Godinho Lopes é um avião sem sistema de navegação. Com um rosto de medo e rápido a caminhar até à saída, afirmou, acabado de chegar ao aeroporto de Lisboa, que nada iria acontecer ao treinador. No dia a seguir, já protegido pelo afastamento físico de quem o contestava no aeroporto, menosprezou a justa contestação e, tal e qual JEB nos últimos tempos da sua miserável e empobrecedora administração, optou por ofender os “30 adeptos”. Mais um dia passado após a contestação, despede o homem que antes tinha garantido permanecer no lugar, supostamente imune ao mau momento. É isto a Linha Roquete: loucura decisorial e desrespeito pelo Sporting e pelos seus adeptos.
"O Sportinguista, em mais de 100 anos de dita escolha, jamais ousou queimar ou detrair o símbolo e a cor que o identificam. Outros, os tais que clamam superioridade moral e identitária, fizeram-no.", dito por pai de Daniel.
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2 de março de 2012

Sobre o jogo entre as forças da Corrupção: como um Sportinguista consegue, de maneira sincera, explicar este jogo

Escrevi numa anterior mensagem que uns amigos meus convidaram-me para marcar presença no jogo entre  Benfica e  Porto, que terminou com a vitória do clube cujo treinador havia, há poucas semanas, dito que as faixas de campeão podiam já ser encomendadas pelo clube visitado. Não foi a primeira vez que estes meus amigos o fizeram, não será, espero eu, a última, mas as amizades, quando são genuínas, merecem determinados sacrifícios, embora esses amigos me perguntem, como um “eu dou, tu dás”, quando será o dia em que eu os convidarei para verem um jogo entre o Sporting e o Porto. A pergunta é feita ano após ano. A minha resposta aos ditos convites é sempre a mesma: não me levem a mal, mas eu não quero benfiquistas no meu estádio. Não consigo ver um jogo do Sporting passivamente, disposto a esquecer-me, nem que por brevíssimos momentos, o que está a acontecer em campo para comentar este ou aquele acontecimento de uma maneira mais analítica. Mas como desejo ser tão amigo deles como eles são em relação à minha pessoa, encontrei alternativas: jogos da equipa nacional, nos quais as minhas intervenções se focam na contribuição dada pelos jogadores formados no Sporting Clube de Portugal: Ronaldo, já superior ao Eusébio, Nani, Patrício, e por aí fora.

O convite foi feito novamente. Eu aceitei-o. Não me sinto de todo um traidor por fisicamente estar presente numa partida que opõe os dois principais rivais do Sporting. Bem pelo contrário, sinto-me como um elemento purificador. Mas a minha capacidade purificadora, por assim dizer, é deveras limitada. Sou um entre 59.996 (o grupo de amigos, os três lampiões e eu) humanos nefastos. Não chego para toda a toxicidade presente numa partida como a que terminou ontem à noite. As minhas impressões sobre este jogo entre rivais não variam de época para época, de jogo para jogo, apesar de os últimos dois jogos entre estes clubes, em casa do clube ontem visitado, puderem ser considerados decisivos por ambas as partes. Este foi, em termos de ambiente, o mais fraco Benfica vs Porto dos últimos anos. Porém, o espectáculo em campo compensou as insuficiências das outras vertentes da partida. Como elemento neutro, esperava poder presenciar um festa diversificada. Esperava ver lampiões à cabeçada com tripeiros. Cinco ou seis calhaus pelo ar. Umas quantas garrafas de cerveja. Até uns petardos e umas tochas. Não vi nada similar. Cá fora, com os meus olhos a latejarem por causa do vermelho que me rodeava, todos pareciam estar sob o efeito de calmantes. Parecia que era apenas mais um jogo em que a equipa da casa iria beneficiar da ajuda do árbitro assim que a equipa adversária demonstrasse capacidade para discutir a repartição dos três pontos. “Ai sabes jogar à bola, é? Então toma lá disto: piiiiiiiii, estás expulso e grande penalidade assinalada a favor do Benfica.”

Perguntam agora vós: vestiste o quê? Foste de vermelho, caralho, para seres simpático para os teus amigos e tal? De azul? Preto? Nem uma nem outra. De verde, ora pois! Calças de ganga, botas da Timberland (umas brancas a que o tempo e falta de lavagens constantes trataram de escurecer) e um casaco verde da Adidas. Um verde autenticamente verde. Nem muito escuro, tipo espinafre, nem muito claro, tipo lima. Verde Sporting, digamos. Identificável a todas as distâncias. De longe, de perto, de cima, de baixo. E os olhares questionadores que muitos lampiões me lançaram confirmaram-no. Ah, e outro pormenor muito interessante: as meias, cobertas totalmente pelas calças de ganga, eram as do Sporting, do equipamento principal do nosso clube. Alguma coisa 100% do nosso clube eu tinha de levar. Este ano foi um par de meias, no anterior tinha sido uma t-shirt.

Falemos então do jogo Benfica vs Porto. Escreverei, a seguir, não sobre o jogo de futebol em si, mas sobre o ambiente destes jogos. E vou ser o mais sucinto e frontal possível, pelo que acho útil pontuar cada uma das minhas opiniões sobre o ambiente:

  1. Os Super Dragões não valem um chavo. 80% dos cânticos, de longe os mais cantados pelos adeptos portistas, são contra o Benfica. Outros 15% são a favor do Pinto da Costa. E os restantes 5% não consegui perceber o que eram. Um grupo de Sportinguistas faria uma festa épica se o Sporting sacasse da Luz um resultado como aquele, e como aconteceu (reviravolta).
  2. Eu consegui ter, nesse mesmo dia, mais pessoal na minha mesa de almoço, no Centro Comercial Allegro (visitem o restaurante Hollywood!), do que os Diabos Vermelhos no seu sector (só aparecem em números não-vergonhosos contra o Sporting).
  3. Os que Não Têm Nome não têm também voz.
  4. O Jorge Jesus ou é mesmo um treinador que gosta de esbracejar freneticamente e gritar durante os 90 minutos, como se no balneário nenhuma táctica tivesse sido construída, ou o homem padece de um problema nervoso qualquer.
  5. Não há nenhuma outra massa associativa como os benfiquistas para gritar por nada de interessante.
  6. Sejam quais forem as variáveis de um Benfica vs Porto, um Benfica vs Sporting é sempre mais presenciado e o ambiente é único, e assim o é por causa dos adeptos do Sporting, cuja força das vozes não tem fim.
  7. Os adeptos do Sporting, se lhes estivesse reservado um sector naquele estádio, cantariam mais que os portistas e os benfiquistas juntos.
  8. Eu fiz mais barulho que os 7000 e tal lampiões daquela bancada…quando fui ao quiosque buscar dois cachorros.
  9. 95% das benfiquistas são esteticamente…como é que posso escrever isto sem parecer demasiado ofensivo…problemáticas.
  10. A maioria dos benfiquistas entoou cânticos racistas contra o Hulk. Ou isso ou querem que o Vieira o contrate. E os mais audíveis provinham de uma bancada cuja claque tem números substanciais de gente oriunda do continente africano.

