Godinho Lopes é um avião sem sistema de navegação. Com um rosto de medo e rápido a caminhar até à saída, afirmou, acabado de chegar ao aeroporto de Lisboa, que nada iria acontecer ao treinador. No dia a seguir, já protegido pelo afastamento físico de quem o contestava no aeroporto, menosprezou a justa contestação e, tal e qual JEB nos últimos tempos da sua miserável e empobrecedora administração, optou por ofender os “30 adeptos”. Mais um dia passado após a contestação, despede o homem que antes tinha garantido permanecer no lugar, supostamente imune ao mau momento. É isto a Linha Roquete: loucura decisorial e desrespeito pelo Sporting e pelos seus adeptos.
"O Sportinguista, em mais de 100 anos de dita escolha, jamais ousou queimar ou detrair o símbolo e a cor que o identificam. Outros, os tais que clamam superioridade moral e identitária, fizeram-no.", dito por pai de Daniel.
Mostrando postagens com marcador Sporting Clube de Portugal. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Sporting Clube de Portugal. Mostrar todas as postagens

8 de março de 2012

Dizem que o dinheiro não compra história

Pois não, não compra. Mesmo se comprasse, o City, ou qualquer outro clube, não teria dinheiro suficiente para comprar uma história como a do Sporting Clube de Portugal – ficariam a faltar muitos mais biliões de euros. Nem com toda a família real dos Emirados Árabes Unidos metida ao barulho. São mais de 100 anos de vitórias.

Que vitória! Que vitória! Xandão! Sá Pinto! Equipa! Público! 1-0! E com um castelhano pouco simpático a apitar a partida! O hino nacional! Portugal!

Isto é o Sporting! Isto é o Sporting!

Sobre o jogo: que vitória! E pronto, chega!

21 de fevereiro de 2012

Coisas do Vietname

As épocas que o Calisto, treinador do ultra-defensivo Paços de Ferreira (o que eu vi em Alvalade, com quase sempre 11 jogadores atrás da linha de meio-campo), passou em território vietnamita toldaram-lhe a capacidade analítica.

Godinho “acredita que o Sporting vai seguir em frente na Liga Europa". Não, queria ele pensar o contrário, quer ver!

Esgotaram-se os adjectivos pouco simpáticos para definir as exibições do defesa-central Polga.

O treinador do clube vermelho, o Sportinguista Jorge Jesus, continua compenetrado, resta-nos questionar se o faz intencionalmente ou não, em dinamizar a Língua de Camões muito para lá do mais recente abort… acordo ortográfico, num esforço que implica, além de alterar a ortografia de determinados vocábulos, mandar às uvas, como o resultado de ontem e a tal nuvem de inultrapassável equipa por ele “treinulada”, as normas mais básicas da gramática.

A exposição que o elenco Godinho Lopes fez sobre a arbitragem não merece apoio da minha parte. Comparando a arbitragem em questão a outras, é evidente, e aqui o SCP perde em capacidade de força, que a “montra” escolhida foi a mais fraca, ou melhor, a menos fraca de todas as outras até agora. Lembrando-me de umas quantas atrocidades do homem do apito cometidas contra o SCP (a tentativa, felizmente falhada, de Bruno Paixão descarrilar o bom momento do Sporting frente ao Guimarães, por exemplo), a arbitragem do último jogo do SCP foi até simpática (para o SCP, simpático significa ser pouco roubado, entenda-se).

11 de fevereiro de 2012

Mas qual jogo, Elias?

«Não conseguimos impor o nosso jogo», Elias, jogador do Sporting Clube de Portugal.

Está na hora de iniciar o processo de sanitização do Sporting. Retirar do clube toda a merda que o afoga há mais de dez anos consecutivos. Comecemos no merda-mor, o presidente Godinho Lopes. Que a sanitização que queremos não se cinja a manifestações à la Grécia, sem consequências para os visados. Godinho venceu por uns miseráveis 300 e tal votos, num processo eleitoral tão obscuro quanto o processo eleitoral russo. Godinho é o Putin do Sporting. Fora daqui, mentiroso e servo das outras equipas consideradas grandes. Sendo eu estudante numa universidade fora de Portugal e trabalhador numa instituição também fora de Portugal, reconheço que o manto da hipocrisia pode estar a servir-me, mas, como o fiz em muitas outras ocasiões, estarei sempre disposto a colocar uma pausa, tendo ela de ser breve (não há milagres), se perceber que a minha presença junto dos reabilitadores do Sporting for útil e premente.

Penso que chegou a altura de os Sportinguistas entenderem que o futuro do Sporting joga-se nas próximas semanas. Cada dia que passar com Godinho Lopes na cadeira do poder é um dia mais próximo do fim do Sporting Clube de Portugal que todos amamos, o Sporting cujas grandes decisões nascem nos sócios do Sporting, em Assembleias que nos agregam uns com os outros, locais de puro e fervoroso Sportinguismo. Querem-nos impor um modelo alternativo ao que sempre existiu em Portugal, o do associativismo. Não o fazem não porque acreditam ser a melhor solução para o clube, mas antes porque a incompetência de todos os da sua linha faliu financeiramente o clube. A falência identitária, garantidamente um aspecto mais vital que o financeiro, torna-se cada vez mais possível. Querem-nos impor, através de auditorias maradas, um modelo que vai contra a génese do Sporting Clube de Portugal, pondo-nos a todos entre a espada e a parede, escravizando a autonomia de decisão do sócio, forçando este último a vender a sua presença no clube a um estrangeiro milionário (se for). Um clube como o Sporting, de tão querido sentimento, definitivamente mais especial que qualquer outro em Portugal, aquela querida emoção que nos faz, especialmente quando a tristeza nos bate à porta, sentir cada vez mais orgulho em Ser Sporting, não pode ser controlado por um gajo que, dizem as probabilidades, nem Sportinguista é. O meu pai deu-me a conhecer um Sporting que logo mereceu o meu apoio. Logo me apaixonei pelo Sporting. Agora, passados 23 anos, está em causa o clube que eu adoro. O clube que eu amo. Que o meu pai ama. Que o meu avô e avó amam. Que muitos milhões de Sportinguistas amam.

