Godinho Lopes é um avião sem sistema de navegação. Com um rosto de medo e rápido a caminhar até à saída, afirmou, acabado de chegar ao aeroporto de Lisboa, que nada iria acontecer ao treinador. No dia a seguir, já protegido pelo afastamento físico de quem o contestava no aeroporto, menosprezou a justa contestação e, tal e qual JEB nos últimos tempos da sua miserável e empobrecedora administração, optou por ofender os “30 adeptos”. Mais um dia passado após a contestação, despede o homem que antes tinha garantido permanecer no lugar, supostamente imune ao mau momento. É isto a Linha Roquete: loucura decisorial e desrespeito pelo Sporting e pelos seus adeptos.
"O Sportinguista, em mais de 100 anos de dita escolha, jamais ousou queimar ou detrair o símbolo e a cor que o identificam. Outros, os tais que clamam superioridade moral e identitária, fizeram-no.", dito por pai de Daniel.
Mostrando postagens com marcador Administração. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Administração. Mostrar todas as postagens

1 de março de 2012

Quando é que o Sportinguista puxa uma à Lusa…

… e anula do quotidiano do nosso clube a Linha Roquete e a sua fantástica capacidade de criar endividamento?

Restará muito pouco do Sporting se estes “gestores” permanecerem no cargo, isso é uma certeza.

17 de fevereiro de 2012

Sobre Jorge Castelo, que até há poucas horas marinava no Centro de Emprego dos “treinadores” de futebol, a Sporttv

Quem o conhece, e não podendo eu confirmar se quem o diz está a falar verdade, afirma que ele não é Sportinguista, como o treinador Sá Pinto, que ontem proferiu fantásticas afirmações sobre o que sente sendo o treinador do Sporting Clube de Portugal (ver as declarações aqui). Atribuem-lhe o gosto pelo vermelho, talvez pelos vários anos em que lá trabalhou, mas eu, importando-me apenas com o Sporting e com os profissionais que trabalham no meu clube, não tenho problema em secundarizar o suposto verdadeiro clube dele, restando-me acreditar no profissionalismo da mais recente, juntamente com o Porfírio, contratação para a equipa técnica do Sporting, chefiada pelo Sá Pinto.

Escrevo esta opinião admitindo possíveis erros de julgamento da minha parte, portanto precavendo-me relativamente a injustiças. Como escrevi antes, não sei se ele é Sportinguista, se é de outro clube qualquer, talvez até do principal rival do Sporting, mas parece-me que a contratação da sua pessoa se insere na ideia de adicionar ao actual conjunto de técnicos algo que lhe pode estar a faltar: conhecimento técnico-táctico do desporto, ou seja, conhecimento das mais recentes metodologias que parecem vingar no futebol, numa perspectiva mais científica, se assim o podemos considerar. A evolução metodológica do futebol nos últimos 5 anos foi brutal, com nomes como Mourinho (este ensinado por um mago da táctica, o holandês Van Gaal, cujas longas palestras e vídeos entediavam os jogadores por ele orientados) e, mais recente, Guardiola a chefiarem o grupo de treinadores que objectiva o controlo total das equipas que treinam – por exemplo, num livro sobre Mourinho em que o próprio assina o prefácio (Liderança: Lições de Mourinho), sendo então um livro mais condigno que os restantes, Mourinho admite que o seu objectivo enquanto treinador é “reduzir a imprevisibilidade”.

Não fui propriamente simpático na forma como me fiz perceber em relação a este senhor Jorge Castelo (a posição de comentador desportivo é na sua essência demasiado fácil de executar), mas espero que a minha primeira ideia sobre ele, e a primeira ideia tende sempre a ser insuficiente em factos, se encontre errada. Espero que venha de facto preencher mais espaço qualitativo dentro do Sporting, auxiliando o Sá Pinto nas escolhas que se preveem complicadas de decidir, agora que o Sporting se encontra em desesperada procura pelo terceiro lugar do campeonato, na luta pela conquista da Taça de Portugal e, se nada de bizarro acontecer na próxima quinta-feira, preparando-se para defrontar um clube, o Manchester City, que despeja dezenas de milhões de euros por qualquer jogador que cative o interesse do seu treinador.

A coerência é também um elemento cuja presença em qualquer debate é essencial, principalmente quando quem opina é Sportinguista. Se qualquer Sportinguista, céptico ou não em relação a Sá Pinto enquanto opção válida (e não meramente propagandística) como treinador para o Sporting, admite que o Sportinguismo do Sá é inquestionável, que no banco do Sporting passará a figurar como que um adepto, então parece-me lógico concluir que o Sá não aceitaria na sua equipa técnica alguém indigno ora para o clube, ora para o cargo. Terá a decisão de contratar Castelo e Porfírio debatida com Sá Pinto, este assentido ou mesmo sugerindo ambos os nomes, ou terá sido obra de Carlos Freitas, “que ficou em Lisboa a trabalhar”?

Sobre ontem, não vi nada que me indique estar em processo a melhoria da qualidade de jogo da nossa equipa, sinceramente, e nem mesmo o lastimável estado do relvado do Légia suaviza a minha crítica, assim como o facto de ter sido apenas o primeiro jogo do nosso novo treinador – contudo, reconheço estas limitações. Continuo a ver o Ricky demasiado sozinho na dianteira, sem qualquer apoio, e o Polga no centro da defesa, ele que é uma espécie  de Kim Philby do Sporting Clube de Portugal – não é de todo estranho que nenhum clube de um Brasil economicamente em crescimento o queira. O André Santos obsequiou os Sportinguistas, e o próprio Sporting CP, com um golo fantástico, do mais belo que este desporto pode oferecer a quem o aprecia. Gesto técnico soberbo, remate indefensável. Seria excelente Sá Pinto conseguir retirar mais produtividade do André Santos, não a médio-defensivo, mas talvez jogando um pouco mais à frente deste último e mais próximo dos avançados.

PS – Sou contra punições relativamente a cânticos racistas – ou de qualquer outro teor – entoados por adeptos de futebol. Jamais cantarei contra alguém por causa da sua cor, acho-o até bastante patético (e alguns adeptos do Sporting não são inocentes a este respeito), mas se a UEFA começar a castigar clubes por causa de comportamentos menos felizes por parte de alguns adeptos, poderemos estar perante a abertura de um precedente que pode limitar severamente a liberdade do adepto do futebol, limitando-o a uma presença física sem a felicidade que acompanha qualquer um que vá à bola e goste de cantar e de bater palmas e de saltar, tornando-se o adepto um mero financiador. Depois de o primeiro clube ser punido por cânticos racistas (embora admita que existem determinados limites, mas esses só costumam ser ultrapassados em países como a Sérvia), outras punições (como cânticos ofensivos genéricos, por exemplo contra o árbitro) poderão acontecer. O curioso é que o clube visado, o Porto, tem matéria criminal mais do que suficiente, e conhecida por qualquer um, para que o seu fim, pelo menos em competições importantes, se aproxime, fim esse a ser sentenciado por quem regula o futebol. Punir o Porto por racismo é puni-lo pelo menos nefasto de todos os comportamentos a que ele clube já nos habituou. O vídeo está aqui (a interpretação de um dirigente do Porto é quase tão patética quanto aquela que o Público atribuía a alguns gestos presentes nas imagens de acesso ao balneário visitante do Estádio de Alvalade). Quem entende os funcionalismos da internet deve garantir que ele não desaparece como outros que comprovavam Pinto da Costa como o mais corrupto dos dirigentes portugueses.