O que mais ouvi dos lampiões quando estava no interior do estádio e enquanto saía do recinto e me dirigia para o carro (no estacionamento do Colombo):

“Enraba-o.” [quando o Gaítan tinha a bola e estava perto do A.Pereira]
“Preto do caralho!” [para o Hulk]
”Eu sempre vos disse que o Jesus era uma merda.”
”O Vitor Pereira é melhor que o Villas Boas.”
”Preto do caralho!” [para o Rolando, que saiu do campo a provocar a lampionagem]
”Nunca mais nos vemos livres do Jesus. É como o Paulo Bento, está cá forever!”
”O Cardozo marca golos mas não sente a camisola.”
”É melhor despachar agora o Gaítan antes que percebam que ele só sabe jogar à bola uma vez por mês.”
”O Garay fugiu, saiu porque não teve colhões para aguentar a pressão.”
”O Rui Costa desapareceu. O Vieira lobotomizou-o.”
”O Veiga era mafioso, mas faz cá falta.”
”Maria, perdemos 3-2. Maria? Estou?” [lampião ao telefone com a, penso eu, esposa]

Os meus comentários aos meus colegas durante e sobre o jogo:

“Vocês estão a jogar com dois defesas no lado direito: O Maxi e a mosca dele.”
”O Jesus hoje tentou ser o Kasparov do futebol. Mas o Vítor Pereira fez de Deep Blue.”
”Mete o Mantorras!!”
”Mete o Yannick!”
”Vai haver mais um golo, garanto-vos.” [enquanto estava 2-2 e eu apostava 100€ na betfair em como seriam marcados mais de 4,5 golos]
”Deixem-me sair primeiro, se faz favor!” [gritava eu aos adeptos do Porto quanto estes pediam para que a luz do estádio fosse apagada]

Falemos agora do jogo de futebol em si. Não consegui perceber se o domínio que o Porto fez sentir no inicio do jogo foi mérito da própria equipa, ou se o Benfica consentiu-o. Parece-me antes que o Porto dominou porque assim o desejava e porque o Benfica entrou na partida receoso. O Benfica demonstrou-se incapaz de circular a bola porque o seu meio-campo, pondo de lado um jogador que nunca defende senão em bolas paradas, Pablo Aimar, só se preocupou em tentar anular o meio-campo do Porto.

Com a transferência de Lucho do Marselha para o Porto, a máquina dos tripeiros é uma coisa completamente diferente, para melhor, em total oposição à merda que o Porto vinha praticando em todos os estádios deste país, e que só a arbitragem conseguia atenuar. E nem se trata de louvar o Lucho enquanto jogador e aditivo ao colectivo de jogadores do Porto (todos o reconhecem como excelente jogador), mas antes de salientar as outras muitas vantagens que os outros jogadores do mesmo sector fazem proporcionar à forma como jogam. O Maçã Podre, antes um faz-tudo vadio, é agora um faz-tudo criterioso. Com Lucho em campo, o Porto ganha eficácia no passe e inteligência no posicionamento. Visto ao vivo, é fenomenal a capacidade posicional do Lucho Gonzalez. O homem raramente corre, mas consegue estar em todo o lado, no momento correcto. O Fernando, nunca tido como um jogador hábil com a bola nos pés, até sabe fazer umas quantas coisinhas interessantes. Não se esperam dele passes longos e em desmarcação, mas é um médio perito em desarmar jogadores no um para um (melhor que ele só o Rinaudo) e a soltar a bola para um jogador que sabe o que fazer com ela, ou Lucho ou Moutinho.

O Benfica entrou receoso, talvez demasiado pensativo para uma partida em que tinha a obrigação de dominar as motivações do jogo. Jogava em casa, perante o seu público. Achei do mais arrogante possível, apesar da rivalidade entre os presidentes e os treinadores de ambos os clubes, a conferência de antevisão do Jorge Jesus. Quando questionado sobre se as presenças de Lucho e Janko tornavam o Porto mais forte, Jesus optou por menosprezar as ditas transferências, particularmente a de Lucho. É óbvio para qualquer apreciador deste desporto, até aquele cujo fanatismo o impede de construir uma análise minimamente lógica, que a época 2011/2012 do Porto ficará marcada por duas versões do próprio clube: pré-Lucho e pós-Lucho. O Porto que vigorou durante a primeira parte do campeonato seria vergado até pelo Benfica menos motivado da presente época.

O curioso é perceber que o melhor Porto até agora defrontou o pior Benfica até agora. O Porto proporcionou ao Manchester City um jogo complicado. No Dragão, a equipa do Porto foi dominante, demonstrou iniciativa. Melhor que demonstrar iniciativa, é saber construi-la. E o Porto fê-lo. Com Lucho já na equipa, não se esqueçam. A eliminatória foi decidida por aquilo que quantias enormes de dinheiro oferecem: jogadores de qualidade mundial. O Benfica que perdeu contra o Porto esteve irreconhecível quando comparado ao que defrontou o Manchester United em Inglaterra, por exemplo, ou até o Porto, na primeira fase do campeonato. O Benfica e o Porto são os clubes de quem regula o futebol. O inicio de campeonato de ambos foi marcado por ajudas que permitiram a Porto e Benfica garantirem pontos em jogos complicados. Contra nós, claro, acontecia o contrário, apesar de admitir que a qualidade do nosso futebol era então muito insuficiente. Mas os campeões não vencem bem todos os jogos que disputam, não é? Estrelinha de campeão, como se diz várias vezes neste desporto.

Pude ouvir pela rádio, num carro de ocupantes em silêncio quase nunca interrompido, que o Jesus culpou inequivocamente o fiscal de linha pela derrota. Jesus afirmou que o fiscal permitiu um golo ilegal do Porto propositadamente, o golo de Maicon que fez saltar o Porto para a frente do resultado. O Presidente Vieira, o tipo que os lampiões no estádio diziam ter lobotomizado o Rui Costa (até que concordo, por acaso), decidiu também culpar os árbitros, mas apontou a mira ao árbitro principal, o sócio do Benfica Pedro Proença. O Pedro Proença, importa recordar, apitou o Sporting vs Porto, e o lance mais prejudicial da partida foi, como é de esperar, a favor do Porto, quando um Elias isolado frente a Helton foi impedido de continuar por fora-de-jogo barbaramente (repito: barbaramente) mal assinalado.