O Elias, sendo entrevistado após a derrota, afirmou que o Sporting não conseguiu impor o seu jogo. Não entendo, juro pela minha alma. Mas que jogo é que Elias se refere? Ao jogo que o Sporting apresentou há meses, que resultava e permitia a obtenção de vitórias? Esse jogo? O Sporting não joga um caralho. Não vale a pena procurar sinónimos simpáticos para caracterizar aquela merda que a equipa do Sporting tenta fazer em campo. Passes de merda, quase sempre para trás, interrompidos pelo comum remate de um defesa-central lá para a frente. Jogadores do meio campo posicionalmente encavalitados um nos outros, sem aparentes missões individuais. Frente ao Marítimo, por exemplo, Ricky, avançado que nesta equipa joga sozinho no sector mais atacante da equipa, cruzou duas ou três vezes a bola para a área. Mas para quem, caralho? Cabe na cabeça de alguém (ou melhor, no quadro táctico de um treinador que se diz competente) ser o avançado, ainda por cima o único da equipa, a cruzar a bola? Mas o que é isto, afinal? O que andam estes gajos a fazer durante a semana? A mamar do bom e a brincar com uma coisa redonda, só pode!

A situação financeira, péssima mas no entanto sem culpados (a auditoria, deficiente desde nascença, confirmou o que os Sportinguistas mais interessados já sabiam sobre o clube, mas, ao contrário das auditorias sérias, não apontou dedos nem classificou a gestão praticada até ao dia final da auditoria, vergonhosamente ilibando os criadores da dívida – José Roquete, Dias da Cunha, Soares Franco, Bettencourt e Godinho Lopes), só poderia ser aliviada mediante a classificação do Sporting para a Liga dos Campeões, competição que, caso o SCP ultrapasse a fase de pré-qualificação, surtiria muitos e precisos milhões de euros ao clube, não esquecendo o prestígio que vem com o facto de os competidores serem considerados os melhores clubes de futebol europeus. Faltando ainda alguns meses para o campeonato terminar, o Sporting Clube de Portugal, que no seu plantel tem jogadores capazes de colocar o clube numa posição mais condizente com a sua obrigação histórica (a lista de internacionais é imensa), encontra-se praticamente afastado do terceiro lugar, ocupado pelo modesto Braga, portanto afastado da pré-qualificação da Liga dos Campeões.

Há pouco tempo escrevi que apoio o actual treinador do clube. Não apenas manifestei o meu apoio ao Domingos, como opinei que seria inteligente renovar-lhe o contrato, estabilizando tanto o Domingos como a função em si, que no Sporting tem sido trocada de rosto quase ano após ano, numa espiral de despedimentos que parece não ter fim – infelizmente, esta espiral destrutiva pode vir a conhecer mais um episódio nos próximos meses. Agora, contudo, não sei muito bem o que pensar sobre o Domingos. Continuo, apesar dos recentes resultados, a achar o Domingos competente o suficiente para caminhar o necessário trilho até ao primeiro lugar (não na presente época, infelizmente), mas admito não perceber a lógica, se é que ela habita presentemente na cabeça do nosso treinador, que guia as decisões de Domingos. Antes do jogo frente ao Marítimo começar, dei conta que o Pereirinha iria jogar no onze inicial. A minha reacção, juntamente com o meu querido pai ao meu lado, foi de surpresa e também de insatisfação, muita. Pereirinha é dos jogadores que menos aprecio. A sua postura de indiferença, aliada à sua qualidade medíocre, fodem-me o juízo. Jogar com o Pererinha no onze inicial é começar a partida com menos um jogador. As decisões estranhas de Domingos não se ficaram por esta de colocar o Pereirinha, mas não me apetece escrever muito mais sobre elas, ficando-me somente, pelo menos por agora, por esta pergunta:

- Domingos, andas com a cabeça aonde? Não aguentas a pressão, demite-te!

Parece ter chegado a hora (uns garantiram que ela era certa) de pedirmos ajuda ao católico Guy Fawkes e ao herói de banda desenhada que o tornou célebre, desta vez purgando não um sistema político dos seus elementos nefastos, mas o mais galardoado clube desportivo de Portugal, hoje posto em perigo por uma linha administrativa que se impôs desde o ano 1996:

Porque a nossa história nos atribui a grandeza única que nos define

Faz hoje 10 anos que um dos grandes jogadores do Sporting partiu. Ao recordar o Travassos não se recorda somente o homem e o jogador, mas também o próprio clube, o Sporting Clube de Portugal.

8 de fevereiro de 2012

A passagem à final é inteiramente justa; preparem-se para o combate que está a ser congeminado contra nós

Nos próximos dias, muitos tentarão pintar a nossa passagem à final da Taça de Portugal com cores sombrias – e para começar o jogo sujo o presidente do Nacional, o corrupto Rui Alves (uma versão Pinto da Costa light), será um dos mais activos intervenientes. Tentarão fazê-lo em vão, pois, dado que em momento algum da partida o Sporting foi intencionalmente beneficiado. Na primeira parte, o árbitro auxiliar assinalou vários foras-de-jogo erradamente, prejudicando severamente o Sporting Clube de Portugal, que numa das ditas ocasiões conseguiu fazer um golo, o 2-0, o que iria acalmar a nossa equipa e forçar o adversário a arriscar mais, portanto abrindo brechas na defesa e possibilitando ao Sporting mais iniciativas de ataque. A grande penalidade que permite ao Sporting o 2-1 é bem assinalada. O braço do jogador do Nacional, tendo ele sido surpreendido pela súbita paragem de Ínsua, empurra este último para o chão. A expulsão de Rondon peca apenas por ter acontecido demasiado tarde. Na primeira parte, depois de Xandão ter visto, mal, um cartão amarelo, Rondon simula uma falta dentro da grande área do Sporting, para arrancar a Xandão mais um amarelo e atirá-lo para fora do jogo. Simulação, como sabemos, é admoestada com cartão amarelo. Seria o segundo.  Qualquer Sportinguista que cometer a indecência de admitir erros do árbitro em favor do Sporting deve negar admitir ser Sportinguista e comprar um kit sócio dos vermelhos. A análise, a que deve ser feita, é fácil de fazer.