13 de fevereiro de 2012

Sporting CP tem aspectos do acidente em Fukushima

Quase tudo o que hoje anda no Sporting é radioactivo, e a nuvem tóxica, na figura das constantes péssimas decisões tomadas pelos directores do clube, pode estar a tornar os seus perigos permanentes.

11 de fevereiro de 2012

Mas qual jogo, Elias?

«Não conseguimos impor o nosso jogo», Elias, jogador do Sporting Clube de Portugal.

Está na hora de iniciar o processo de sanitização do Sporting. Retirar do clube toda a merda que o afoga há mais de dez anos consecutivos. Comecemos no merda-mor, o presidente Godinho Lopes. Que a sanitização que queremos não se cinja a manifestações à la Grécia, sem consequências para os visados. Godinho venceu por uns miseráveis 300 e tal votos, num processo eleitoral tão obscuro quanto o processo eleitoral russo. Godinho é o Putin do Sporting. Fora daqui, mentiroso e servo das outras equipas consideradas grandes. Sendo eu estudante numa universidade fora de Portugal e trabalhador numa instituição também fora de Portugal, reconheço que o manto da hipocrisia pode estar a servir-me, mas, como o fiz em muitas outras ocasiões, estarei sempre disposto a colocar uma pausa, tendo ela de ser breve (não há milagres), se perceber que a minha presença junto dos reabilitadores do Sporting for útil e premente.

Penso que chegou a altura de os Sportinguistas entenderem que o futuro do Sporting joga-se nas próximas semanas. Cada dia que passar com Godinho Lopes na cadeira do poder é um dia mais próximo do fim do Sporting Clube de Portugal que todos amamos, o Sporting cujas grandes decisões nascem nos sócios do Sporting, em Assembleias que nos agregam uns com os outros, locais de puro e fervoroso Sportinguismo. Querem-nos impor um modelo alternativo ao que sempre existiu em Portugal, o do associativismo. Não o fazem não porque acreditam ser a melhor solução para o clube, mas antes porque a incompetência de todos os da sua linha faliu financeiramente o clube. A falência identitária, garantidamente um aspecto mais vital que o financeiro, torna-se cada vez mais possível. Querem-nos impor, através de auditorias maradas, um modelo que vai contra a génese do Sporting Clube de Portugal, pondo-nos a todos entre a espada e a parede, escravizando a autonomia de decisão do sócio, forçando este último a vender a sua presença no clube a um estrangeiro milionário (se for). Um clube como o Sporting, de tão querido sentimento, definitivamente mais especial que qualquer outro em Portugal, aquela querida emoção que nos faz, especialmente quando a tristeza nos bate à porta, sentir cada vez mais orgulho em Ser Sporting, não pode ser controlado por um gajo que, dizem as probabilidades, nem Sportinguista é. O meu pai deu-me a conhecer um Sporting que logo mereceu o meu apoio. Logo me apaixonei pelo Sporting. Agora, passados 23 anos, está em causa o clube que eu adoro. O clube que eu amo. Que o meu pai ama. Que o meu avô e avó amam. Que muitos milhões de Sportinguistas amam.

O Elias, sendo entrevistado após a derrota, afirmou que o Sporting não conseguiu impor o seu jogo. Não entendo, juro pela minha alma. Mas que jogo é que Elias se refere? Ao jogo que o Sporting apresentou há meses, que resultava e permitia a obtenção de vitórias? Esse jogo? O Sporting não joga um caralho. Não vale a pena procurar sinónimos simpáticos para caracterizar aquela merda que a equipa do Sporting tenta fazer em campo. Passes de merda, quase sempre para trás, interrompidos pelo comum remate de um defesa-central lá para a frente. Jogadores do meio campo posicionalmente encavalitados um nos outros, sem aparentes missões individuais. Frente ao Marítimo, por exemplo, Ricky, avançado que nesta equipa joga sozinho no sector mais atacante da equipa, cruzou duas ou três vezes a bola para a área. Mas para quem, caralho? Cabe na cabeça de alguém (ou melhor, no quadro táctico de um treinador que se diz competente) ser o avançado, ainda por cima o único da equipa, a cruzar a bola? Mas o que é isto, afinal? O que andam estes gajos a fazer durante a semana? A mamar do bom e a brincar com uma coisa redonda, só pode!

A situação financeira, péssima mas no entanto sem culpados (a auditoria, deficiente desde nascença, confirmou o que os Sportinguistas mais interessados já sabiam sobre o clube, mas, ao contrário das auditorias sérias, não apontou dedos nem classificou a gestão praticada até ao dia final da auditoria, vergonhosamente ilibando os criadores da dívida – José Roquete, Dias da Cunha, Soares Franco, Bettencourt e Godinho Lopes), só poderia ser aliviada mediante a classificação do Sporting para a Liga dos Campeões, competição que, caso o SCP ultrapasse a fase de pré-qualificação, surtiria muitos e precisos milhões de euros ao clube, não esquecendo o prestígio que vem com o facto de os competidores serem considerados os melhores clubes de futebol europeus. Faltando ainda alguns meses para o campeonato terminar, o Sporting Clube de Portugal, que no seu plantel tem jogadores capazes de colocar o clube numa posição mais condizente com a sua obrigação histórica (a lista de internacionais é imensa), encontra-se praticamente afastado do terceiro lugar, ocupado pelo modesto Braga, portanto afastado da pré-qualificação da Liga dos Campeões.

Há pouco tempo escrevi que apoio o actual treinador do clube. Não apenas manifestei o meu apoio ao Domingos, como opinei que seria inteligente renovar-lhe o contrato, estabilizando tanto o Domingos como a função em si, que no Sporting tem sido trocada de rosto quase ano após ano, numa espiral de despedimentos que parece não ter fim – infelizmente, esta espiral destrutiva pode vir a conhecer mais um episódio nos próximos meses. Agora, contudo, não sei muito bem o que pensar sobre o Domingos. Continuo, apesar dos recentes resultados, a achar o Domingos competente o suficiente para caminhar o necessário trilho até ao primeiro lugar (não na presente época, infelizmente), mas admito não perceber a lógica, se é que ela habita presentemente na cabeça do nosso treinador, que guia as decisões de Domingos. Antes do jogo frente ao Marítimo começar, dei conta que o Pereirinha iria jogar no onze inicial. A minha reacção, juntamente com o meu querido pai ao meu lado, foi de surpresa e também de insatisfação, muita. Pereirinha é dos jogadores que menos aprecio. A sua postura de indiferença, aliada à sua qualidade medíocre, fodem-me o juízo. Jogar com o Pererinha no onze inicial é começar a partida com menos um jogador. As decisões estranhas de Domingos não se ficaram por esta de colocar o Pereirinha, mas não me apetece escrever muito mais sobre elas, ficando-me somente, pelo menos por agora, por esta pergunta:

- Domingos, andas com a cabeça aonde? Não aguentas a pressão, demite-te!