Quando o Porto fez o terceiro golo, ninguém protestou. Deixemos claro este facto: ninguém, seja nas bancadas, no banco de suplentes do Benfica ou no campo, protestou com o árbitro. Preferiam antes, pelo menos alguns jogadores mais indispostos com o resultado, agacharem-se e colocarem a mão sobre a cabeça, em desespero. No entanto, isso não torna válido o erro. E foi de facto um erro. Maicon estava em fora de jogo. Estava uns 20 centímetros à frente do defesa do Benfica. Por esta mísera distância entre um e outro se percebe que a decisão está longe de ter sido propositadamente tomada contra o Benfica. Quando o Sporting protestou, fazendo-o sempre com respeito e razão, as arbitragens manhosas de que vinha a ser alvo, a arbitragem engendrou um nojento boicote contra o nosso clube. Muitos árbitros, incluindo os mais conceituados (em nome só, porque competência é coisa que as gentes do apito nunca ouviu falar), abstiveram-se de apitar os jogos do Sporting. O nosso clube, o nosso amado e nunca ajudado – nem o queremos! – clube, foi forçado a, conjuntamente com o adversário que a jornada ditava, requisitar um voluntário da função de árbitro para apitar a partida. Luis Filipe Vieira, depois de ver o seu clube incinerar 5 pontos de vantagem sobre o Porto e transformá-los em 3 de distância, abriu a sua boca pestilenta e criticou os árbitros. Esperemos para ver o que vai acontecer.

Eu sei. Nada. Até porque a imprensa de amanhã, com o Jornal A Bola a guiar o carro dos lampiões agastados, tratará de lançar sobre Pedro Proença a apreciação de que a arbitragem prejudicou severamente o Benfica, vitimizando esta corrupta instituição desportiva. Não aconteceu tal, devemos dizê-lo. Por exemplo, é incrível como Pedro Proença não expulsou o Maxi Pereira depois de este ter dado um soco, acto vísivel de todo os lados, ao Janko. Proença viu o lance, mas decidiu terminar a partida e esquecer o cartão vermelho. Djalma, ao fazer falta sobre um jogador do Benfica perto da área, não merecia o vermelho directo. Ao contrário do que o jornal Record benfiquisticamente escreve, a expulsão de Emerson não empurrou o Porto. O Porto já estava em cima do Benfica minutos antes do defesa-esquerdo ser, e bem, expulso. Naturalmente que a capacidade de contra-ataque do Benfica foi eliminada após a expulsão.

Os lampiões, 95% deles, são uma classe de adeptos muito estranha. E trata-se de um “estranho” pouco simpático, entendam. Queixam-se de tudo. Foram beneficiados em muitos jogos só nesta época. Os tripeiros, contudo, não são tão hipócritas quanto os benfiquistas. Sabem, bem lá nos escombros das suas consciências, que o sucesso do FC Porto tem fundações ilegais. Devem tudo ao Pinto da Costa. O Pinto da Costa é maior que o FC Porto. Quando sair, não sei com total certeza o que vai acontecer, mas sei que nada será como antes, e o sucesso contemporâneo será transformado em matéria de museu…que não existe. As gentes do FC Porto abandonarão o clube de forma célere.

Pronto, é esta a visão de um Sportinguista que marcou a presença num jogo de futebol interessante, no entanto algo oco em sentimentalismo. Como faz falta a este campeonato um Sporting à Sporting, capacitado para colocar as escumalhas azul e vermelha a lutarem pelo segundo lugar. Queria o resultado mais benéfico para o Sporting, o empate. Pena que não aconteceu.

Adenda: o Rui Costa afinal não desapareceu nem foi lobotomizado, mas está com uma fome que alguns podem vir a considerar sobre-humana:

Força Sporting, que hordas de tripeiros e, juntos numa mistela repugnante, lampiões não valem um décimo de um Sportinguista!

29 de novembro de 2011

Obrigatório divulgar…

…o comunicado redigido pela Associação de Adeptos do Sporting, sempre disposta e competente a defender, como é a sua função, os interesses do Sporting e da sua massa associativa.

Aqui.

Aproveito para salientar o ponto do comunicado que confirma que para os lados vermelhos, lados portanto bafientos, a hipocrisia e a má memória são características-chave. Refiro-me ao ponto 1., momento negro da história do futebol português, particularmente do nosso clube, que viu perecer um dos nossos, cobardemente atacado por um criminoso que durante anos fugiu à justiça.

Eu saúdo vivamente, não tenho problemas em o admitir, os problemas que apoquentam uma relação institucional que, por força de objectivos similares entre ambos e por diferenças óbvias entre o comportamento de uma e de outra instituição, porque o Sporting nunca pediu favores a terceiros para tornar um qualquer jogo mais fácil de vencer e porque o Benfica, bando desavergonhado, parece fazê-lo de semana em semana, nunca deveria ser mais do que meramente formal, como aquele bom-dia entre pessoas que se cruzam num elevador de um prédio com 100 andares. Não queremos amizades com quem nos quer ver mal e com quem trabalha para nos ver em mal estado.

Eles não são rapazes, esse é um termo abstracto para definir aquela gente, são animais selvagens, devem portanto ser recebidos e tratados como tal. A tentativa da nossa parte de melhorar o estádio que visitámos no último Sábado será ainda mencionada em várias ocasiões, quererão, esses que muito escrevem sob pretexto incrível de se considerarem jornalistas, fazer de nós maus e arruaceiros, nós que somos e para sempre seremos o modelo mais leal de adepto, mas tal não nos apoquentará, bem pelo contrário, porque à porta estão outros jogos que agora são mais vitais que nunca. Vamos cumprir o nosso dever, ao mesmo tempo um prazer: estar lá a gritar o nome do Sporting Clube de Portugal.

Esperam-se mais informações sobre os assuntos menos nítidos do último clássico de Portugal, mas esperamos igualmente uma campanha difamatória contra o nosso clube, campanha que deve já estar a ser orquestrada numa das muitas secretárias de profissionais que se ousam considerar jornalistas, mas, verdade seja dita, que são apenas bonifrates de um clube que caminha de mão dada com a corrupção, não fosse o actual presidente deles uma figura já muito ouvida numa escuta telefónica.

Em relação aos truques que se preparam para tentar atingir o nosso clube, não me demonstro surpreendido, muito pelo contrário. O Sporting versão 2011/2012 assusta muita gente, pessoal que antes julgava que o Sporting continuaria, indo contra a sua história inigualável, como um clube apenas grande no museu e incapaz de em campo oferecer luta aos que são considerados os mais fortes candidatos a vencer o campeonato nacional.

Um dos lemas mais vezes mencionados, com o qual eu concordo e faço menção recorrentemente, coloca-nos na rota do título, da Taça de Portugal, da Taça da Liga e, com um bocadito de sorte, sempre necessária quando um troféu importante está em jogo, talvez consigamos ir muito longe na Liga Europa, como alcançar as meias-finais, isto sabendo que da Liga dos Campeões aterrarão clubes com possibilidades financeiras muito superiores às do Sporting. Eu acredito que é possível adicionar ao nosso já muito repleto museu mais troféus. Acredito no Domingos Paciência. Acredito no nosso plantel. Acredito nos adeptos do Sporting.

