras de Sua Majestade, onde os comentadores dão azo, desde sempre, a qualidade inegável atrás do microfone, aposto que algum motivo estranho impedirá os vários protagonistas do Tribunal de O Jogo de emitirem opinião válida.

Ò Manuel, deixa o vinho e a droga, cegueta! Portista nojento!

Se Hulk e sem ajudas de arbitragens, o Porto é uma equipa normal. Está lugares acima do lugar que merecidamente devia ocupar.

Adicionei o vídeo do momento peculiar do comentador Manuel:

http://youtu.be/jPruGd_feY8

12 de agosto de 2011

Dedicatórias após o primeiro jogo do campeonato nacional 2011/2012

Bem, iniciou-se hoje a edição 2011/2012 do campeonato nacional.

Após o resultado registado, um empate a 2 bolas, seguem-se as presentes dedicatórias:

Ao Jornal A Bola, ao João Querido Manhã e a todos os jornalistas lampionácios da TVI, à SIC, à RTP, ao refugo do jornalismo português que marca presença na RTP N, aquele semi-canal semi-profissional chamado TVI 24 e ao programa amador “Mais Futebol”, ao não muito importante elemento dos Gato Fedorento que escreve no Jornal Record, ao cronista/hermafrodita Leonor Pinhão, etc.

Desculpas, teorias, frases de motivação retiradas de livros, elogios ao Nolito, entrevistas de engrandecimento, por favor enviar para: redacção@abola.pt (até às 01h00 de hoje, por motivos relacionados com o envio do jornal para as tipografias).

Amanhã, irmãs e irmãos Sportinguistas, todos a Alvalade, a casa de todos nós, a casa do Sporting Clube de Portugal.

Comecemos o campeonato dignamente e à Sporting: vencendo!

24 de julho de 2011

Metamorfose Jornalística Parte II

Contratado pelo clube em questão a um clube da segunda divisão espanhola há mais de 1 mês, ou então perto de completar 1 mês, não me exijam saber detalhadamente as datas das contratações de clubes que não o meu, o jornal A Bola continua a injectar motivação, porque ela escasseia, na postura frágil da família benfiquista, justificando a política da direcção benfiquista a que o jornal escrupulosamente obedece:

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A veia benfiquista está de tal forma visível, tão morbidamente evidente, que nem o próprio público-alvo do jornal começa a considerar a mesma benéfica:

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Estarei constantemente atento a “jornalismo” desta estirpe, expondo-a como a gigantesca fraude que é. Porque o SCP deve identificar quem lhe quer maus destinos, e o jornal A Bola é um dos mais expostos baluartes do Anti-Sportinguismo. Porque a nossa superioridade identitária e clubística, porque o nosso museu nos confere o estatuto de mais premiada instituição desportiva de Portugal, é uma dor a muitos.

Metamorfose jornalística

O matutino desportivo a mando do Benfica, invariavelmente me refiro ao jornal A Bola, faz o que lhe compete:

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O outro matutino desportivo, o jornal Record, muitas vezes regado com a sua dose do ridículo, procura revelar a verdade:

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Porque a minha memória vacila em momentos inoportunos, uma pergunta: qual foi o resultado do jogo Sporting Clube de Portugal vs Juventus? Ou jogámos contra o todo-poderoso Dijon?

Vamos rir mais um bocado:

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E mais:

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É este o jornalismo que temos em Portugal. Este é somente um solitário exemplo entre centenas de outros. O jornal A Bola, o asco dos títulos desportivos portugueses, o jornal que em meados dos anos 90 anunciou o Akwá como o novo Eusébio (o terceiro melhor avançado português de sempre a seguir ao Peyroteo e ao Manuel Fernandes, claro), o jornal que se pontifica rapidamente a construir capas a pedido do Benfica, é um dos maiores inimigos do futebol honesto e, por consequência, do Sporting Clube de Portugal. Surpreendente, pelo menos analisado do ponto de vista jornalístico, um jornal dar uma capa a uma declaração de um jogador que admitiu publicamente querer sair do clube que representa, procurando essa mesma capa unicamente apaziguar os seus leitores: benfiquistas.

30 de maio de 2011

Um aviso à família Sportinguista

Os jornais desportivos entram naquela que é a fase mais desportivamente morta da época. Não existem jogos de futebol a comentar, pelo que, dado o findar da época, entramos em período de transferências, ou seja, os clubes ponderam agora os jogadores de que necessitam para reforçarem as suas equipas e, como consequência de um conjunto de desejos que se desejam úteis e criteriosos, obter os objectivos que se pretendem ver alcançados na época desportiva que se inaugura em Agosto próximo, isto atinente ao campeonato nacional de futebol, que eu creio terminar com a gigantesca família leonina a festejar por todo o país. Eu em Lisboa, num Marquês de Pombal e o seu querido leão há muito desejosos da nossa virtuosa e alegre companhia, e outros tantos, milhões, por Portugal, Angola, EUA, França, todos os muitos locais com volumosa presença portuguesa, nos quatro cantos do planeta.