Parece ter chegado a hora (uns garantiram que ela era certa) de pedirmos ajuda ao católico Guy Fawkes e ao herói de banda desenhada que o tornou célebre, desta vez purgando não um sistema político dos seus elementos nefastos, mas o mais galardoado clube desportivo de Portugal, hoje posto em perigo por uma linha administrativa que se impôs desde o ano 1996:

4 de fevereiro de 2012

Irmãs e Irmãos Sportinguistas, a união de todos nós nunca foi tão necessária quanto hoje

avatar_5714

É verdade que a grande penalidade que o árbitro não assinalou, somando à falta o respectivo cartão vermelho que ficou por demonstrar ao jogador do adversário, poderia ter alterado o rumo do jogo, ainda por cima quando ficariam a faltar minutos suficientes para o Sporting operar a muito necessária reviravolta do resultado, mas, aqui reside o problema, o Sporting só decidiu fazer pela vida quando se viu encostado à parede. Não creio que um clube da nossa dimensão, independentemente da conjuntura pouco simpática que paira sobre ele, necessite de se ver reduzido a 10 e a perder por um golo para abrir a pestana, arregaçar as mangas e ir à procura da vitória, cenário que, como se sabia antes do jogo começar, era o único que a equipa do nosso clube devia ter em conta. A equipa, não reconhecendo a tarefa de conclusão única que marcava o jogo, entrou a dormir, jogou de forma lenta, preguiçosa, sem pensamento pré-definido, permitindo que o adversário, motivado por ter derrotado o clube dos bares de alterne por 3-1, sentisse que alcançar um resultado positiva era possível.

Uns clamam pela cabeça de Domingos Paciência. Para quê, eu pergunto? Para lá ficar o presidente fraco? Para lá ficarem Polga, João Pereira e muitos outros? Para a arbitragem permanecer no regime poluído em que vive há muito? Para o Benfica e Porto deslocarem ainda mais de nós? Para o SCP ir à Madeira sem treinador em clima de ausência de responsabilidade? Para atirarmos para o baú de treinadores perdidos um que é, na verdade, competente, apesar dos erros evidenciados? Não comecemos no mais inocente dos elementos, meus caros! O problema do Sporting não é no banco de treinadores, é no gabinete de administradores!

Salvam-se dois ou três jogadores. Não os vou enumerar, no entanto. Domingos, coitado, nunca pensou que a vida de um treinador do Sporting fosse tão árdua. Pois é, caro Domingos, a vida no clube do Leão é como a vida do animal que vive no símbolo do clube. É a selva pura e dura, mas não com árvores exóticas e animais potencialmente perigosos, assim como uma tribo ainda não destruída pela mão corrosiva do homem ganancioso, mas com prédios, estádios, jornais maliciosos, directores incompetentes, falências técnicas, jogadores preguiçosos. Estes pontos negativos são combatidos por um ponto positivo que, por culpa do mau momento e das persistentes más notícias sobre o futuro do clube, se vai evaporar, ou então muito reduzido, ao longo da restante época: a força dos adeptos.

Quando o Sporting se apresentou no inicio da época 2011/2012, os adeptos do Sporting Clube de Portugal, ao contrário do campeão nacional e do clube dos “6 milhões”, esgotaram o estádio do seu clube quando o jogo de apresentação aconteceu. Estavam 50.000 pessoas no Estádio de Alvalade, num clima de alegria e motivação que serviu para fazer ver que o clube estava vivo. A época anterior foi péssima, um terror autêntico, desportivo e administrativo, com um presidente eleito por todos a demitir-se e dar lugar a um que venceu por uns estranhos e pouco claros 300 e pouco votos (uma espécie de eleições EUA 2000 versão SCP, com Godinho a fazer de Bush Jr. e Bruno Carvalho no papel de Al Gore).

O jogo de apresentação não correu como os 50.000 que esgotaram o estádio desejaram. Perdemos a partida. Contudo, a motivação não esmoreceu, apenas foi doseada com um pouco de realidade, essa dura mas importante variável que na vida do Sportinguista é tão essencial quanto oxigénio (a realidade, nos últimos tempos, tem-nos sido muito cruel, sabemos isso muito bem). A equipa foi reforçada com alguns jogadores cuja opinião sobre os mesmos era toda ela positiva (não temos em conta os sempre presentes pessimistas, esses tão negativos em relação a tudo o que se faz que creio que nem a contratação do Cristiano Ronaldo os satisfaria). O treinador Domingos Paciência, por mim muitas vezes elogiado, vinha de um clube onde apresentou um trabalho, positivo, que outros juraram nunca poder ser igualado, quanto mais ultrapassado. Levou o modesto Braga (digam o que disserem e classifiquem-se em que lugar for, o adjectivo “modesto” é tão apropriado ontem como hoje) a um patamar que ainda hoje, como no futuro, provoca em muitos um certa estranheza – existe inclusive um livro que pretende caracterizar o modelo de gestão do Braga como “único”.

O campeonato começou e os aspectos negativos que se evidenciaram frente ao Valência, como a defesa incapaz de reagir e o ataque sem dinâmicas e jogador goleador, permaneceram. Os resultados iniciais foram maus, contrastando com os resultados positivos dos rivais, mesmo que o mais imparcial dos adeptos – raridade quando o tema em debate é futebol (ou política) - reconheça que as iniciais vitórias de Benfica e Porto não foram de acordo com as regras mais básicas do futebol. Já ultrapassámos a primeira metade do campeonato e essas ajudas continuam. Não são acontecimentos exclusivos da época 2011/2012, são antes aspectos tão básicos quanto a bola que os jogadores utilizam para jogar futebol. Em Portugal, a manipulação do árbitro é uma parte nuclear do jogo. Resta saber em que momento da partida vai acontecer. Sabemos, todavia, que o SCP será sempre sequestrado por estes homens corruptos.

A história do campeonato alterou-se, de súbito. Os rivais mais directos bloquearam em algumas partidas e o Sporting, frente ao sempre complicado Paços de Ferreira, virou um resultado que uns já contavam utilizar para chacinar o clube na imprensa, tentando empurrá-lo para um buraco impossível de ultrapassar. A motivação de início de época voltou. Sendo fiel à verdade, ela nunca fugiu, antes esteve um pouco escondida quando as ocorrências nos eram pouco simpáticas. De um momento para o outro, a gentes leoninas regressaram ao palco de combate: o estádio.

O Sporting Clube de Portugal é, além de genuína e meritoriamente uma instituição desportiva grande, peculiar. Sim, peculiar. Está em baixo, todos de outra cor tentam feri-lo, mas rapidamente, como um Leão faminto, ressurge, pronto a enfrentar todos aqueles que disputam o mesmo objectivo que ele. A média de assistências do Sporting em jogos fora é superior à do Porto, por exemplo, e a distância de um para o outro não é de uma ou duas centenas de pessoas. Nalguns jogos essa diferença chega aos 8000 espectadores. Noutro fantástico exemplo, e recente, o Sporting apresentou em Leiria mais de 2000 Sportinguistas, numa noite fria…para ver jogar a equipa júnior do Sporting. Já novamente instalado o momento mau, com ambos os rivais a uma quase irrecuperável (quem não sonha, não é Sportinguista, e a esperança, como se sabe, é verde) distância pontual, o Sporting apresenta quase 40.000 pessoas. No outro lado da estrada, não se conseguiu chegar a tão nobre número…estando em primeiro lugar do campeonato.

Ontem, frente a um Gil Vicente que no campeonato foi despachado por uns esclarecedores 6-1, o Sporting entrou tímido, qual Leão mortalmente ferido e rodeado por imensas hienas, e, por consequência da atitude demonstrada, claudicou. Fomos eliminados da Taça da Liga, uma das competições que o Sporting tenta há muito conquistar. A verdade, que sabemos quase nunca vestir a camisola verde-e-branca, atribuir-nos-ia, pelo menos, uma Taça da Liga, mas essa, em época de alto investimento por parte do clube adversário na final, foi-nos surripiada pelo tradicional sabotador de jogos: o árbitro.