Acredito, principalmente, no trabalho que está a ser desenvolvido diariamente na Academia, nos métodos utilizados e, também muito agradável, no esforço nele imputado. Daí que, por exemplo, após a última partida do campeonato, no qual a vitória não nos sorriu, os mais de 4000 adeptos leoninos tenham, sem excepção ou mínima manifestação de descontentamento, aplaudindo de pé a equipa, esta respondendo também com aplausos.

O Sporting, diz o lema, está de volta. Pois está, e assusta muita gente!

27 de novembro de 2011

Vai uma aposta virtual, portanto sem nada material em jogo?

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A figura que aqui refiro celebrizou-se após um jogo no qual a sua equipa, o Paços de Ferreira, saiu derrotada. Nesse jogo, que a equipa treinada por ele estava a ganhar por 2-0 sem que nada de identificável fosse suficiente para perceber porque estava assim o resultado, e como o adversário dessa jornada era o Sporting Clube de Portugal, por si só imediatamente tido como favorito, o resultado sofreu uma reviravolta daquelas que perduram na memória de quem beneficiou dela, os Sportinguistas.

Depois do jogo, numa deslocação que sempre foi de tradição complicada para o Sporting, o treinador derrotado, obviamente muito aborrecido com uma desfeita que o Sporting operou em poucos minutos, não deu, em boa maneira dos habituais rostos que ocupam aquele lugar naquele clube, qualquer mérito ao adversário, e ele tivera-o, mas antes optou por culpar o homem que em campo utiliza um apito como ferramenta de trabalho. Culpou o árbitro pela derrota.

O modo como o Sporting virou o resultado, de um 2-0 para um esclarecedor 3-2, serviu de catapulta de esforços e de confianças para o campeonato que decorreu a partir desse mesmo jogo, no qual o Sporting era já considerado como um clube incapaz de ombrear com os outros dois comuns candidatos ao título, e que até àquela jornada foram beneficiados em três ou quatro jogos, também esse um aspecto comum, e é portanto percebível o porquê de o treinador do Paços de Ferreira ter ficado como ficou, rapidamente pronto a, isto após colocar na tola aquele tão muito conhecido chapéu para efeitos publicitários, procurar um culpado para a derrota que não a equipa que treina.

Já perto do entrevistador, de rosto saturado e de testa humedecida pelo suor que habitualmente acompanha as figuras que sofrem com o desenrolar dos jogos de futebol, o treinador pouca margem de manobra concedeu ao entrevistador e começou imediatamente a congeminar teorias para a derrota. Não congeminou várias, congeminou uma: que a sua equipa perdeu o jogo porque “outros” – na verdade, foram somente os jogadores do Sporting, sem ajudas exteriores aos mesmos, que trabalharam para transformar uma quase garantida derrota numa espectacular vitória – queriam que o Sporting continuasse na luta pelo título. Assim, sem mais nem menos.

Foi despedido. Sim, essa figura de tiques criativos foi despedida, após a sua equipa, há já muitas jornadas fustigada por “outros” (a possibilidade de ele não perceber patavina da profissão que exerce nunca foi chamada a qualquer artigo de opinião…), não conseguir conquistar os necessários pontos ao objectivo que o clube assumiu, a permanência.

Vai uma aposta que este aprendiz de treinador, mas garantidamente um hábil sujeito a formular culpados surreais, vai, numa daquelas entrevistas que ocupam num jornal um espaço pouco maior que um guardanapo dobrado em três (estive para colocar “dobrado em dois”, mas não me parece que o assunto mereça tão dimensional destaque), dar o jogo frente ao Sporting, referindo os tais “outros”, como ponto fulcral do motivo pelo qual ele não teve sucesso no Paços de Ferreira?

Caro Luís Miguel, penso ser esse o teu nome (Péssimo Treinador também serve), podes sempre, numa qualquer conversa das que surgirão quando estiveres a beber café ou cerveja no estabelecimento local, aquele nos quais os donos nunca mais te viram após pensares que serias elevado a uma espécie de Mourinho dos clubes pequenos, mencionar que o teu ponto alto enquanto treinador foi defrontar o Sporting Clube de Portugal. Conseguiste, estando no banco e a comandar a equipa, treinar um conjunto de que pensou ir derrotar o Grande Sporting.

Perdeste o jogo, é verdade, e por momentos desse mesmo jogo sentiste que irias conquistar os três pontos, que caminharias para o flash-interview confiante e superiormente identificado, mas é natural que o contrário tenha ocorrido: saíste desse jogo sem nada no bolso senão o escape fácil de culpar outros por uma derrota inteiramente justificada. Utilizaste o método preferido do tipo que mais vezes foi positivamente referido nesse mesmo cargo, que agora treina um clube sediado na capital de Portugal, também ele perito em ter sempre uma análise para jogos contra o Sporting e uma outra análise para jogos contra o clube do seu coração, o Porto. Tenho quase a certeza que ambos, não fosses tu parente do actual treinador do Porto, partilham dos mesmos gostos clubísticos.

Este artigo de opinião não tem apenas o objectivo de recordar um homem como aquele que figura aqui e a sua ridícula de desculpabilização, mas para referir, talvez bem mais importante que o falso treinador aqui visado, que os próximos dias serão prolíficos em artigos de opinião que diabolizarão os adeptos do Sporting. O clube, subjacente alvo de tudo, será também várias vezes abordado negativamente.

A nossa resposta só pode ser uma: prontidão para a guerra que se maquina neste preciso momento contra o Sporting. A verdade e a honestidade da luta, desde sempre, estão do nosso lado. Eu batalho, fazendo-o com o mais puro dos prazeres, como que um dever inerente ao meu clube, pelo Sporting através de dois meios: o físico, marcando presença nos jogos, e o virtual, escrevendo as minhas opiniões que fazem ver o Sporting por aquilo que o clube é: a mais galardoada instituição desportiva deste país.

Sempre foi um fã de música tecno, adoro dançar os seus rápidos ritmos, e utilizarei esse estilo de música para homenagear os Anti-Sportinguistas, abundantes serão nos próximos tempos: Dj Assault (é para ser entendido metaforicamente, atenção!). É só clicar no nome.

Sporting Clube de Portugal…Sempre! Orgulhosamente Sportinguista!

O adepto leonino não é como os outros: não tem, porque o invejam e o odeiam, direitos

Antes de pensar escrever sobre o jogo e sobre o que aconteceu dentro do recinto, prefiro debruçar-me, embora brevemente, sobre tudo o que precede a partida em si, ou seja, o momento em que os adeptos do Sporting, mais de 3500, esperam para poder entrar no recinto desportivo do rival e ver a equipa do Sporting.

Não é preciso escrever muito sobre a forma como se desenrola a entrada de adeptos leoninos naquele estádio, preferindo eu resumir tudo da seguinte forma: deve violar uns quantos artigos dos Direitos Universais do Homem.