Só um destino é-nos aceitável

4 de fevereiro de 2012

Irmãs e Irmãos Sportinguistas, a união de todos nós nunca foi tão necessária quanto hoje

avatar_5714

É verdade que a grande penalidade que o árbitro não assinalou, somando à falta o respectivo cartão vermelho que ficou por demonstrar ao jogador do adversário, poderia ter alterado o rumo do jogo, ainda por cima quando ficariam a faltar minutos suficientes para o Sporting operar a muito necessária reviravolta do resultado, mas, aqui reside o problema, o Sporting só decidiu fazer pela vida quando se viu encostado à parede. Não creio que um clube da nossa dimensão, independentemente da conjuntura pouco simpática que paira sobre ele, necessite de se ver reduzido a 10 e a perder por um golo para abrir a pestana, arregaçar as mangas e ir à procura da vitória, cenário que, como se sabia antes do jogo começar, era o único que a equipa do nosso clube devia ter em conta. A equipa, não reconhecendo a tarefa de conclusão única que marcava o jogo, entrou a dormir, jogou de forma lenta, preguiçosa, sem pensamento pré-definido, permitindo que o adversário, motivado por ter derrotado o clube dos bares de alterne por 3-1, sentisse que alcançar um resultado positiva era possível.

Uns clamam pela cabeça de Domingos Paciência. Para quê, eu pergunto? Para lá ficar o presidente fraco? Para lá ficarem Polga, João Pereira e muitos outros? Para a arbitragem permanecer no regime poluído em que vive há muito? Para o Benfica e Porto deslocarem ainda mais de nós? Para o SCP ir à Madeira sem treinador em clima de ausência de responsabilidade? Para atirarmos para o baú de treinadores perdidos um que é, na verdade, competente, apesar dos erros evidenciados? Não comecemos no mais inocente dos elementos, meus caros! O problema do Sporting não é no banco de treinadores, é no gabinete de administradores!

Salvam-se dois ou três jogadores. Não os vou enumerar, no entanto. Domingos, coitado, nunca pensou que a vida de um treinador do Sporting fosse tão árdua. Pois é, caro Domingos, a vida no clube do Leão é como a vida do animal que vive no símbolo do clube. É a selva pura e dura, mas não com árvores exóticas e animais potencialmente perigosos, assim como uma tribo ainda não destruída pela mão corrosiva do homem ganancioso, mas com prédios, estádios, jornais maliciosos, directores incompetentes, falências técnicas, jogadores preguiçosos. Estes pontos negativos são combatidos por um ponto positivo que, por culpa do mau momento e das persistentes más notícias sobre o futuro do clube, se vai evaporar, ou então muito reduzido, ao longo da restante época: a força dos adeptos.

Quando o Sporting se apresentou no inicio da época 2011/2012, os adeptos do Sporting Clube de Portugal, ao contrário do campeão nacional e do clube dos “6 milhões”, esgotaram o estádio do seu clube quando o jogo de apresentação aconteceu. Estavam 50.000 pessoas no Estádio de Alvalade, num clima de alegria e motivação que serviu para fazer ver que o clube estava vivo. A época anterior foi péssima, um terror autêntico, desportivo e administrativo, com um presidente eleito por todos a demitir-se e dar lugar a um que venceu por uns estranhos e pouco claros 300 e pouco votos (uma espécie de eleições EUA 2000 versão SCP, com Godinho a fazer de Bush Jr. e Bruno Carvalho no papel de Al Gore).

O jogo de apresentação não correu como os 50.000 que esgotaram o estádio desejaram. Perdemos a partida. Contudo, a motivação não esmoreceu, apenas foi doseada com um pouco de realidade, essa dura mas importante variável que na vida do Sportinguista é tão essencial quanto oxigénio (a realidade, nos últimos tempos, tem-nos sido muito cruel, sabemos isso muito bem). A equipa foi reforçada com alguns jogadores cuja opinião sobre os mesmos era toda ela positiva (não temos em conta os sempre presentes pessimistas, esses tão negativos em relação a tudo o que se faz que creio que nem a contratação do Cristiano Ronaldo os satisfaria). O treinador Domingos Paciência, por mim muitas vezes elogiado, vinha de um clube onde apresentou um trabalho, positivo, que outros juraram nunca poder ser igualado, quanto mais ultrapassado. Levou o modesto Braga (digam o que disserem e classifiquem-se em que lugar for, o adjectivo “modesto” é tão apropriado ontem como hoje) a um patamar que ainda hoje, como no futuro, provoca em muitos um certa estranheza – existe inclusive um livro que pretende caracterizar o modelo de gestão do Braga como “único”.

O campeonato começou e os aspectos negativos que se evidenciaram frente ao Valência, como a defesa incapaz de reagir e o ataque sem dinâmicas e jogador goleador, permaneceram. Os resultados iniciais foram maus, contrastando com os resultados positivos dos rivais, mesmo que o mais imparcial dos adeptos – raridade quando o tema em debate é futebol (ou política) - reconheça que as iniciais vitórias de Benfica e Porto não foram de acordo com as regras mais básicas do futebol. Já ultrapassámos a primeira metade do campeonato e essas ajudas continuam. Não são acontecimentos exclusivos da época 2011/2012, são antes aspectos tão básicos quanto a bola que os jogadores utilizam para jogar futebol. Em Portugal, a manipulação do árbitro é uma parte nuclear do jogo. Resta saber em que momento da partida vai acontecer. Sabemos, todavia, que o SCP será sempre sequestrado por estes homens corruptos.

A história do campeonato alterou-se, de súbito. Os rivais mais directos bloquearam em algumas partidas e o Sporting, frente ao sempre complicado Paços de Ferreira, virou um resultado que uns já contavam utilizar para chacinar o clube na imprensa, tentando empurrá-lo para um buraco impossível de ultrapassar. A motivação de início de época voltou. Sendo fiel à verdade, ela nunca fugiu, antes esteve um pouco escondida quando as ocorrências nos eram pouco simpáticas. De um momento para o outro, a gentes leoninas regressaram ao palco de combate: o estádio.

O Sporting Clube de Portugal é, além de genuína e meritoriamente uma instituição desportiva grande, peculiar. Sim, peculiar. Está em baixo, todos de outra cor tentam feri-lo, mas rapidamente, como um Leão faminto, ressurge, pronto a enfrentar todos aqueles que disputam o mesmo objectivo que ele. A média de assistências do Sporting em jogos fora é superior à do Porto, por exemplo, e a distância de um para o outro não é de uma ou duas centenas de pessoas. Nalguns jogos essa diferença chega aos 8000 espectadores. Noutro fantástico exemplo, e recente, o Sporting apresentou em Leiria mais de 2000 Sportinguistas, numa noite fria…para ver jogar a equipa júnior do Sporting. Já novamente instalado o momento mau, com ambos os rivais a uma quase irrecuperável (quem não sonha, não é Sportinguista, e a esperança, como se sabe, é verde) distância pontual, o Sporting apresenta quase 40.000 pessoas. No outro lado da estrada, não se conseguiu chegar a tão nobre número…estando em primeiro lugar do campeonato.