Restam-nos, então, quatro muito importantes objectivos (a ordem depende de cada um):

  • 1) Alcançar o terceiro lugar da classificação, apurando o clube para uma das pré-eliminatórias da Liga dos Campeões;
  • 2) Eliminar o Nacional da Madeira, garantindo o apuramento para a Final da Taça de Portugal, e conquistar esta competição;
  • 3) Ultrapassar o Légia de Varsóvia, na Liga Europa, e defrontar dignamente o adversário mais expectável dessa eliminatória, o sordidamente rico Manchester City;
  • 4) Ponderar, via um debate sério e disciplinado, o futuro do clube e saber aprovar as medidas necessárias;

O futuro não é aterrador. Não é também paradisíaco. É incerto. É necessário pensar o Sporting. Repetitiva e surda oposição não beneficia o clube, antes afasta os sócios cujos votos são essenciais à revolução que o clube há muito anseia. Precisamos de pensar o clube. De fazer crescer o lote de ideias capazes de transformar o Sporting no clube que ele verdadeiramente é. Cada vez mais me consciencializo de que o Sporting Clube de Portugal, para ultrapassar de vez a crise financeira que o teima em impedir de crescer, necessitará de caminhar num deserto durante 2 ou 3 anos, pagando dívida. Mas é impossível recuperar o clube sem recuperar o sentimento que faz muitos sofrerem por ele. Os Sportinguistas, como mais ninguém neste país, não gostam do Sporting porque este vence. Infelizmente, o Sporting, em futebol, pouco vence.

Nenhum género de crise, financeira, desportiva, institucional ou clubística, é ultrapassável se os Sportinguistas não estiverem ao lado do clube, dispostos a fazer parte do projecto. Nenhum clube crescerá se não tiver o aspecto humano com quem compartilhar as alegrias e as infelicidades. Nos últimos anos, temos partilhado excessivas infelicidades, é verdade, mas estamos, eu sei, dispostos a unir-nos em torno de uma ideia, de um projecto, de um homem, capaz de pegar no Leão e torná-lo o rei desta selva que é futebol português. Mas nenhum homem, por mais sábio e competente que seja, será capaz de o fazer se nós, Sportinguistas de coração, não nos propusermos a pegar em armas e fazer parte do combate.

Objectivo: Pensar o Sporting, estando sempre ao lado dele!

Figuras que, infelizmente, conhecemos e que nos ludibriam há muito

Camilo Lourenço é uma figura conhecida dos Sportinguistas. Não só dos Sportinguistas, é certo, mas os Sportinguistas conhecem-no melhor do que os restantes adeptos. Camilo Lourenço é um conhecido (não necessariamente reputado, admitamos) economista. É uma figura que muitas vezes é chamada a comentar a actualidade económica, principalmente a realidade que tende a influenciar a vida económica do cidadão comum. As televisões apreciam Camilo Lourenço porque este último tem a capacidade de simplificar a muito complexa teoria económica.

Marca presença em vários canais de televisão. Já tive oportunidade de o ver na RTP, o canal que o recebe na imagem acima colocada, na RTP Notícias, onde inclusive teve (ainda tem?) um programa por ele apresentado, e na TVI, num daqueles programas que recheiam as manhãs dos portugueses.

Todavia, os adeptos do Sporting deram de caras com este homem não em programas sobre economia, mas sobre as apreciações, muitas e quase em base semanal, que ele fez sobre a gestão do ex-presidente Soares Franco. Todas as semanas, principalmente no jornal Record e num outro diário económico (não posso garantir que tenha sido no Record, atenção), Camilo Lourenço saudava as iniciativas administrativas de Soares Franco. Vender o património não-desportivo, na altura a ideia que Soares Franco informava ser o tiro certeiro nos problemas financeiros do Sporting, era opinado pelo Camilo Lourenço como uma ideia positiva, uma ideia que, podendo gerar conflitos entre sócios, era contudo necessária.

Mas Camilo Lourenço, sobre Soares Franco e gestão deste último, não se ficou por aqui. Soares Franco, opinava Camilo Lourenço, apresentava-se como um gestor competente cujo plano – redução de custos e mais rigorosa profissionalização de gestão – representava o futuro da SAD, não só a nossa como também da dos rivais. Ou seja, Soares Franco era o remédio que o Sporting estava a precisar. Tão bom remédio era que os rivais do Sporting seriam compelidos a congeminarem os seus próprios Soares Franco’s.

A memória de uns pode ser como a gelatina, treme muito, mas a minha, pelo menos pelo tempo presente, não o é. Lembro-me das opiniões dos tecnocratas, com o Camilo Lourenço a chefiar a comitiva, sobre Soares Franco e a sua gestão. Que era boa, que os resultados seriam melhores e que o Sporting, o alvo de todas as opiniões ditas, daria mais um passo que os rivais.

Agora, depois de o consulado Soares Franco, o dito que Camilo Lourenço afirmava ser necessário para a estabilidade financeira do Sporting, depois de serem aplicadas (venda do património não-desportivo) as ideias desse mesmo presidente, o Sporting, diz-nos o sábio Camilo Lourenço, “só pode ser comprado por um mecenas”. Estamos, nós, Sportinguistas, perante um problema que nos apoquenta há muito tempo: somos permanentemente enganados.

Pedro Santos Guerreiro, presente director do Jornal de Negócios, escreveu, na rúbrica que assina no jornal Record, que “há anos que o Camilo Lourenço diz isso do Sporting [da sua insolvência]. Meu caro Pedro Santos Guerreiro, cujo jornal eu muito aprecio e cujas opiniões eu dou valor, você está enganado – o código da sua profissão não o recomenda a estudar melhor as fontes que cita?

O Camilo Lourenço nunca disse que o Sporting precisava de um mecenas. Disse, sim, que as ideias aplicadas por outros iriam garantir estabilidade ao Sporting. Disse-o sobre a venda do património não-desportivo. Escreveu e disse várias vezes que Soares Franco era o gestor ideal para o Sporting.

E agora, Camilo?

3 de fevereiro de 2012

Devem ser dadas a conhecer as boas (infelizmente, poucas, pelo menos por enquanto) contribuições de Sportinguistas

Aqui.

Saliento este parágrafo, cujas ligações são melhor entendidas no original:

“Suspeito que algures nos próximos meses será convocada uma Assembleia Geral do Sporting para votar uma hipotética entrada de capital privado na SAD. Em si própria, parece ser uma boa ideia – especialmente admitindo a manutenção do estilo de vida e gestão do universo Sporting em geral e da Sporting SAD em particular. No entanto, também significa a abertura de uma caixa de Pandora – a eliminação dos sócios na vida e gestão do futebol do Clube, a utilização da equipa como entreposto para a especulação, a conversão da SAD num depósito de dívidas importadas pelo acionista, a transformação de um clube com história num brinquedo caro de um qualquer excêntrico, ou o aprofundamento de um poço escuro de gestão danosa - só a experiência poderá mostrar as consequências da abertura da SAD a investidores.”