O irritante é que o contrário nunca acontece. Quando adeptos do Porto se deslocam a Alvalade, a polícia impede os adeptos da casa de se deslocarem livremente ao longo do estádio, e abrindo caminho para os visitantes, na maior das simpatias que em contrário nunca acontecem, entrarem e poderem ver a partida desde o minuto inicial. Em situação oposta, nada semelhante acontece. Nas idas à Luz, milhares e milhares de Sportinguistas ficam confinados, desumanamente, a espaços reduzidíssimos, uns em cima dos outros, às vezes obrigados a encolher a barriga e a colocar os braços no ar, quase 1 hora em tão ofensiva postura, e por vezes a solução, apenas para ganhar tempo, é chamar uns quantos nomes aos cães de capacete azul e de colete amarelo que regulam todo o processo, isto tudo enquanto poucas dezenas de lampiões de merda andam a passear no local por onde os Sportinguistas acedem ao estádio.

Basta desta pouca vergonha que nem em países do terceiro mundo ocorre! Metam a jaula, a caixa, seja lá o que chamam àquilo, no cu, que mais não faz do que antagonizar os adeptos visitantes.

Quando o Benfica se deslocar a Alvalade para disputar – e perder – a eliminatória de então da Taça de Portugal, tratemos os lampiões como eles nos tratam a nós. Só entram em Alvalade depois de todos os Sportinguistas estarem dentro da sua casa, o Estádio de Alvalade.

Estes homens de capacete azul e de bastão na mão são uma vergonha para a profissão, nem homens em si são, pois não se coíbem de bater em mulheres de alguma idade, como aconteceu aconteceu à saída do estádio, agridem adeptos de costas voltadas, empurrados pelos que atrás se encontram animalmente comprimidos.

Mas algo de positivo ontem aconteceu em tudo o diz respeito a como se procedem as entradas naquele estádio: os directores do Sporting, que rejeitaram o convite da direcção do rival para se sentarem no camarote, puderam apreciar a pouca vergonha que define a vida de um adepto do Sporting que paga vários euros para ir apoiar o seu clube – ontem, só se fez ouvir uma classe de adeptos, a nossa, e reduzimos os lampiões aos seu verdadeiro estatuto: súbditos, por genética, do poder leonino – e que acaba agredido, tratado como um animal, desprovido de direitos que lhe são conferidos pelos regulamentos da Liga.

É justo um blogue leonino ajudar, por força das palavras, a criar um ambiente de violência, de medo? Não é, mas ainda se não possuir razões que o ajudem a legitimar, mas eu espero, porque a nós nos é justo pedi-lo, que os Sportinguistas saibam, quando o clube vermelho vier jogar connosco a Alvalade, aterrorizar tudo o que não seja do Sporting, pois é a única resposta possível a tão injusto e cruel tratamento. É em cima deles, rapinar tudo o que não for verde, esperar pelo bando vermelho e atirar-lhe pedras, garrafas, tochas e petardos em cima.

Um dirigente daquele clube de labregos e de bêbados, após o jogo de ontem e chamado a dar opinião sobre a caixa de segurança, disse o que disse, outra pouca vergonha em palavras cuja exactidão, por este blogue ser Sportinguistas, não pode nunca ser aqui transcrita.

Sportinguistas, em cima deles!

14 de novembro de 2011

Esta política de bilheteira tem contornos de máfia italiana

Só após 4 telefonemas e 10 sms é que consegui contactar quem me conseguisse arranjar um bilhete para o derby de Portugal – mesmo assim, estou curto em um ingresso, e se não arranjar esse não irei marcar presença no jogo, porque me parece infeliz prometer a um outro amigo uma ida àquele estádio e não o cumprir -, a realizar no dia 26 de Novembro, naquele estádio feio e, após vários anos desde a sua inauguração, ainda incompleto, cujos ares fedorentos são apenas ligeiramente atenuados quando o Sportinguista lá se desloca. Todos os meus outros contactos, a quem agradeci a pronta resposta, tinham já despachado os bilhetes que tinham em sua posse para os interessados, felizmente muitos. Como saberão, estudo em Inglaterra, na cidade de Londres, pelo que vir a Portugal especificamente para comprar um bilhete é virtualmente impossível.

Vagueando pela internet a procurar as reacções dos muitos Sportinguistas ao facto de os mais de 3400 bilhetes para esse jogo contra o Benfica terem já esgotado, em supersónicas 3 horas, situação que tinha já sido prevista pelo mais comum dos adeptos leoninos, dou conta da insatisfação de grande parte de Sportinguistas que, em situação idêntica à minha, privados de maior contacto com o clube por culpa da imensa distância que os separa da cidade onde está sediado o maior de Portugal, o Sporting, Lisboa, não conseguiram comprar o tão desejado ingresso para o jogo.

A rápida comercialização dos bilhetes, apenas por si, agrada-me bastante: é bom ver que o Sportinguista está interessado em apoiar o seu clube num jogo que o oporá a uma parte do bastião da corrupção desportiva portuguesa, o asqueroso Benfica, cuja maior figura, que ao mesmo tempo desempenha funções supra-clube na equipa de todos os portugueses, a Selecção Nacional, continua a ofender o clube que mais contribui para o engrandecimento qualitativo de todas as camadas jovens do futebol que veste a camisola Portugal. A esse tipo, um badameco que tem como retrete a boca, o Sportinguista não deve atribuir demasiada atenção, porque atenção precisa ele todos os dias, não vá o clube dele conceder-lhe o mesmo destino que um outro que terminou a sua vida, após anos e anos a servir gloriosamente o seu clube, na cama, abandonado, a contar os dias até o último respirar.

Novamente sobre os bilhetes, pude ler que os ingressos destinados a “detentores de GB e acompanhantes”, como está escrito na notícia de um jornal desportivo português, esgotaram em poucas horas, 3 e alguns minutinhos. O meu problema é o seguinte: “acompanhantes”. Posso supor que o “acompanhante” não é nem sócio do Sporting, nem detentor de Gamebox, mas apenas um adepto, um simpatizante, ou então um tipo que coloca o seu anti-benfiquismo bem à frente do seu Sportinguismo? Sim, posso? Então, aqui reside a minha indignação relativamente a esta política defeituosa praticada pelo Sporting, que na pessoa do seu presidente pretende, e muito bem, engrandecer de forma significativa o número de sócios do Sporting Clube de Portugal. Bem, é simples concluir que não é negligenciado a prioridade que se lhes deve que o número de associados vai crescer, isso posso eu garantir. Num Sporting virado para o associativismo, o sócio deve ser elevado a estatuto principesco, ficando o rei e a rainha para as glórias que ajudaram a tornar o Sporting no clube de dimensão inigualável que é hoje.