Ontem, frente a um Gil Vicente que no campeonato foi despachado por uns esclarecedores 6-1, o Sporting entrou tímido, qual Leão mortalmente ferido e rodeado por imensas hienas, e, por consequência da atitude demonstrada, claudicou. Fomos eliminados da Taça da Liga, uma das competições que o Sporting tenta há muito conquistar. A verdade, que sabemos quase nunca vestir a camisola verde-e-branca, atribuir-nos-ia, pelo menos, uma Taça da Liga, mas essa, em época de alto investimento por parte do clube adversário na final, foi-nos surripiada pelo tradicional sabotador de jogos: o árbitro.

Restam-nos, então, quatro muito importantes objectivos (a ordem depende de cada um):

  • 1) Alcançar o terceiro lugar da classificação, apurando o clube para uma das pré-eliminatórias da Liga dos Campeões;
  • 2) Eliminar o Nacional da Madeira, garantindo o apuramento para a Final da Taça de Portugal, e conquistar esta competição;
  • 3) Ultrapassar o Légia de Varsóvia, na Liga Europa, e defrontar dignamente o adversário mais expectável dessa eliminatória, o sordidamente rico Manchester City;
  • 4) Ponderar, via um debate sério e disciplinado, o futuro do clube e saber aprovar as medidas necessárias;

O futuro não é aterrador. Não é também paradisíaco. É incerto. É necessário pensar o Sporting. Repetitiva e surda oposição não beneficia o clube, antes afasta os sócios cujos votos são essenciais à revolução que o clube há muito anseia. Precisamos de pensar o clube. De fazer crescer o lote de ideias capazes de transformar o Sporting no clube que ele verdadeiramente é. Cada vez mais me consciencializo de que o Sporting Clube de Portugal, para ultrapassar de vez a crise financeira que o teima em impedir de crescer, necessitará de caminhar num deserto durante 2 ou 3 anos, pagando dívida. Mas é impossível recuperar o clube sem recuperar o sentimento que faz muitos sofrerem por ele. Os Sportinguistas, como mais ninguém neste país, não gostam do Sporting porque este vence. Infelizmente, o Sporting, em futebol, pouco vence.

Nenhum género de crise, financeira, desportiva, institucional ou clubística, é ultrapassável se os Sportinguistas não estiverem ao lado do clube, dispostos a fazer parte do projecto. Nenhum clube crescerá se não tiver o aspecto humano com quem compartilhar as alegrias e as infelicidades. Nos últimos anos, temos partilhado excessivas infelicidades, é verdade, mas estamos, eu sei, dispostos a unir-nos em torno de uma ideia, de um projecto, de um homem, capaz de pegar no Leão e torná-lo o rei desta selva que é futebol português. Mas nenhum homem, por mais sábio e competente que seja, será capaz de o fazer se nós, Sportinguistas de coração, não nos propusermos a pegar em armas e fazer parte do combate.

Objectivo: Pensar o Sporting, estando sempre ao lado dele!

3 de fevereiro de 2012

Devem ser dadas a conhecer as boas (infelizmente, poucas, pelo menos por enquanto) contribuições de Sportinguistas

Aqui.

Saliento este parágrafo, cujas ligações são melhor entendidas no original:

“Suspeito que algures nos próximos meses será convocada uma Assembleia Geral do Sporting para votar uma hipotética entrada de capital privado na SAD. Em si própria, parece ser uma boa ideia – especialmente admitindo a manutenção do estilo de vida e gestão do universo Sporting em geral e da Sporting SAD em particular. No entanto, também significa a abertura de uma caixa de Pandora – a eliminação dos sócios na vida e gestão do futebol do Clube, a utilização da equipa como entreposto para a especulação, a conversão da SAD num depósito de dívidas importadas pelo acionista, a transformação de um clube com história num brinquedo caro de um qualquer excêntrico, ou o aprofundamento de um poço escuro de gestão danosa - só a experiência poderá mostrar as consequências da abertura da SAD a investidores.”

30 de janeiro de 2012

Prémios merecidos e transferências que não interessam a quase ninguém (excepto aos transferidos)

Sem truques, ilegalidades e esquemas, o Sporting vence.

Parabéns ao O Cacifo do Paulinho.

ps – não encontro razão legítima que me explique a preocupação que muitos Sportinguistas manifestam em relação à ida de Yannick para o clube vermelho. A mim, sinceramente, cheira-me a uma espécie de Double-Cross System versão futebol. Assim termino: se aquele bando vermelho é impaciente com quem já marca muitos golos, como reagirão a um que marca não só muitos menos golos, como tem o hábito de prejudicar quem veste a mesma camisola que ele? Que o SCP receba os milhões de euros devidos, mais nada. Concordo que algum esclarecimento em relação à ida de Djálo para o Nice, no fim abortada, era bem recebido por mim, mas as preocupações Sportinguistas que mais tempo me consomem são outras. O positivo? É menos um a receber dinheiro do Estado (subsídios), significando então uma redução da despesa do país e também da taxa de desemprego – conhecendo o estado actual da economia de Portugal, saúdo esta pequena mas importante evolução.

20 de janeiro de 2012

Vou sair do perímetro que hoje define o mundo Sporting e…

… admitir que gostaria de ver o contrato de Domingos renovado. Seria uma excelente nota de confiança dada ao plantel e aos Sportinguistas, além de representar, se acontecer, o que não parece provável, a existência de um projecto que vai além de uns quantos momentos de depressão e euforia.

O SCP, como clube que necessita rapidamente de conquistar o mais importante título nacional, o campeonato, necessita de estabilidade, e esta pode ser trabalhada através de um rosto, o Domingos, que me parece competente para levar a bom porto o objectivo que todos desejamos.

Prolongar o contrato ao Domingos não seria apenas estabilizar o clube, como daria prova de que o elenco administrativo presente, concordando ou não com quem o representa, possui visão estratégica: para um projecto vencer, o caminho para lá chegar tem de ser definido previamente. As grandes conquistas do futebol actual (Barcelona, Manchester United, exemplos de melhor significado) são resultados não de decisões tomadas há escassos meses, mas antes de ideias e decisões de há anos.

Chega de gestão para amanhã. Quero uma gestão para amanhã, para daqui a 6 meses, 1 ano, 2 anos, 5 anos, 10 anos. O Sporting merece-o. Nós, sempre prontos a sofrer pelo nosso clube, queremo-lo. Mais importante ainda, o Sporting precisa. Os tempos são árduos.