23 de janeiro de 2012

Mantenho a minha opinião sobre o treinador Domingos Paciência

O problema do Sporting, não só desta época como de muitas outras anteriores, reside no conjunto de homens, dizem-se eles “credíveis e competentes”, que trabalha no gabinete, sempre sentados na cadeira, de fato como indumentária de trabalho, e não no treinador, coitado, ele sempre a vítima da incompetência dos outros.

O momento é infeliz, mas é, dentro do possível, sabendo que o objectivo principal, a conquista do título, transita para a próxima época, ultrapassável, sendo que a dor que hoje nos aflige pode ser menorizada através da conquista da Taça de Portugal e de uma campanha positiva, valorizando o nome do clube e os jogadores do plantel, na Liga Europa.

A adoptar uma solução que uns considerariam radical, uma de afastamento de determinadas pessoas, que esta nunca passe por afastar o treinador Domingos.

Domingos, no entanto, não está isento de culpas. Algumas decisões são de compreensão difícil, admito.

Se alguns consideraram absurda a nomeação, através de voto, de Patrício como melhor guarda-redes europeu, este jogo, com pesar para o Sporting, confirmou que Rui Patrício é, de facto, um guarda-redes soberbo. Se é ou não o melhor guarda-redes a jogar na Europa, não sei, muitos nomes interessantes competem por tão elogiosa menção, mas o nosso guarda-redes é de facto fantástico. Aliás, devo até confessar que este Rui Patrício, o da época 2011/2012, é diferente de qualquer outro que conhecemos antes, por vezes, poucas, inseguro. Não que antes ele tenha sido mau, nunca escreveria tal, mas a segurança que tem demonstrado esta época parece estar consolidada.

Que os incompetentes de fato e gravata sirvam o Sporting Clube de Portugal. Como? Abordando o jogador e oferecendo-lhe um salário condizente com a sua qualidade, ao mesmo tempo aumentando a cláusula de rescisão, porque, com ou sem renovação, esta será a última época dele no Sporting. E porque as necessidades financeiras do Sporting são urgentes e de considerável quantia, espero que a venda deste jogador seja um negócio fantástico para o Sporting. Ah, e agrada-me a solução alternativa ao Patrício, o guarda-redes suplente Marcelo, também ele um guarda-redes muito bom.

Em relação às notícias sobre o interesse de terceiros pela SAD do Sporting, agrada-me que o clube procure alternativas que lhe permitam investir mais dinheiro em jogadores, mas não me passa pela cabeça qualquer solução que retire do actual principal accionista, o clube, o poder maioritário, mesmo sabendo que os VMOC retirarão ao clube a maioria, um assunto importante que Godinho já devia ter abordado. Tenho, aliás, o seguinte já em mente: o Projecto Roquete não interessa, revelou-se (revela-se!) uma fraude cometida contra o nosso clube.

Não podemos, porque seria insensato fazê-lo, tecer afirmações contundentes (por exemplo, a favor da venda, ou qualquer outro assunto premente), sem primeiro conhecer o que está em cima da mesa, ou seja, o que pretendem outros elementos do Sporting Clube de Portugal.

Isto eu sei: a necessidade de vencer o campeonato é urgente!

20 de janeiro de 2012

Vou sair do perímetro que hoje define o mundo Sporting e…

… admitir que gostaria de ver o contrato de Domingos renovado. Seria uma excelente nota de confiança dada ao plantel e aos Sportinguistas, além de representar, se acontecer, o que não parece provável, a existência de um projecto que vai além de uns quantos momentos de depressão e euforia.

O SCP, como clube que necessita rapidamente de conquistar o mais importante título nacional, o campeonato, necessita de estabilidade, e esta pode ser trabalhada através de um rosto, o Domingos, que me parece competente para levar a bom porto o objectivo que todos desejamos.

Prolongar o contrato ao Domingos não seria apenas estabilizar o clube, como daria prova de que o elenco administrativo presente, concordando ou não com quem o representa, possui visão estratégica: para um projecto vencer, o caminho para lá chegar tem de ser definido previamente. As grandes conquistas do futebol actual (Barcelona, Manchester United, exemplos de melhor significado) são resultados não de decisões tomadas há escassos meses, mas antes de ideias e decisões de há anos.

Chega de gestão para amanhã. Quero uma gestão para amanhã, para daqui a 6 meses, 1 ano, 2 anos, 5 anos, 10 anos. O Sporting merece-o. Nós, sempre prontos a sofrer pelo nosso clube, queremo-lo. Mais importante ainda, o Sporting precisa. Os tempos são árduos.

O treinador é talvez a peça mais essencial de um projecto desportivo. Noutros clubes, concedo-o, o presidente será mais importante, mas nesses estaremos a abordar clubes que vivem sob o culto de personalidade de um homem que, pelas conquistas por ele iniciadas, é superior ao clube em si. Não é o caso do Sporting. O Sporting Clube de Portugal desde a era Roquete é, acima de tudo, um clube desprovido de liderança séria e forte, uma liderança que prometeu 1000, nos deu 10 e ficámos a dever 900 (os restantes 90 foram para a conta bancária de uns quantos…), uma liderança que em momento algum soube preparar o futuro estudando o mal que se fez no passado.

No Sporting Clube de Portugal, como referiu muito inteligentemente, hoje, Oceano numa entrevista à Antena 1, é um clube que “vai de um estado de depressão profunda a euforia extrema num segundo”. Concordo com o Oceano, jogador que adorava ver jogar, pelo interesse que colocava em campo. A bipolaridade que hoje define o Sporting, apesar de negativa e de trabalhar contra o nosso clube e a favor dos nossos rivais, é percebível: nós queremos vencer o título nacional. O desejo das massas Sportinguistas é de tal forma extremo que qualquer bom momento é percebido como garantido daí em diante, e acontece o mesmo quando nem tudo corre bem. Desvanecendo-se esse, por exemplo, bom momento, o medo de um Sporting apático e incapaz regressa.

Renovem o contrato ao Domingos, garantindo imediatamente estabilidade, melhor ainda sendo alicerçada num elemento competente e apreciado por quase todos os Sportinguistas, num ponto que tem sido um dos grandes problemas do Sporting, o treinador.

Acredito no Domingos. Mas não acredito em milagres. Não em milagres a favor do Sporting Clube de Portugal, entenda-se.

Contra tudo e contra todos, para o Sporting e um Sportinguista, não é uma frase conhecida, é um lema que toca no coração verde-e-branco. Contra inimigos internos, como directores corruptos e jogadores incompetentes. Contra árbitros, contra directores de rivais. Contra azares incompreensíveis, contudo expectáveis. Contra a imprensa: contra o Poder instalado.

As vitórias de 1999/2000 e 2001/2002 não foram somente vitórias de títulos nacionais: foram vitórias do mérito. Nesses anos, o Bom venceu.

SPORTING CLUBE DE PORTUGAL, SEMPRE! – felizmente.

10 de janeiro de 2012

Sobre sócios que têm a atenção da imprensa

Votei em Bruno Carvalho, votei na sua candidatura, votei em favor das ideias que ele defendia para o Sporting Clube de Portugal, então de rastos devido à absurda era de Bettencourt, presidente que mereceu uns estonteantes e esclarecedores 90% quando foi a eleições, era cujas maldades financeiras e desportivas connosco ficarão durante anos e anos. Nem é preciso procurar muito, pois este blogue, que vale o que vale perante uma realidade que é representada e debatida por centenas de outros, serviu de plataforma de apoio, entre muitas outras, à candidatura de Bruno Carvalho. Outros blogues, no seu inteiro direito, apoiaram outros candidatos.