Um outro assunto da mesma esfera que este merece também algumas palavras da minha parte. A claque Directivo, informa no site da mesma, disponibiliza os bilhetes para o jogo em questão mediante dois critérios: associado da claque e não-associado. O associado da claque pagará 25 euros, enquanto que o não-associado pagará 35 euros. Estes dois valores provocam-me algumas comichões opinativas. A diferença entre um critério e outro é de 10 euros, um aumento de 40%. Portanto, a claque, servindo-se do sentimento de amor ao clube que alguns sentem, capitaliza 40%, numa conjuntura que se verá agravada por causa do aumento do IVA no próximo ano, sobre esse mesmo sentimento. Mas outras situações menos nítidas merecem reflexão: se o objectivo é diferenciar um estatuto do outro, então por que não pedir ao Sporting que absorva antes parte do custo original, em vez de a claque o encaminhar, com uns escandalosos 40% de aumento, para o adepto? Mas eu não termino aqui: este comportamento nada Sportinguista da claque Directivo, que eu creio ir ser idêntico ao das outras duas claques do nosso clube, expõe a deficiência que é a política original, a que permite que um acompanhante compre um bilhete. Não só o detentor da GB Sócio não consegue comprar bilhete, como se vê ultrapassado por um adepto que não faz pelo clube o que o associado faz, nomeadamente pagar quotas e comprar bilhetes de época anuais. Eu sou ferrenho adepto da economia de mercado, e nesta situação existe uma relação entre a oferta e a procura, com clara insuficiência na parte da oferta, mas uma diferença básica deve ser exposta: o Sporting Clube de Portugal não é um electrodoméstico, não é um bem que suprime uma necessidade que surgiu entretanto, no momento, não durável no tempo; é um sentimento e vive das emoções, bastantes, que desperta no movimento de milhões que o apoia semanalmente, no movimento que diariamente o pretende ver vencer e ser respeitado.

Sócios do Sporting sempre em primeiro lugar. Não é a negligenciar o associado, ainda por cima trocando os seus direitos, inteiramente merecidos e com custos associados, por interesses de grupos, ainda por cima estes lucrando, que o Sporting irá aumentar o número de associados para um número mais condizente com a dimensão do clube. O Sporting informou no seu site que requisitou ao clube visitado mais bilhetes, embora não tendo ainda recebido qualquer resposta. Ao contrário da maioria, eu creio que o clube visitado vai aceder ao pedido de mais bilhetes, mas não ao número que o Sporting pediu, cerca de 5000, mas antes 500, talvez um pouco mais. Quando esses bilhetes chegarem a Alvalade e forem postos à venda, que sejam atribuídos a sócios do Sporting, sem amigos ou “acompanhantes”, mas através da apresentação do cartão de associado.

ps – os números da vitória da nossa equipa de andebol sobre o Benfica foram anormais, pois foram. A diferença justa seria sempre acima dos dois dígitos. Ganhando como ganhámos apenas por 9 golos, fiquei um bocadito chateado. Senti-me como aquele mano que pensa que vai comer lagosta e acaba por comer douradinhos.

ps2 – a cuspidela de vinho mascarada de diálogo do Eusébio relativamente ao Alan dever ficar ofendido se lhe chamassem branco deveria provocar em mim, que sou caucasiano, pelo menos de Outubro a Junho, indignação, ou a mesma está circunscrita a quando o emissor é branco e o receptor é preto?

11 de outubro de 2011

O gajo que vai ocupar o cargo de Presidente da FPF e o Sporting [1]

Para mais tarde uma reflexão mais profunda, certamente mais completa, mas o apoio manifestado pelo Sporting a Fernando Gomes é de dual conclusão: bom por um lado, dado que o Sporting não pode dar-se ao luxo de não ter um candidato, e reconheço a debilidade de um apoio oficial a um candidato como Fernando Gomes (este já apaparicado por Benfica e Porto, instituições corruptas e controladoras dos bastidores desportivos portugueses), elemento outrora activo numa SAD que tresanda a corrupção, mau por outro, porque demonstra que a SAD do clube não preparou antecipadamente o seu candidato, o que implicaria, entre outros, cortejar os restantes clubes de modo a garantir apoios substanciais ao nome escolhido.

A FPF, futuramente com Fernando Gomes no lugar de máxima capacidade decisória, sai renovada nalguns aspectos (o homem procurará demonstrar ser um reformador), mas permanecerá velha em outros, talvez estes os mais importantes para o Sporting, os que têm que ver com a corrupção no futebol, procurando meios para expurgar do futebol toda a corrupção que neste momento, e de há muito, o invade e define. Fernando Gomes, fruto do seu passado, não é o nome ideal para tão honrosa missão. Bem pelo contrário, fez parte na perpetuação da lama. Foi um dos homens-chave no jogo de interesses que auxiliou azuis a “planearem” jogos ora dos próprios, ora do rival, o sempre odiado e roubado Sporting Clube de Portugal, instituição odiada, invejada e vilipendiada por muitos. Pelos inferiores, isto é.

Menção positiva para a vitória da equipa de futsal em terras açorianas, frente ao clube da região, num pavilhão lotado de Sportinguistas, mais uma vez atribuindo ao nosso grandioso clube a dimensão verdadeiramente nacional, um símbolo de Portugal, que o define, e não uma de ténue, artificial representatividade, com um gajo ali e outro gajo acolá, mas em números deveras surpreendentes: maioritários, orgulhosamente ostentando o verde-e-branco, a cor do encanto, como diz uma das nossas muitas belas músicas. Outra menção positiva, esta para a equipa de andebol, que derrotou o clube da corrupção, o de azul.

3 de outubro de 2011

Sobre ontem….

Com a Paixão habitual, aquele toquezinho romântico de decisões estranhas às regras básicas do futebol, o árbitro, esse tão fulcral personagem em jogos do Sporting Clube de Portugal, tentou, e muito cedo na partida, capitular o clube ao expulsar o melhor médio defensivo do campeonato português, inequívoco facto baseado na qualidade do jogador, o incansável Fito Rinaudo, que cedo os Sportinguistas afirmaram ir ser vítima garantida do homem do apito, o monstro que junto ao peito tem as insígnias da FIFA, uma organização cuja seriedade não é a característica mais presente, bem pelo contrário. O rudimentar aspecto, mental e físico, de quem gere a FPF, homens velhos com interesses e donos velhos, tem paralelo na FIFA, que assim se compreende estar no peito de árbitros como o de ontem – o lote de “internacionais” compreende outros como o Olegário, esse também uma espécie muito peculiar de árbitro português.

A equipa recebeu de peito aberto o acto vingativo do corrupto Bruno Paixão, de cognome O Merdas, ou então o Baby Face Bitch, que há anos contamina o futebol português com a sua gritante falta de qualidade, e conseguiu levar de vencida o Vitória de Guimarães, clube de complicada deslocação a clubes que almejam conquistar o título. A dificuldade por nós encontrada, ontem, não se ficou pelo vértice meramente desportivo, ou melhor, por motivos relacionados com a qualidade do adversário (que, permitam-me, é deveras banal e tem toda a sua qualidade, pouca, sustentada na capacidade de passe de um jogador que outrora foi impedido de jogar por “aditivos” ilegais) mas, habitual, pela constante tentativa de sabotagem do jogo e do objectivo, vencer a partida, sendo o sabotador sempre o mesmo rosto, o árbitro.