O treinador é talvez a peça mais essencial de um projecto desportivo. Noutros clubes, concedo-o, o presidente será mais importante, mas nesses estaremos a abordar clubes que vivem sob o culto de personalidade de um homem que, pelas conquistas por ele iniciadas, é superior ao clube em si. Não é o caso do Sporting. O Sporting Clube de Portugal desde a era Roquete é, acima de tudo, um clube desprovido de liderança séria e forte, uma liderança que prometeu 1000, nos deu 10 e ficámos a dever 900 (os restantes 90 foram para a conta bancária de uns quantos…), uma liderança que em momento algum soube preparar o futuro estudando o mal que se fez no passado.

No Sporting Clube de Portugal, como referiu muito inteligentemente, hoje, Oceano numa entrevista à Antena 1, é um clube que “vai de um estado de depressão profunda a euforia extrema num segundo”. Concordo com o Oceano, jogador que adorava ver jogar, pelo interesse que colocava em campo. A bipolaridade que hoje define o Sporting, apesar de negativa e de trabalhar contra o nosso clube e a favor dos nossos rivais, é percebível: nós queremos vencer o título nacional. O desejo das massas Sportinguistas é de tal forma extremo que qualquer bom momento é percebido como garantido daí em diante, e acontece o mesmo quando nem tudo corre bem. Desvanecendo-se esse, por exemplo, bom momento, o medo de um Sporting apático e incapaz regressa.

Renovem o contrato ao Domingos, garantindo imediatamente estabilidade, melhor ainda sendo alicerçada num elemento competente e apreciado por quase todos os Sportinguistas, num ponto que tem sido um dos grandes problemas do Sporting, o treinador.

Acredito no Domingos. Mas não acredito em milagres. Não em milagres a favor do Sporting Clube de Portugal, entenda-se.

Contra tudo e contra todos, para o Sporting e um Sportinguista, não é uma frase conhecida, é um lema que toca no coração verde-e-branco. Contra inimigos internos, como directores corruptos e jogadores incompetentes. Contra árbitros, contra directores de rivais. Contra azares incompreensíveis, contudo expectáveis. Contra a imprensa: contra o Poder instalado.

As vitórias de 1999/2000 e 2001/2002 não foram somente vitórias de títulos nacionais: foram vitórias do mérito. Nesses anos, o Bom venceu.

SPORTING CLUBE DE PORTUGAL, SEMPRE! – felizmente.

10 de janeiro de 2012

Sobre sócios que têm a atenção da imprensa

Votei em Bruno Carvalho, votei na sua candidatura, votei em favor das ideias que ele defendia para o Sporting Clube de Portugal, então de rastos devido à absurda era de Bettencourt, presidente que mereceu uns estonteantes e esclarecedores 90% quando foi a eleições, era cujas maldades financeiras e desportivas connosco ficarão durante anos e anos. Nem é preciso procurar muito, pois este blogue, que vale o que vale perante uma realidade que é representada e debatida por centenas de outros, serviu de plataforma de apoio, entre muitas outras, à candidatura de Bruno Carvalho. Outros blogues, no seu inteiro direito, apoiaram outros candidatos.

Bruno Carvalho é um sócio como muitos outros, famosos ou não, candidatos à presidência ou não, mal derrotados nas urnas ou não, honestos ou não. Pessoalmente, o interesse supremo de manter o clube unido é-me muito querido, apesar de Godinho Lopes não servir, entendo eu, para a realização do que o Sporting precisa: um presidente comunicacionalmente forte, de passado imaculado, capaz de, mobilizando um clube que tem atrás de si milhões de adeptos fervorosos, entrar pelas “casas” dos corruptos e desposa-los das suas influências nefastas. Neste importante aspecto, Godinho Lopes não é nada de jeito, diga-se, até porque no passado fim de semana, recebendo o nosso clube o Porto, não teve grande problema em permitir que Pinto da Costa se sentasse ao seu lado, um homem que tem um historial gordinho de actos, alguns ainda em pleno funcionamento, contra o Sporting.

Essa característica negativa, a de não conseguir levar a guerra ao inimigo azul e vermelho, não é exclusiva de Godinho Lopes. Godinho Lopes, a esse respeito, é similar aos da famigerada Linha Roquete, todos contentes – e parvos e sempre ludibriados – amigos de Pinto da Costa, isto enquanto o último nos surripiava jogadores em negócios obscuros, corrompia árbitros e ofendia lendas, como o Paulinho, do clube, tudo num nível que é pior do que o abjecto.

Regressando a Bruno Carvalho, agora de novo em foco porque decidiu comentar a realidade do Sporting e sugerir que o clube “estaria melhor sem Godinho Lopes”, a minha opinião é também ela muito fácil de assimilar e entender: sendo portanto eu a favor da união entre a família leonina, ainda por cima numa conjuntura que trabalha assiduamente, agora mais do que nunca, para ferir um Sporting que se demonstra forte, não aprecio quem, usufruindo da sua fama, decide vir a público e, utilizando meios de comunicação que semanalmente atacam o clube e auxiliam rivais, criticar o actual elenco do Sporting, afastando o foco noticioso do que interessa conhecer: as máfias de futebol, os interesses dos clubes, etc.

Perguntam-me: a tal união que tu defendes é o quê, mesmo? Ausência de crítica? Seguir cegamente o presidente em funções? Não. Não é nada disso. Um Sportinguista pode e deve meditar sobre o estado actual do seu clube. Deve pensar o seu clube, entender que a evolução e melhoria do SCP só nasce através do debate de ideias e, importante, soluções. Não sou grande adepto de posturas somente críticas, de dizer não àquilo, que aquilo não presta, que o outro é incompetente, que aquele jogador é fraco, etc. Não gosto. Considero-o mesquinho. No entanto, o debate de ideias deve ser feito em local próprio, ora em locais ou plataformas de informação exclusivamente Sportinguistas, e não em jornais que, como disse acima, adoram problemas existentes dentro da família Sportinguista.

Na intervenção que Bruno Carvalho faz perante a imprensa, a razão do argumento até está do seu lado, embora eu condene o local onde o fez. Ao ler, no jornal Expresso, que Godinho afirmou que o Sporting só existe no presente porque ele foi eleito, e que portanto ele é o salvador do clube, sinto-me lesado, sinto-me ignorado, obviamente, até porque o projecto de Godinho, ainda em estado muito prematuro, só vai a lado algum se o sócio e o adepto se prestarem a apoiar, comprando produtos e bilhetes e pagando as quotas de sócio. Se a maioria não acreditar no projecto, nada feito.