Bruno Carvalho é um sócio como muitos outros, famosos ou não, candidatos à presidência ou não, mal derrotados nas urnas ou não, honestos ou não. Pessoalmente, o interesse supremo de manter o clube unido é-me muito querido, apesar de Godinho Lopes não servir, entendo eu, para a realização do que o Sporting precisa: um presidente comunicacionalmente forte, de passado imaculado, capaz de, mobilizando um clube que tem atrás de si milhões de adeptos fervorosos, entrar pelas “casas” dos corruptos e desposa-los das suas influências nefastas. Neste importante aspecto, Godinho Lopes não é nada de jeito, diga-se, até porque no passado fim de semana, recebendo o nosso clube o Porto, não teve grande problema em permitir que Pinto da Costa se sentasse ao seu lado, um homem que tem um historial gordinho de actos, alguns ainda em pleno funcionamento, contra o Sporting.

Essa característica negativa, a de não conseguir levar a guerra ao inimigo azul e vermelho, não é exclusiva de Godinho Lopes. Godinho Lopes, a esse respeito, é similar aos da famigerada Linha Roquete, todos contentes – e parvos e sempre ludibriados – amigos de Pinto da Costa, isto enquanto o último nos surripiava jogadores em negócios obscuros, corrompia árbitros e ofendia lendas, como o Paulinho, do clube, tudo num nível que é pior do que o abjecto.

Regressando a Bruno Carvalho, agora de novo em foco porque decidiu comentar a realidade do Sporting e sugerir que o clube “estaria melhor sem Godinho Lopes”, a minha opinião é também ela muito fácil de assimilar e entender: sendo portanto eu a favor da união entre a família leonina, ainda por cima numa conjuntura que trabalha assiduamente, agora mais do que nunca, para ferir um Sporting que se demonstra forte, não aprecio quem, usufruindo da sua fama, decide vir a público e, utilizando meios de comunicação que semanalmente atacam o clube e auxiliam rivais, criticar o actual elenco do Sporting, afastando o foco noticioso do que interessa conhecer: as máfias de futebol, os interesses dos clubes, etc.

Perguntam-me: a tal união que tu defendes é o quê, mesmo? Ausência de crítica? Seguir cegamente o presidente em funções? Não. Não é nada disso. Um Sportinguista pode e deve meditar sobre o estado actual do seu clube. Deve pensar o seu clube, entender que a evolução e melhoria do SCP só nasce através do debate de ideias e, importante, soluções. Não sou grande adepto de posturas somente críticas, de dizer não àquilo, que aquilo não presta, que o outro é incompetente, que aquele jogador é fraco, etc. Não gosto. Considero-o mesquinho. No entanto, o debate de ideias deve ser feito em local próprio, ora em locais ou plataformas de informação exclusivamente Sportinguistas, e não em jornais que, como disse acima, adoram problemas existentes dentro da família Sportinguista.

Na intervenção que Bruno Carvalho faz perante a imprensa, a razão do argumento até está do seu lado, embora eu condene o local onde o fez. Ao ler, no jornal Expresso, que Godinho afirmou que o Sporting só existe no presente porque ele foi eleito, e que portanto ele é o salvador do clube, sinto-me lesado, sinto-me ignorado, obviamente, até porque o projecto de Godinho, ainda em estado muito prematuro, só vai a lado algum se o sócio e o adepto se prestarem a apoiar, comprando produtos e bilhetes e pagando as quotas de sócio. Se a maioria não acreditar no projecto, nada feito.

Não gosto de egocentrismos. Detesto-os, mais ainda num clube como este. O Sporting Clube de Portugal, ao contrário de outros, é um clube desportivo prestigiado desde o momento da sua fundação, em 1906, num Portugal cujo sistema político é diferente do actual. O Sporting Clube de Portugal, cuja data de fundação é real, precede a República Portuguesa, instaurada em 1910. Não deve metade do seu museu, obra que em Portugal não tem equivalente, a uma figura presidencial, a um jogador, ou até a contactos imorais e ilegais com quem tem poder para influenciar. O Sporting Clube de Portugal é grande, no sentido mais genuíno do termo. O Sporting Clube de Portugal, tão importante que é, trabalha não só para o prestígio de si próprio, vencendo anualmente centenas de diferentes troféus, como está profundamente ligado às principais conquistas desportivas do país onde está sediado. Não é o Sporting que tem de agradecer ao país, é o país que tem de agradecer ao Sporting Clube de Portugal.

Dito isto, não gosto de ver ex-candidatos a procurarem fama numa imprensa que nos detesta, que adora ver o Sporting afastado dos títulos e em clima de guerra civil, ao mesmo tempo empurrando outros para conquistas que, sem truques ou esquemas, seriam nossas. O Sportinguista, principalmente o Sportinguista que usufrui de uma fama que facilita o seu contacto com as massas leoninas, não pode permitir-se a servir de arma de arremesso contra o clube e determinadas pessoas, mesmo que a razão lhe pertença. Fá-lo-á, sim, em local próprio, ou seja, nas Assembleias Gerais, ou então no Jornal do Sporting, mas deve sempre oferecer alternativas. Não pode somente criticar. Isso é fácil. Além de ser fácil, o clube não beneficia.

Não é apenas válido para o Bruno Carvalho. É igualmente válido para qualquer outro sócio considerado famoso. Exemplo: durante a infame e temporalmente patética campanha do jornal Público contra o Sporting, que a UEFA, outro antro de corruptos, agora deu “razão”, um “ilustre” Sportinguista, Vicente Moura, comentou a mesma e deu razão ao jornal. Não concebo que um sócio do Sporting vá em truques como os do Público e critique o seu clube. Expulsão de sócio, fácil. Se o Vicente Moura (ou Joaquim, ou o Esteves, ou o Alexandre das Frutas) detectar algo que não lhe agrade no Sporting, contacta o clube e argumenta em favor da sua opinião, e não se vai encostar, dando ideia de ser superior moralmente, a quem nos odeia.

O Sporting Clube de Portugal é uma democracia…para os Sportinguistas, não para os lampiões e tripeiros que ganham a vida à frente de um teclado a escrever contra o Sporting. Só o adepto/sócio do Sporting tem o direito de criticar Godinho Lopes – os outros que o criticam não o fazem porque o Sporting sai beneficiado, mas porque sai prejudicado, ainda por cima publicamente. Aos outros, um conselho: metam o vosso nariz na vida do vosso clube. Aos tripeiros, preocupem-se com o vosso presidente adulador de prostituas. Aos lampiões, preocupem-se com a monarquia Vierina. Eu compreendo: ninguém quer ver o Sporting vivo. Eu sei.

Quem não gosta de Bruno Carvalho expõe-no como oportunista. Quem não gosta de Godinho Lopes chama-o mentiroso. Eu cá gosto de um, não gosto muito do outro, mas não gostei de ambas as intervenções.

SPORTING CP AOS SPORTINGUISTAS!

ps – a UEFA veio negar ter aprovado as imagens que chocam bastante a sensibilidade de alguns. Eu pergunto: mas a UEFA é exemplo do quê, mesmo? Honestidade? Nunca! Quero que se lixem! Era só o que faltava eu ter em conta o que essa organização autoritária e corrupta tem a dizer sobre o Sporting. Que se preocupe mais em evitar mais Calciocaos (a versão portuguesa continua em funções), menos resultados combinados, e garantir que os clubes do regime, como o Barcelona, chegam à final merecendo-o, não roubando todos os os clubes que se lhe atravessam no caminho.