Este campeonato, como outros antes, tem sido um hino ao futebol português. Sim, um hino ao futebol português. Porquê? Simples de explicar. Como podemos definir os campeonatos portugueses? Decisões absurdas, cuja justificação racional pode, apenas, ser explicada por pedidos feitos anteriormente aos jogos em questão. Mérito em campo é algo que há muito, desde a já muito distante época 2001/2002 (naturalmente, o nosso sagrou-se campeão nacional nessa bonita, feliz época), rareia neste país. Não só em futebol, como em toda outra competição que inclua ora o clube de vermelho, ora o clube de azul. Comum costuma ser o prejudicado, o grande Sporting Clube de Portugal, cujo sucesso recente, em campo e nas bancadas, tem provocado demasiadas idas à casa de banho a quem se diz apoiante de vermelho ou azul…ou preto.

Já em terras de Sua Majestade, chegado há poucas horas, marquei, ontem, fazendo apenas o meu dever, presença em Guimarães. Poucas palavras, pressionando poucas vezes as teclas deste meu teclado, para descrever a presença leonina em Guimarães: avassaladora. Única. Milhares de adeptos do Sporting presentes.

Dentro de duas semanas, o Sporting regressará ao nível que o define desde que nasceu, em 1906: dominador, naturalmente ganhador. Portanto, duas semanas de tranquilidade emocional (e intestinal) para vermelhos, azuis e pretos. Não há que negar que o campeonato presente oferece adversários interessantes, como o Braga ou o Marítimo, mas o principal veste de preto, tem um apito como ferramenta principal de trabalho, é conhecido adulador de ofertas extra-trabalho, como prostituas, chocolates e móveis, e está motivado em afastar-nos dos vários locais de festa, que esperamos encher em Maio.

Restam ainda, nas mentes de quem vê futebol em Portugal, dúvidas de quem é diferente, para melhor? Depois de anos de péssima prestação desportiva, financeira e institucional, com muitos divagando sobre o hipotético – um mero desejo, nada mais – fim do Sporting, o Sporting, e por consequência o adepto Sportinguista, renasce, cria ambientes únicos em Portugal – qual inferno vermelho, qual bordel azul –, dá uma ajuda à equipa que apoia e, assim, comanda o respeito e receio de todos. Mais: numa cidade que muitos afirmam ser dominada pelo Guimarães, com todos os outros clubes cingidos a raros sobreviventes, o Sporting Clube de Portugal reuniu, numa iniciativa de soberba importância, 400 jovens, no Tour do Leão. E é assim o Sporting: clube de milhões de pessoas. O Sportinguista, não só em Portugal como em todos os locais preenchidos por portugueses, é como a famosa pedra da calçada: está em todo o lado e em números de respeito. E é também resistente!

Em relação a outros desportos praticados pelo mais galardoado clube português, a equipa de andebol do Sporting venceu o Madeira SAD, uma vitória importante, assim como a equipa de futsal, que na semana passada não conseguiu, indo contra o que seria normal e expectável, vencer o bi-derrotado, venceu a renovada equipa do Belenenses, no campo do adversário. E é assim este clube: vitorioso.

Força Sporting Clube de Portugal. E o Sporting é nosso grande amor.

ps – interessante, muito, a imagem que o blogue O Cacifo do Paulinho publica, assim como a interpretação que daí tem origem. Lindo! Certamente, como bem escreve o autor da dita crónica, que a vitória tem um sabor…mais apaixonante.

10 de setembro de 2011

Carregar no botão reset: virar o resultado num campo tradicionalmente muito complicado…

… e com a partida inicialmente adulterada pelo árbitro, normal atitude daquela gente.

Enalteço o seguinte: finalização soberba de Ricky Van Wolfswinkel.

A objectivo de curiosidade, o mais famoso dos homens que treinou o Paços de Ferreira, José Mota, parece ter agora um substituto à altura, lexicalmente: discurso nojento no flash-interview, o do actual treinador do Paços de Ferreira. Aguardo pela postura discursiva do homem quando defrontar o Porto. Para ti, que começas a primeira divisão de maneira negativa, aconselho-te apenas a requeres um boné de tamanho apropriado, pois o que hoje utilizaste era para crianças.

A expulsão é justíssima, diga-se, e, além do livre indirecto inventado pelo árbitro, que aos 4 minutos de jogo fuzilou a estratégia de jogo do Sporting, ficou também por demonstrar um cartão vermelho a um jogador do Paços de Ferreira por lance violento sobre Fito Rinaudo. Ficou a faltar um danoninho para a tíbia de Rinaudo sentir o ar nocturno. Lance tão óbvio na natureza da sua violência, importa recordar, que até os comentadores da TVI, uma dupla composta por um lampião e um tripeiros, gente de imparcialidade duvidosa, concordaram na sua análise: cartão “laranja”.

A equipa que concluiu esta partida tem qualidade suficiente para disputar o primeiro lugar do campeonato nacional e propiciar aos adeptos uma caminhada de sonho na Liga Europa, talvez tendo como meta as meias-finais. Continuamos instáveis defensivamente e o meio-campo parece, principalmente no inicio de qualquer jogo, incapaz de fazer a bola circular, embora na segunda parte a situação se tenha alterado de forma significativa: troca de bola mais rápida, movimentações inteligentes, aberturas de jogo, etc.

Sim, concordo, seria mais fácil vencer a partida se o árbitro nos oferecesse duas grandes penalidades, mas não costumamos ser dignos de tamanha oferta. Ainda bem!

O mais importante a identificar após esta emotiva partida de futebol vencida pela mais vitoriosa instituição desportiva (facto), creio, é a alegria sentida pelos adeptos Sportinguistas, muitos, principalmente das claques, presentes naquela tentativa de estádio de futebol.

No final da época, que possamos recordar este jogo, em que o Sporting virou meritoriamente o resultado, como o momento em que tudo mudou…para melhor!

3 de julho de 2011

Notícia grave!

A ser verdade o que o Correio da Manhã noticia hoje, o facto de o Futebol Clube do Porto ter informadores no Sporting, tendo este já sido expurgado pela administração de Godinho Lopes, a SAD deveria actuar de maneira diferente – afastar meramente é uma decisão interessante mas limitada em termos de consequências e, para mim definitivamente supremo, de mensagem. A Sporting, SAD. deve expor publicamente o sujeito que informava outro clube, ainda por cima outra empresa cotada em bolsa, além de dar seguimento a procedimentos legais convenientes: género de insider trading ou, mais comum, espionagem industrial. A CMVM certamente perceberá o que aqui refiro.

Além destes processos comuns e previstos na lei, também as instituições do futebol poderão ter alguma forma de castigo disponível.

De forma simples: um funcionário de uma empresa cotada em bolsa informava outra empresa cotada em bolsa dos movimentos da primeira. Isto é grave. É crime.