Não gosto de egocentrismos. Detesto-os, mais ainda num clube como este. O Sporting Clube de Portugal, ao contrário de outros, é um clube desportivo prestigiado desde o momento da sua fundação, em 1906, num Portugal cujo sistema político é diferente do actual. O Sporting Clube de Portugal, cuja data de fundação é real, precede a República Portuguesa, instaurada em 1910. Não deve metade do seu museu, obra que em Portugal não tem equivalente, a uma figura presidencial, a um jogador, ou até a contactos imorais e ilegais com quem tem poder para influenciar. O Sporting Clube de Portugal é grande, no sentido mais genuíno do termo. O Sporting Clube de Portugal, tão importante que é, trabalha não só para o prestígio de si próprio, vencendo anualmente centenas de diferentes troféus, como está profundamente ligado às principais conquistas desportivas do país onde está sediado. Não é o Sporting que tem de agradecer ao país, é o país que tem de agradecer ao Sporting Clube de Portugal.

Dito isto, não gosto de ver ex-candidatos a procurarem fama numa imprensa que nos detesta, que adora ver o Sporting afastado dos títulos e em clima de guerra civil, ao mesmo tempo empurrando outros para conquistas que, sem truques ou esquemas, seriam nossas. O Sportinguista, principalmente o Sportinguista que usufrui de uma fama que facilita o seu contacto com as massas leoninas, não pode permitir-se a servir de arma de arremesso contra o clube e determinadas pessoas, mesmo que a razão lhe pertença. Fá-lo-á, sim, em local próprio, ou seja, nas Assembleias Gerais, ou então no Jornal do Sporting, mas deve sempre oferecer alternativas. Não pode somente criticar. Isso é fácil. Além de ser fácil, o clube não beneficia.

Não é apenas válido para o Bruno Carvalho. É igualmente válido para qualquer outro sócio considerado famoso. Exemplo: durante a infame e temporalmente patética campanha do jornal Público contra o Sporting, que a UEFA, outro antro de corruptos, agora deu “razão”, um “ilustre” Sportinguista, Vicente Moura, comentou a mesma e deu razão ao jornal. Não concebo que um sócio do Sporting vá em truques como os do Público e critique o seu clube. Expulsão de sócio, fácil. Se o Vicente Moura (ou Joaquim, ou o Esteves, ou o Alexandre das Frutas) detectar algo que não lhe agrade no Sporting, contacta o clube e argumenta em favor da sua opinião, e não se vai encostar, dando ideia de ser superior moralmente, a quem nos odeia.

O Sporting Clube de Portugal é uma democracia…para os Sportinguistas, não para os lampiões e tripeiros que ganham a vida à frente de um teclado a escrever contra o Sporting. Só o adepto/sócio do Sporting tem o direito de criticar Godinho Lopes – os outros que o criticam não o fazem porque o Sporting sai beneficiado, mas porque sai prejudicado, ainda por cima publicamente. Aos outros, um conselho: metam o vosso nariz na vida do vosso clube. Aos tripeiros, preocupem-se com o vosso presidente adulador de prostituas. Aos lampiões, preocupem-se com a monarquia Vierina. Eu compreendo: ninguém quer ver o Sporting vivo. Eu sei.

Quem não gosta de Bruno Carvalho expõe-no como oportunista. Quem não gosta de Godinho Lopes chama-o mentiroso. Eu cá gosto de um, não gosto muito do outro, mas não gostei de ambas as intervenções.

SPORTING CP AOS SPORTINGUISTAS!

ps – a UEFA veio negar ter aprovado as imagens que chocam bastante a sensibilidade de alguns. Eu pergunto: mas a UEFA é exemplo do quê, mesmo? Honestidade? Nunca! Quero que se lixem! Era só o que faltava eu ter em conta o que essa organização autoritária e corrupta tem a dizer sobre o Sporting. Que se preocupe mais em evitar mais Calciocaos (a versão portuguesa continua em funções), menos resultados combinados, e garantir que os clubes do regime, como o Barcelona, chegam à final merecendo-o, não roubando todos os os clubes que se lhe atravessam no caminho.

28 de dezembro de 2011

Dia 7 próximo, a Honestidade enfrentará a Corrupção (parte dela apenas)

Pois é, meus amigos Sportinguistas. Está quase. Às 20h15 do dia 7 a bola será pontapeada de um lado para o outro, e esperamos nós que a eficácia maior, quando chegado o momento de comentar o jogo e meditar sobre o que e como tudo aconteceu, acabe por ser atribuída ao nosso clube.

O jogo por que aguardo, quase de forma doentia, há muito está ao virar da esquina. As dimensões das rivalidades entre nós e Benfica e o Porto, sobre qual será a mais importante, já motivou, é certo, muito debate, muita confusão, muito argumento, muitos dados, informações, factos, recordações, pelo que não é imprudente reflectir um pouco sobre as mesmas.

Historicamente, o Benfica é o mais importante rival do nosso clube. É natural que a rivalidade entre o Sporting Clube de Portugal e o bando vermelho assim seja dada a conhecer. A rivalidade em questão supera a cidade que alberga os recintos de ambos os clubes. É uma rivalidade de Portugal, dos portugueses. É uma rivalidade que tem tanto de importante quanto toda a história do futebol português. É impossível dissociar o futebol nacional, desde o momento em que a competição se tornou oficial, da rivalidade vivenciada entre o SCP e agremiação que veste de encarnado e cujo estádio há muito suspira pela conclusão da sua construção.

Importa perguntar o seguinte: por ser a principal rivalidade experimentada em solo português, significará portanto que o jogo em questão será sempre, emocional e desportivamente, superior a qualquer outro? Claro que não. Quando, na feliz época de 1999/2000, o Sporting venceu o campeonato nacional, o Porto, considerava então eu, era o principal rival do Sporting. Assim o era porque era o Porto, na altura, o clube mais forte e apto, por variados motivos, a vencer o campeonato, e a lógica nos diz, e raramente ela falha, que é preciso conseguir derrotar o mais forte para se vencer um troféu.