29 de novembro de 2011

Obrigatório divulgar…

…o comunicado redigido pela Associação de Adeptos do Sporting, sempre disposta e competente a defender, como é a sua função, os interesses do Sporting e da sua massa associativa.

Aqui.

Aproveito para salientar o ponto do comunicado que confirma que para os lados vermelhos, lados portanto bafientos, a hipocrisia e a má memória são características-chave. Refiro-me ao ponto 1., momento negro da história do futebol português, particularmente do nosso clube, que viu perecer um dos nossos, cobardemente atacado por um criminoso que durante anos fugiu à justiça.

Eu saúdo vivamente, não tenho problemas em o admitir, os problemas que apoquentam uma relação institucional que, por força de objectivos similares entre ambos e por diferenças óbvias entre o comportamento de uma e de outra instituição, porque o Sporting nunca pediu favores a terceiros para tornar um qualquer jogo mais fácil de vencer e porque o Benfica, bando desavergonhado, parece fazê-lo de semana em semana, nunca deveria ser mais do que meramente formal, como aquele bom-dia entre pessoas que se cruzam num elevador de um prédio com 100 andares. Não queremos amizades com quem nos quer ver mal e com quem trabalha para nos ver em mal estado.

Eles não são rapazes, esse é um termo abstracto para definir aquela gente, são animais selvagens, devem portanto ser recebidos e tratados como tal. A tentativa da nossa parte de melhorar o estádio que visitámos no último Sábado será ainda mencionada em várias ocasiões, quererão, esses que muito escrevem sob pretexto incrível de se considerarem jornalistas, fazer de nós maus e arruaceiros, nós que somos e para sempre seremos o modelo mais leal de adepto, mas tal não nos apoquentará, bem pelo contrário, porque à porta estão outros jogos que agora são mais vitais que nunca. Vamos cumprir o nosso dever, ao mesmo tempo um prazer: estar lá a gritar o nome do Sporting Clube de Portugal.

Esperam-se mais informações sobre os assuntos menos nítidos do último clássico de Portugal, mas esperamos igualmente uma campanha difamatória contra o nosso clube, campanha que deve já estar a ser orquestrada numa das muitas secretárias de profissionais que se ousam considerar jornalistas, mas, verdade seja dita, que são apenas bonifrates de um clube que caminha de mão dada com a corrupção, não fosse o actual presidente deles uma figura já muito ouvida numa escuta telefónica.

Em relação aos truques que se preparam para tentar atingir o nosso clube, não me demonstro surpreendido, muito pelo contrário. O Sporting versão 2011/2012 assusta muita gente, pessoal que antes julgava que o Sporting continuaria, indo contra a sua história inigualável, como um clube apenas grande no museu e incapaz de em campo oferecer luta aos que são considerados os mais fortes candidatos a vencer o campeonato nacional.

Um dos lemas mais vezes mencionados, com o qual eu concordo e faço menção recorrentemente, coloca-nos na rota do título, da Taça de Portugal, da Taça da Liga e, com um bocadito de sorte, sempre necessária quando um troféu importante está em jogo, talvez consigamos ir muito longe na Liga Europa, como alcançar as meias-finais, isto sabendo que da Liga dos Campeões aterrarão clubes com possibilidades financeiras muito superiores às do Sporting. Eu acredito que é possível adicionar ao nosso já muito repleto museu mais troféus. Acredito no Domingos Paciência. Acredito no nosso plantel. Acredito nos adeptos do Sporting.

Acredito, principalmente, no trabalho que está a ser desenvolvido diariamente na Academia, nos métodos utilizados e, também muito agradável, no esforço nele imputado. Daí que, por exemplo, após a última partida do campeonato, no qual a vitória não nos sorriu, os mais de 4000 adeptos leoninos tenham, sem excepção ou mínima manifestação de descontentamento, aplaudindo de pé a equipa, esta respondendo também com aplausos.

O Sporting, diz o lema, está de volta. Pois está, e assusta muita gente!

11 de outubro de 2011

O gajo que vai ocupar o cargo de Presidente da FPF e o Sporting [1]

Para mais tarde uma reflexão mais profunda, certamente mais completa, mas o apoio manifestado pelo Sporting a Fernando Gomes é de dual conclusão: bom por um lado, dado que o Sporting não pode dar-se ao luxo de não ter um candidato, e reconheço a debilidade de um apoio oficial a um candidato como Fernando Gomes (este já apaparicado por Benfica e Porto, instituições corruptas e controladoras dos bastidores desportivos portugueses), elemento outrora activo numa SAD que tresanda a corrupção, mau por outro, porque demonstra que a SAD do clube não preparou antecipadamente o seu candidato, o que implicaria, entre outros, cortejar os restantes clubes de modo a garantir apoios substanciais ao nome escolhido.

A FPF, futuramente com Fernando Gomes no lugar de máxima capacidade decisória, sai renovada nalguns aspectos (o homem procurará demonstrar ser um reformador), mas permanecerá velha em outros, talvez estes os mais importantes para o Sporting, os que têm que ver com a corrupção no futebol, procurando meios para expurgar do futebol toda a corrupção que neste momento, e de há muito, o invade e define. Fernando Gomes, fruto do seu passado, não é o nome ideal para tão honrosa missão. Bem pelo contrário, fez parte na perpetuação da lama. Foi um dos homens-chave no jogo de interesses que auxiliou azuis a “planearem” jogos ora dos próprios, ora do rival, o sempre odiado e roubado Sporting Clube de Portugal, instituição odiada, invejada e vilipendiada por muitos. Pelos inferiores, isto é.

Menção positiva para a vitória da equipa de futsal em terras açorianas, frente ao clube da região, num pavilhão lotado de Sportinguistas, mais uma vez atribuindo ao nosso grandioso clube a dimensão verdadeiramente nacional, um símbolo de Portugal, que o define, e não uma de ténue, artificial representatividade, com um gajo ali e outro gajo acolá, mas em números deveras surpreendentes: maioritários, orgulhosamente ostentando o verde-e-branco, a cor do encanto, como diz uma das nossas muitas belas músicas. Outra menção positiva, esta para a equipa de andebol, que derrotou o clube da corrupção, o de azul.

9 de junho de 2011

Godinho Lopes e a entrevista na RTP

Não sei bem identificar o cheiro característico do jornalista que hoje entrevistou Godinho Lopes, se vermelho ou azul, outros certamente o saberão, mas tresanda a incompetência e sectarismo. Estamos avisados: na próxima vez, façam o favor de, e o mesmo é plenamente possível porque estamos no século XXI, a era da informação e da tecnologia, realizar a entrevista via videoconferência. É nefasto encarar um tipo daqueles num local como o nosso museu, que se pretende limpo e inacessível a lacaios vermelhos ou azuis. Que as equipas de limpeza, após o findar de uma entrevista com propósitos de clara desinformação, tenham actuado com a maior celeridade e profissionalismo possíveis. O Sporting Clube de Portugal, o que significa, agradece.