O modos operandi do Porto, e embora o Benfica seja referido nesta notícia como vítima, um estatuto que raramente lhes é imputado, pelo menos no que diz respeito à verdade, porque também Vieira já foi escutado a opinar muito eloquentemente sobre determinados rostos da arbitragem, à boa moda de self-service, é este: saber o que se passa no interior dos adversários. É uma estratégia interessante e que funciona: conhecer a concorrência permite delinear e estabelecer a estratégia mais conveniente.

Rumores sempre existiram sobre aspectos ligados a informadores, não só para clubes como também para a imprensa, sendo que estes últimos proliferam no Sporting há demasiado tempo, um sinal a dar é de nuclear importância: no Sporting não existem bufos, e será sempre o Sporting a divulgar o que lhe apetecer, quando apetecer, como apetecer.

Retirado dos regulamentos disponibilizados no site da Comissão do Mercado dos Valores Imobiliários:

TÍTULO VIII

Crimes e ilícitos de mera ordenação social

CAPÍTULO I

Crimes

SECÇÃO I

Crimes contra o mercado

Artigo 378.º[1]

Abuso de informação

[…]

3 - Entende-se por informação privilegiada toda a informação não tornada pública que, sendo precisa e dizendo respeito, directa ou indirectamente, a qualquer emitente ou a valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros, seria idónea, se lhe fosse dada publicidade, para influenciar de maneira sensível o seu preço no mercado.

5 de maio de 2011

7 aspectos de uma política desportiva ruinosa

1) Varela;

2) João Moutinho;

3) Miguel Garcia;

4) Hugo Viana;

5) Emídio Rafael;

6) Beto;

7) Custódio;

Jogadores que representam os clubes que estarão presentes na final, em Dublin, da edição deste ano da Liga Europa. A ordem é aleatória. Verdadeiramente analisando, a final de Dublin terá representadas duas cidades, nada mais, Porto e Braga. A final não é de Portugal, é de dois clubes de Portugal. Um final portuguesa seria Sporting CP, claro, contra os vermelhos. Não congratulo o Braga por se ter apurado para a final. É mesquinho não o fazer, dir-me-ão? Não, é até uma dos benefícios de possuir dupla-nacionalidade. Hoje fiz questão de activar a parte britânica. E ao Porto, indagarão alguns? Foda-se. A pergunta que se coloca, sabendo a composição clubística da final e a localização da mesma, é: conseguirão as massas associativas dos clubes em questão encher o estádio? Não me parece, aqui admito. Os irlandeses agradecem, pois poderão eles mesmos comprar muitos dos bilhetes que restarão e marcar presença no jogo.

Esperemos que a próxima época, que conta já com uma contratação, a do jovem-potencial Carrillo, augure sucesso desportivo, principalmente, e institucional, uma consequência natural do primeiro aspecto mencionado.

Não porque estejamos, que estamos, fartos de não ganhar, mas porque o Sporting Clube de Portugal o merece. A história e o significado deste clube não mais podem continuar sem a conquista da competição máxima do futebol português.

Quando esse dia radioso chegar, a nossa festa será de natureza nacional, chegando a todos os cantos de Portugal, e internacional, nos vários países com presença portuguesa. A festa verde-e-branca, única, bela e de proporções surpreendentes, jamais se cingirá a uma varanda ou a um ajuntamento inocente e cabal de um grupo de amigos que há muito abandonou uma determinada cidade. A festa verde-e-branca assolará todas as cidades de Portugal, todas as localidades, todas as ruelas. Não temos “Portugal” no nome por capricho, mas porque não o ter seria injusto, irreal. Somos, de facto, um clube de Portugal, dos portugueses.

Somos grandes não porque o dizemos, mas porque a nossa história nos permite sê-lo. Grandes desde o primeiro dia de existência, para sempre, não obstante os inúmeros obstáculos a nós colocados, internos e externos, o continuaremos a ser.

O Sportinguista não é um qualquer adepto, um qualquer sujeito ou sujeita que ergue um cachecol verde-e-branco sem razão para tal, ou apenas porque alguém o disse ou pediu. O Sportinguista é especial, apoia um clube de características únicas. Todos os Sportinguistas se devem comportar à altura dos pergaminhos do clube.

Esta meia-final, que hoje foi concluída com a eliminação justíssima de um clube que há meses vem sendo empurrado e motivado pelos meios noticiosos, não nos oferece qualquer oportunidade de felicidade, pelo contrário, expõe antes as debilidades do nosso adorado clube. Não queremos passar a ideia de que somos uma massa associativa que se degusta unicamente dos insucessos de terceiros, mesmo que rivais históricos, porque isso confere, mesmo que injustamente devido a um ou outro que não compreende o significado da alma Sportinguista, um estatuto de inequívoca banalidade.

Regressando aos jogos que hoje se disputaram, aproveito para transcrever para o blog uma opinião de um colega meu, italiano e fã do AC Milan, que na altura dos jogos estudava comigo:

“Bragi [sic] against Porto? That must be one of the weakest finals of the UEFA Cup!”

O que posso dizer? Nada, a não ser concordar com o meu querido amigo e colega Francesco.

1 de maio de 2011

Pinto da Costa sabe muito bem utilizar o capital humano “disperso” por outros lados de Portugal…

…como António Salvador, sócio do Porto e, de acordo com ilustres associados do clube da fruta, frequente presença nas festas do clube em questão.

Braga, o clube que nem através de borlas e portas abertas consegue encher o estádio.

Salvador, presidente de um clube que é um resíduo insignificante quando comparado, já por si um exercício fútil e idiótico, ao Sporting Clube de Portugal, encontra-se numa missão comunicacional que visa desculpabilizá-lo da futura perda do seu treinador, Domingos, para o Sporting.

Uma espécie de David contra Golias versão desportiva. Nesta história, contudo, David não derrota Golias. É trucidado. Espezinhado.

Normal, no fundo.

23 de abril de 2011

Futebol Nacional–Taça da Liga

Esta é a terceira final do Benfica, consecutiva, e todas elas ganhas por eles. Importa referir, contudo, que o caminho deste clube na competição aqui mencionada é particularmente especial, talvez até única e característica ao comportamento do dito clube.

Ora bem, a primeira final que o clube alcança, e que acabou por vencer, espelha muito bem o clube em questão, o futebol português e a forma como se conquistam títulos e campeonatos nacionais. Num jogo dominado inteiramente pelo Sporting Clube de Portugal, o árbitro da partida, qual benfiquista ressabiado pelo estado da partida de então, decide envolver-se no jogo, mas não se limitando às funções para que estava incumbido, mas decidindo, à boa maneira do futebol português, acumular funções: árbitro e, dando azo ao poder que o pequeno instrumento de sopro lhe confere, que parece assumir em Portugal proporções cataclísmicas e divinais, jogador, embora desempenhe a última de forma disfarçada porque os regulamentos só permitem 11 jogadores de uma determinada equipa contra 11 jogadores da equipa adversária.