É significativo saber e querer discernir a diferença entre rivalidade histórica, que para sempre existirá e que por vários motivos será sempre importante, e rivalidade do momento, no qual, por culpa das circunstâncias que podem definir um dado estágio da época (um problema entre adeptos, uma afirmação obscena de um dirigente, etc.), um clube considerado por muitos como um outro qualquer merece, da nossa parte, Sportinguistas, uma especial atenção. Negativa, claro está, e podemos muito bem recordar o Nacional da Madeira, por culpa do seu lúdico presidente que um dia julgou, certamente por razões de excesso de consumo de álcool e por interferência de substâncias que o código da Estrada nos dá a conhecer como “psicotrópicas”, que o clube a que preside, uma instituição que não é mais do que local, quase como uma daquelas associações de reformados, competia pelos mesmos objectivos que o nosso, o centenário Sporting Clube de Portugal, desde 1906, a data da sua fundação, a instituição desportiva de Portugal mais galardoada.

Regressando então ao Porto e à época 1999/2000, utilizo esta última campanha desportiva como exemplo de uma outra rivalidade que, pelas variáveis que mencionei em anterior paragrafo, supera a rivalidade histórica entre Sporting e corja vermelha. Nesse ano, lembro-me perfeitamente de como encarava cada jogo próximo do Sporting como se minha própria vida estivesse em jogo e fazia sempre questão de, num rádio antigo, ouvir uma cassete que me cantarolava, na linda voz da belíssima Maria José Valério, a marcha do Sporting e muitos outros cânticos que na altura me suavizavam um espírito que queria por tudo ver o SCP terminar o campeonato em primeiro lugar, derrotar o Porto era o sinal de que o Sporting era de facto, e assim acabou por ser, o clube mais forte. Garanto-vos que nunca, seja em que momento for, incluindo as idas à casa de banho, pensei no Benfica. Era o Porto o clube que a minha mente mais queria ver derrotado pelo Sporting. O Porto e só o Porto. O Pinto da Costa. O Secretário, que importa referir a soberba assistência para Acosta. Vítor Baía, eterno arrogante que julgou sempre ser um Deus entre os postes. E, novamente, Pinto da Costa. Sim, Pinto da Costa, talvez o rosto do futebol português que mais abomino.

Sobre a figura Pinto da Costa, publicarei neste blogue, num dia próximo do evento que colocará o seu regional clube defronte do Enorme Sporting Clube de Portugal, uma novella, a ser escrita nos próximos dias, que retrata uma figura próxima, em personalidade e comportamento, de PC, e só não é uma biografia não-oficial por motivos jurídicos, não vá o homem decidir dar trabalho a um conjunto de homens, advogados, por quem paga muitos euros todos os meses.

Toca a comprar bilhetes! O dever é único e impossível de deixar ser esquecido ou adiado: apoiar o Sporting Clube de Portugal.

13 de dezembro de 2011

Em entrevista ao jornal Record, o nosso defesa-central Onyewu já percebeu o que é o Sporting

 

Record: Passados estes primeiros meses, qual é a sua impressão sobre o Sporting enquanto clube?

Onyewu: Acho que é um gigante adormecido.

E é de facto um gigante adormecido. Já opinei que considero o mesmo e utilizei exactamente as mesmas palavras.

Que o Sporting, o monstro adormecido, desperte do sono que o impede de atingir um estatuto que mais não é do que merecido e justo: de terminar um qualquer campeonato em primeiro lugar, levando os milhões de adeptos do Sporting à rua para festejar.

Onyewu é o único defesa-central que merece, mantendo a qualidade que hoje apresenta em campo, ser considerado titular indiscutível. Numa qualquer crónica por mim escrita durante a pré-época e sobre este jogador em particular, certamente afirmei que este jogador se iria afirmar na equipa do Sporting. E afirmei-o não porque conhecia dele qualidades técnicas que assim o afirmassem, mas porque a sua tremenda força física é uma característica que não se encontra há muito presente no eixo central da defesa do Sporting. Com a força física e altura que o definem, é impossível não o considerar um titular. E os anteriores jogos do nosso clube têm-no comprovado: é sempre o Capitão América o defesa que corta as bolas que os adversários bombeiam para a nossa área.

Adoro o seu espírito combativo em campo. Espírito combativo, é certo, mas nada agressivo. Adoro o esforço que define as suas exibições, sempre presente nas jogadas ofensivas do adversário e sempre disposto a correr o necessário para que o adversário termine no momento a sua iniciativa. Adoro a forma como salta por entre a defesa contrária e dá a óptima conclusão a um canto do Sporting, ou seja, encaminhando a bola para dentro da baliza do adversário, situação que há muito não vemos no Sporting, já desde os tempos de Tonel. E gostei de como não reagiu de pior forma quando tentou cumprimentar um adversário derrotado e este não reciprocou a simpática atitude do vencedor, talvez porque esse mal-formado jogador seja um produto de uma escola que serve um clube sem escrúpulos.

No acordar do gigante adormecido, o Onyewu será uma das causas.

10 de dezembro de 2011

Frente ao(s) adversário(s) de hoje, a festa será verde-e-branca

Certamente que a maioria de nós, Sportinguistas, sabe que estão vendidos, até ao fim do dia de ontem, mais de 45 mil bilhetes, um fabuloso número, porém, apesar das circunstâncias que definem hoje o país e o futebol, um poder de compra reduzido e um futebol cuja honestidade foi há muito removida do jogo, respectivamente, perfeitamente natural. As massas leoninas, num jogo que será também o dos núcleos, estão prontas e ávidas de apoiar o Grande Sporting Clube de Portugal, num jogo de futebol que no outro lado do campo colocará um clube presidido por um homem que à honestidade diz muito pouco.

Um Sporting Clube de Portugal que apresenta em campo um conjunto de jogadores tão bons ou melhores do que outros clubes que se assumem tão ambiciosos quanto nós, como acontece, para nosso júbilo, esta época, é um Sporting Clube de Portugal bem apoiado, humana e numericamente. Ao deslocar-se aos vários campos deste país, os Sportinguistas, desde sempre uma massa associativa única e de capacidades singulares, daí o ódio e inveja que contra ela são manifestadas anualmente, respondem da melhor forma possível: comprando o bilhete apropriado à partida, apesar de por vezes o preço não ser nada convidativo, colocam o cachecol verde-e-branco ao pescoço, duas voltinhas e já está, símbolo de fora, virado para a frente, pois o anonimato clubístico, a mim, não me diz nada, camisola do Sporting vestida, e lá vai o Sportinguista a caminho do estádio. Objectivo? Nada mais fácil: sair do recinto com 3 pontos no bolso, melhor ainda se os jogadores que nos representam o fizerem de fora agradável aos olhos.