Não entrevistou com o propósito de informar os telespectadores, o desejável e recomendável, mas de tentar, por via de perguntas “estranhas”, daquelas que se endereçam a um qualquer criminoso que mente constantemente e se espera ver capturado na sua própria teia de mentiras, e de interrupções constantes, no momento após o “jornalista” verificar que o entrevistado não pretende dar azo a polémicas injustificadas e semeadas por cretinos como aquele que hoje teve o desplante de entrar no nosso museu, impedindo o entrevistado, o nosso presidente, de formular uma resposta coerente.

De resto, ficámos a saber mais algumas informações sobre a política desportiva até presentemente seguida (Couceiro não fica na Academia; rescisão contratual entre SCP e Stoijkovic, por exemplo), além de que, e o próprio Godinho não teve qualquer problema em o admitir, somos de facto candidatos assumidos e frontais ao título.

Para quem seguiu aquele momento de introdução à entrevista que posteriormente seria realizada, em que o entrevistador (nem me vou envergonhar a ponto de referir o seu nome) caminha pelos corredores recheados de troféus do nosso museu, da história vitoriosa e ímpar desta poderosa instituição desportiva, a mais vencedora de Portugal e uma das mais prestigiadas do mundo, a seguinte metáfora apoderou-se da minha mente: o museu do Sporting Clube de Portugal, o Mundo Sporting (gabo a pertinente e totalmente justa utilização da palavra “Mundo” para descrever aquela fantástica obra) está para os museus desportivos como o musée do Louvre para os museus de arte, o estádio do Dragão para as casas de alterne, ou o Estádio da Luz para as infra-estruturas relacionadas com a criação de suínos.

No concernente à informação, toda ela, providenciada pelo presidente, podem informar-se da mesma neste blogue leonino, o Sporting Visto Por Nós.

Sporting Clube de Portugal? Sempre! Não é para todos, é para quem pode e merece!

22 de maio de 2011

Excelente notícia!

“Nunca me demitirei das minhas responsabilidades […] É necessária uma estrutura forte para a conseguirmos […] Às vezes é preciso tomar decisões que são difíceis, mas tenho tido todo o apoio do presidente para juntos construirmos um Sporting vencedor.
Estamos juntos de alma e coração.” Luís Duque.

Aconteça o que acontecer, apresentem este ou aquele jogador, decidam trocar as actuais cadeiras por cadeiras totalmente verdes, avancem com a cobertura do fosso…esta é a melhor notícia que os Sportinguistas poderiam receber.

Em frente, Sporting! Força Luís Duque.

21 de maio de 2011

A possível demissão de Luís Duque [2]

Vários órgãos de comunicação social dão como certa a saída de Duque da estrutura da SAD e, por consequência, do Sporting Clube de Portugal. Já deixei claro que considero Duque não só o rosto mais forte do actual elenco administrativo liderado por Godinho Lopes, como, e isso justifica em mim o desgosto que sinto pela direcção incumbente, o único rosto merecedor de confiança e esperança por parte dos sócios do Sporting Clube de Portugal.

A possível demissão de Luís Duque

Dado fazer parte do elenco Godinho Lopes, e tendo eu apoiado ferozmente a candidatura de Bruno Carvalho à presidência do nosso clube, várias vezes “ataquei” determinadas realidades relacionadas com Luís Duque, nomeadamente o caso BPN. No entanto, e apesar de o ter feito sempre baseado em realidades (processo que envolve directamente Duque), sempre admiti que gosto de Duque. Penso que a sua presença no Sporting confere ao nosso clube algo que ele há muito não tem: disciplina e, dentro do legal, sapiência. Quer gostem ou não, Duque conhece os meandros, podres, do futebol português, e jamais o Sporting conseguirá ser um forte candidato ao título se optar por manter a ignóbil postura que tem vindo a adoptar até hoje: mansa, passiva, alheada, ainda por cima conscientemente, da realidade que define o futebol nacional: é preciso que o nosso clube se saiba movimentar nos bastidores, pois é muitas vezes nesse local, sombrio e há muito personificado nos rostos do costume (o putanheiro Pinto da Costa, o dono-mor do futebol português há muito, sentindo hoje, contudo, a concorrência de outro corrupto, Luís Filipe Vieira), que se decidem aspectos que dificultam ou facilitam a caminhada para o título.

25 de abril de 2011

25 de Abril Sportinguista e um pouco de história de Portugal

As hostes leoninas que escrevem sobre o Sporting no mundo vasto e rico – no que concerne unicamente ao Sporting, porque existe por aí muita diarreia vermelha e azul - da internet fazem referência à necessidade de um 25 de Abril no Sporting, uma revolução, portanto, que elimine de vez o poder vigente e que traga, mesmo que num clima de confusão e exuberante felicidade, liberdade aos sócios e, o mais importante, ao clube, que se vê, como deixo bem claro sempre que escrevo sobre o Sporting e sobre os dirigentes que regem o clube há mais de uma década em total desconexão com os adeptos, com os sócios e com a identidade Sportinguista, talvez o aspecto mais vezes negligenciado por quem ocupa a cadeira do poder, cada vez mais enfraquecido. Um facto merece inegável referência: a identidade Sportinguista, única neste país e talvez das poucas realmente singulares no mundo, está mais fraca, mais abandonada.

São mais de 2700 palavras, mas penso que conseguirão “sobreviver” ao marasmo.

6 de abril de 2011

Auditoria Financeira–o que é, para que serve, quem a executa? [1]

Temos ouvido bastantes vezes a referência a uma auditoria financeira.

Godinho Lopes, candidato que venceu as eleições, compromete-se a fazer uma auditoria financeira externa, embora eu admita que desconheço se a mesma incidirá sobre todo o Grupo Sporting (aquela panóplia inacreditável de empresas) – a única auditoria que interessa – ou se será limitada à Sporting, SAD.

A ver se não me esqueço de nada de importância considerável.

5 de abril de 2011

Mau perder?

Vamos, permitam-me o seguinte exercício, por partes:

1) A calúnia imperou;

2) A colocação inteligente de notícias falsas foi uma constante;

3) A “minha” prestação nos debates foi esclarecedora;

4) “Fui” presenteado com a confiança de mais 1500 sócios que o vencedor;

5) O acto eleitoral infestou-se de estranhezas e momentos verdadeiramente lúdicos;

6) A lista “rival” anunciou contratações fantasiosas, incluindo algumas de outras listas;

Sendo assim, tal como o Bruno Carvalho, também eu teria mau perder (modéstia à parte, eu padeço de um mau perder crónico – que acontece tantas vezes quanto o Djálo consegue dominar uma bola em condições decentes -, admito-o sem grandes problemas, mas consciente que não é de todo louvável).

Uma nota rápida: aconselho-vos a visitar o blogue do Correio da Manhã, novo, exactamente o mesmo estilo de “jornalismo”: reles, brejeiro e dotado de um português atroz – venha daí uma nova revisão ortográfica, esta definida globalmente pela eliminação de vírgulas e sentido lexical…

Reparem, eu sou a favor de unidade e conjugação de forças e atitudes, mas, atenção, de uma unidade construída seriamente e através do debate saudável e frutuoso. A unidade que hoje muitos apregoam relembra a famosa tentativa de unicidade sindical do pós-25 de Abril, ou seja, “unidade” forçada e controlada por uma minoria fanática e autoritária.

ps – quem é que Lino de Castro pensa que é? Alguém o conhecia antes do acto eleitoral? Ficou famoso, como muitos outros que transitaram no Sporting Clube de Portugal dos últimos 15 anos, por motivos, hmmm, aporéticos.