Godinho Lopes, o nosso presidente, fez questão de pedir aos adeptos “que sejam o 12º jogador”. O Sportinguista, deve-se admiti-lo, não é somente o 12º jogador. É também o 13º, o 14º, até, sempre que é necessário, o 15º. E continua… Nada de anormal, no entanto, pois as características que nos definem – paixão verde-e-branca sem limites ou barreiras, uma forma de estar e viver o clube sem paralelos neste país – tornam-nos num vértice fulcral para o clube, seja em que modalidade for. E defrontando o Sporting sempre mais do que o número legal de jogadores adversários permitidos, 11, pois a arbitragem, quando um dos clubes veste uma bonita camisola verde-e-branca, tende a ser mais do que um trivial elemento para ajuizar lances, é lógico que o Sporting possa também beneficiar de um elemento extra aos jogadores de campo. Esse elemento somos nós.

Como Sportinguista ferrenho e (quase) sempre presente, nada mais me alegra e motiva do que ver a minha casa, o Estádio de Alvalade, repleto de “familiares” meus. Sentir um Estádio de Alvalade à beira da lotação esgotada é um momento cujo significado supera o próprio desporto em si. Um Sportinguista, ao lado de amigos seus na bancada e à espera do apito inicial, sente-se bem quando à sua volta não existem cadeiras vazias e em campo estão jogadores que merecem vestir a camisola do seu clube. Assim, é como estar, como que em pleno inverno siberiano, coberto e aquecido por uma manta que o frio homicida não consegue trespassar. Um Sportinguista, juntamente com o seu grupo de amigos, chega ao Estádio de Alvalade e, olhando para as escadas que dão acesso à zona de bilheteira, adora ver a escadaria e os acessos abarrotados de Sportinguistas, mesmo que o aperto aí existente não seja muito confortável. Ele continua pela estrada acima e, como no meu caso, não encontra um único lugar de estacionamento disponível. Em vez de frustrar-se com o momento, dá-se feliz, mete as duas mãos ao volante e procura outro lugar. Estaciona o carro. Caminha várias centenas de metros. Caminha-os com um sorriso no rosto, à espera de fazer o mesmo caminho de volta, mas com 3 pontos no bolso e uma exibição que merecerá vários minutos de aplauso e gritos de incentivo.

Não é apenas um dia de jogo de futebol, pois em outra modalidade, uma na qual o nosso clube detém o mais premiado palmarés e no qual é bi-campeão nacional, derrotando por duas vezes consecutivas o clube que hoje encontrará em campo, o Sporting pode muito bem saltar do segundo lugar, posição pouco habitual, para o primeiro, posição classificativa que nos é geneticamente apropriada.

Força Sporting Clube de Portugal!

29 de novembro de 2011

Obrigatório divulgar…

…o comunicado redigido pela Associação de Adeptos do Sporting, sempre disposta e competente a defender, como é a sua função, os interesses do Sporting e da sua massa associativa.

Aqui.

Aproveito para salientar o ponto do comunicado que confirma que para os lados vermelhos, lados portanto bafientos, a hipocrisia e a má memória são características-chave. Refiro-me ao ponto 1., momento negro da história do futebol português, particularmente do nosso clube, que viu perecer um dos nossos, cobardemente atacado por um criminoso que durante anos fugiu à justiça.

Eu saúdo vivamente, não tenho problemas em o admitir, os problemas que apoquentam uma relação institucional que, por força de objectivos similares entre ambos e por diferenças óbvias entre o comportamento de uma e de outra instituição, porque o Sporting nunca pediu favores a terceiros para tornar um qualquer jogo mais fácil de vencer e porque o Benfica, bando desavergonhado, parece fazê-lo de semana em semana, nunca deveria ser mais do que meramente formal, como aquele bom-dia entre pessoas que se cruzam num elevador de um prédio com 100 andares. Não queremos amizades com quem nos quer ver mal e com quem trabalha para nos ver em mal estado.

Eles não são rapazes, esse é um termo abstracto para definir aquela gente, são animais selvagens, devem portanto ser recebidos e tratados como tal. A tentativa da nossa parte de melhorar o estádio que visitámos no último Sábado será ainda mencionada em várias ocasiões, quererão, esses que muito escrevem sob pretexto incrível de se considerarem jornalistas, fazer de nós maus e arruaceiros, nós que somos e para sempre seremos o modelo mais leal de adepto, mas tal não nos apoquentará, bem pelo contrário, porque à porta estão outros jogos que agora são mais vitais que nunca. Vamos cumprir o nosso dever, ao mesmo tempo um prazer: estar lá a gritar o nome do Sporting Clube de Portugal.

Esperam-se mais informações sobre os assuntos menos nítidos do último clássico de Portugal, mas esperamos igualmente uma campanha difamatória contra o nosso clube, campanha que deve já estar a ser orquestrada numa das muitas secretárias de profissionais que se ousam considerar jornalistas, mas, verdade seja dita, que são apenas bonifrates de um clube que caminha de mão dada com a corrupção, não fosse o actual presidente deles uma figura já muito ouvida numa escuta telefónica.

Em relação aos truques que se preparam para tentar atingir o nosso clube, não me demonstro surpreendido, muito pelo contrário. O Sporting versão 2011/2012 assusta muita gente, pessoal que antes julgava que o Sporting continuaria, indo contra a sua história inigualável, como um clube apenas grande no museu e incapaz de em campo oferecer luta aos que são considerados os mais fortes candidatos a vencer o campeonato nacional.

Um dos lemas mais vezes mencionados, com o qual eu concordo e faço menção recorrentemente, coloca-nos na rota do título, da Taça de Portugal, da Taça da Liga e, com um bocadito de sorte, sempre necessária quando um troféu importante está em jogo, talvez consigamos ir muito longe na Liga Europa, como alcançar as meias-finais, isto sabendo que da Liga dos Campeões aterrarão clubes com possibilidades financeiras muito superiores às do Sporting. Eu acredito que é possível adicionar ao nosso já muito repleto museu mais troféus. Acredito no Domingos Paciência. Acredito no nosso plantel. Acredito nos adeptos do Sporting.

Acredito, principalmente, no trabalho que está a ser desenvolvido diariamente na Academia, nos métodos utilizados e, também muito agradável, no esforço nele imputado. Daí que, por exemplo, após a última partida do campeonato, no qual a vitória não nos sorriu, os mais de 4000 adeptos leoninos tenham, sem excepção ou mínima manifestação de descontentamento, aplaudindo de pé a equipa, esta respondendo também com aplausos.

O Sporting, diz o lema, está de volta. Pois está, e assusta muita gente!